Ângelo da Sicília
| Santo Ângelo da Sicília, O.C. | |
|---|---|
| Nossa Senhora do Carmo acompanhada de santos (Simão Stock, Ângelo de Jerusalém - com a espada trespassada no peito -, Maria Madalena de Pazzi e Teresa de Ávila) | |
| Mártir | |
| Nascimento | ca. 1185 em Jerusalém |
| Morte | 5 de maio de 1220 em Licata, Sicília, Itália |
| Veneração por | Igreja Católica |
| Canonização | Século XV por Papa Pio II |
| Festa litúrgica | 5 de maio |
| Atribuições | Espada atravessando o peito; livro; palma do martírio; três coroas; Lírios ou rosas |
| Padroeiro | Sant'Angelo Muxaro, Itália; invocado em situações de grande necessidade |
Ângelo da Sicília, Ângelo de Jerusalém ou Ângelo de Licata foi um santo nascido em Jerusalém em 1185. Ele nasceu de uma família judaica e foi batizado, juntamente com seu irmão João, quando sua mãe se converteu ao cristianismo1 .
Foi martirizado em Licata, na Sicília, a 5 de Maio de 12202 .
Índice |
Vida e obras[editar]
Aos 18 anos, entrou na Ordem do Carmo, na Palestina, e em 1213 foi ordenado aí sacerdote2 .
Em 1219 foi enviado a Roma para defender os interesses de sua Ordem. Dali partiu para a Sicília, a fim de converter os hereges cátaros ou albigenses.
Ele quis converter um cavaleiro cátaro chamado Berengário (Berengarius). A tradição católica afirma que ele estava vivendo em incesto e Ângelo conseguiu convencer a companheira de Berengário a deixá-lo1 . O cavaleiro, incensado, matou ou o fez matar em frente à Igreja de São Filipe e São Tiago, em Licata. Ele morreu dos ferimentos quatro dias após o ataque e, segundo a tradição, teria pedido o perdão do seu assassino1 . Ele foi enterrado na própria igreja1 .
Devoção[editar]
Ele e Santo Alberto da Sicília são considerados como que "pais" da ordem dos carmelitas, por serem os primeiros dois santos da Ordem. Está entre os primeiros que deixaram o Monte Carmelo para evangelizar.
Na Sicília, há diversos lugares que tem Santo Ângelo como padroeiro, como Sant'Angelo Muxaro.
Suas relíquias foram trasladadas para um nova igreja em Licata, a Santa Maria do Carmo. O fim da epidemia de peste no Reino de Nápoles em 1656 foi atribuída a sua intercessão1 .