Yves Hublet

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Yves Hublet (Curitiba[1], 7 de abril de 1938 - 26 de julho de 2010) foi um escritor brasileiro, autor de livros infantis como A Grande Guerra de Dona Baleia e Artes & Manhas do Mico-leão-dourado. Hublet também escreveu duas histórias em quadrinhos Disney para a Editora Abril, "A Torta Certa" e "O Materializador de Desejos". .

Yves Hublet ficou mais conhecido por todo o Brasil em 29 de novembro de 2005, ao agredir às bengaladas contra o então deputado federal José Dirceu, na véspera do dia em que a Câmara dos Deputados decidiria a cassação do mandato por estar envolvido no Escândalo do Mensalão, o que ocorreu no dia seguinte.

Agressão contra José Dirceu[editar | editar código-fonte]

Na tarde do dia 29 de novembro de 2005, Yves Hublet estava em uns dos corredores da Câmara dos Deputados Federais em Brasília, distribuíndo livros infantis em salas, quando viu o ex-ministro da Casa Civil e deputado federal José Dirceu sendo entrevistado na imprensa sobre o dia da véspera em que a Câmara deveria cassar o mandato por estar envolvido no Mensalão. Depois do Dirceu dar risadas sobre o caso, Yves Hublet, revoltado com isso, se aproximou e levantou a bengala, bateu três vezes no Dirceu (duas na cabeça e uma nas costas). A agressão foi flagrada por todas redes de televisões do país, inclusive a TV Câmara.

Yves Hublet foi preso na hora pela Polícia da Câmara e levado à Polícia Militar e José Dirceu registrou o boletim de ocorrência contra o escritor por agressão.

Na noite, o caso da agressão teve repecussão nacional e manchete em telejornais e capas de jornais no dia seguinte.

Na noite do dia 30 de novembro, a Câmara iniciou o processo de cassação do mandato, o que ocorreu no início da madrugada do dia 1º de dezembro, que cassou os direitos políticos de Dirceu por 8 anos.

Depois da agressão[editar | editar código-fonte]

O agora o ex-ministro e deputado cassado, José Dirceu tentou processar o escritor por duas vezes por causa da agressão, mas a Justiça considerou os pedidos improcedentes.[2]

Após o episódio da agressão, Yves Hublet foi solto e deu entrevistas à imprensa. Em seguida, mudou-se para a Bélgica, pois possuía dupla cidadania, no final de 2005. Ele tinha uma pequena propriedade em Charleroi.[3]

Volta ao Brasil[editar | editar código-fonte]

”Voltou em maio último para Curitiba a fim de tratar de um livro a ser publicado por minha editora e para tratar de papéis de um casamento anterior, pois pretendia se casar novamente na Europa”, revela seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto.

Porém, foi preso pela Polícia Federal ao descer do avião em Brasília, e, segundo Zamoner, ficou incomunicável. No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta. Alegou-se que estava com câncer. Uma ex-namorada de Curitiba de nome Solange foi quem recebeu telefonema de Brasília comunicando o falecimento do Yves. O corpo teria sido cremado na capital federal.[4]

Morte misteriosa no Brasil[editar | editar código-fonte]

Na internet, só aparecem "explicações" como um alegado e-mail de uma Tatiana que transmitiu para outra pessoa, Cláudio, com um "relato" de um tal Rômulo Marinho e que não se consegue confirmar, ou verificar origem ou veracidade.[5]

Nestas versões, atribuídas ao tal Rômulo Marinho e nunca confirmadas, alega-se que Hublet teria sido liberado cinco dias depois, internado em 3 de julho no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde teria falecido em 26 de julho de 2010, após ser alegadamente diagnosticado com câncer no intestino, já em processo de metástase.[6] Tais versões não foram confirmadas sequer pela respectiva página da internet, apesar de questionamentos de leitores.

Referências

veja.abril.com.br/.../a-verdadeira-morte-de-yves-hublet-o-brasileiro-...==Ligações externas==

Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) escritor(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


veja.abril.com.br/.../a-verdadeira-morte-de-yves-hublet-o-brasileiro-...