Zé Limeira

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Zé Limeira (Teixeira, 1886 — Teixeira, 24 de dezembro de 1954) foi um cordelista/repentista brasileiro. Ficou conhecido como Poeta do Absurdo.

Nasceu no sitio Tauá, em Teixeira, considerado o principal reduto de repentistas no século XIX.

Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio,Zé Limeira ficou conhecido por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense, e pelos neologismos esdrúxulos que criava.

O livro Zé Limeira, o poeta do absurdo, de autoria do jornalista e poeta paraibano Orlando Tejo (1935 - ) recriou a figura mitológica do cantador nordestino. Para alguns, o livro é que, de fato, inventa o personagem e estaria mais próximo à criação literária do que do recorte biográfico. [1] [2]"Zé Limeira tornou-se tão famoso, devido ao livro de Tejo, que hoje certamente muitos versos absurdos de outros poetas são transferidos para ele. Isso sem falar nos versos (...) que teriam sido escritos por Otacílio Batista e outros amigos de Tejo, depois que este se preocupou com a pequena quantidade de versos autênticos que teria recolhido", escreve Bráulio Tavares.[3]

Vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos, e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando. Em 1950, aos quinze anos, Orlando Tejo conheceu pessoalmente Zé Limeira em Campina Grande.[4]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Zé Limeira, o poeta do absurdo de Orlando Tejo. Resenha de Mouzar Benedito. Blog da Boitempo, 30 de outubro de 2012.
  2. "Na estrada com Douglas Machado", por Alfredo Werney.
  3. Tejo e Zé Limeira, por Braulio Tavares. Jornal da Paraíba, 14 de dezembro de 2013.
  4. Metamorfose do absurdo Diário do Nordeste, 25 de abril de 2005
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