Água Viva (livro)
| Água Viva | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Autor (es) | Clarice Lispector | ||||||
| País | Brasil | ||||||
| Género | Romance | ||||||
| Editora | |||||||
| Lançamento | 1973 | ||||||
| Páginas | 88 | ||||||
| Cronologia | |||||||
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Água Viva é um livro de Clarice Lispector, publicado em 1973 e pertencente à terceira geração modernista. Foi definido como "um denso e fluente poema em prosa". Nele, é aclamada, amaldiçoada, reprimida e expandida a vida.
O que é – o "it" – é por vezes a fusão do humano com o não-humano, e o clímax da existência e da significação. Esse clímax também existe no "eu" que escreve a um "tu" indeterminado. Estes sujeitos tornam o romance fluido, sem acontecimentos externos extravagantes. A ênfase – tipicamente clariceana – é dada nos processos, explosões e descobertas interiores. Ou em relações entre pessoas ou coisas, alumbramentos e deslumbramentos impulsionados por ocorrências aparentemente comezinhas.
Clarice, com seu modo peculiar de escrita, cunha novos sentidos semânticos para verbos. Por exemplo: ser, para ela, não é verbo de ligação; é verbo intransitivo.
Cria também comparações originais, como uma seqüência de adjetiva e caracterização de flores, tal qual – ou até mesmo mais especificamente que – humanos. Com o ritmo de fluxo de consciência, o leitor dignamente clariceano fica imerso no livro e se vê expresso nas páginas dele.
Clarice faz, talvez, um retrato de si. Mas certamente de uma fase da vida – quiçá de toda ela – de muitas pessoas, seus leitores e admiradores.