A Máquina do Tempo (1960)

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A Máquina do Tempo
The Time Machine
 Reino Unido
1960 • cor • 103 min 
Direção George Pal
Roteiro David Duncan
H. G. Wells
Elenco Rod Taylor
Yvette Mimieux
Alan Young
Sebastian Cabot
Whit Bissel
Género ficção científica
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

The Time Machine (br/pt: A Máquina do Tempo) é um filme de ficção científica britânico de 1960, dirigido por George Pal e baseado no livro homônimo de H. G. Wells, que relata a história de um homem inglês que constrói uma máquina do tempo, e a utiliza para viajar ao futuro.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Produção: George Pal (MGM)
  • Direção: George Pal
  • Fotografia: Paul C. Vogel
  • Roteiro adaptado: David Duncan, baseado em livro de H. G. Wells
  • Montagem: George Tomasini
  • Música: Russell Garcia

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Na virada do século, dezembro de 1899, George (Rod Taylor) constrói, em seu laboratório, em Londres, uma máquina do tempo, utilizando-a para uma viagem ao futuro. George começa a ir para o futuro. Primeiro alguns segundos, alguns minutos, algumas horas, alguns dias, algumas semanas, alguns meses e alguns anos. Ele viaja 18 anos no tempo e vai parar em 1917, na primeira guerra mundial. Vai cumprimentar um amigo mas descobre que essa pessoa é o filho de seu amigo. Ele conta que o pai morreu um ano antes. George responde: "Que guerra?". O filho de seu amigo diz "Então não sabe? Estamos em guerra com a Alemanha desde 1914. "George viaja mais no tempo até 1940. Ele vê então um monte de aviões (que eram para ele máquinas voadoras, já que ele não sabia o que era aquilo) bombardeando a cidade. George vai mais no tempo até 1966, quando a sociedade está se destruindo. Há explosões. George vê o então idoso filho de seu amigo. Ele se surpreende e vai embora por causa das explosões. George volta para sua máquina do tempo e a lava forma uma parede de pedra. George fica preso e avança 800.000 anos no tempo até as rochas se desgatarem e serem destruídas pela erosão. George está livre para conhecer o mundo ao redor.

Num futuro longínquo, no ano de 802.701,[1] George desce da máquina e se depara com um novo recomeço: duas sociedades opostas habitam a terra, os Morlocks e os Elois.[1] Com as várias guerras, os Morlocks foram os humanos que permaneceram nos subterrâneos, na produção e manutenção de suas máquinas, sofrendo mutações tão importantes na aparência que se transformaram em monstros. Os Elois são jovens descendentes dos humanos que optaram por viver na superfície, onde permanecem ingênuos, ociosos e dependentes, sem líderes e ignaros de qualquer atividade laborativa. Os livros já não existem, os jovens desconhecem toda a história da humanidade, e sua única informação são os “anéis” deixados pelos antepassados, que ao serem rodados contam resumidamente a trajetória do homem até os atuais acontecimentos, mas os jovens já não conseguem mais entender o significado daquelas palavras.

Os Elois passam o tempo sem fazer nada, e recebem sem questionar os alimentos, na verdade fornecidos pelos Morlocks que, à noite, vêm aprisioná-los e devorá-los, mediante a incapacidade de qualquer técnica de defesa ou reação apresentada pelos jovens.[1] George conhece Weena, uma jovem Eloi que desperta seu interesse. Aos poucos, o viajante do tempo os ensina a reagir e lutar contra os Morlocks, transformando-se em seu líder.

Os Morlocks arrastam a máquina do tempo para dentro dos subterrâneos, e George, na tentativa de recuperá-la, volta ao passado, em sua casa, na véspera de 1900, e conta sua história aos amigos incrédulos. A despeito da incredulidade dos amigos, George arrasta a máquina para um local onde sabe que, no futuro, estará fora dos subterrâneos dos Morlocks, e volta novamente ao longínquo futuro, levando consigo 3 livros da biblioteca, os quais não são revelados, deixando a questão para a imaginação do espectador.

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Características[editar | editar código-fonte]

George Pal transforma a metáfora política de Wells, que seria a dualidade "Classe operária" (Morlocks) x "Nobreza inglesa do século passado" (Elois), em uma simples história do bem contra o mal. O que poderia se caracterizar, porém, como um defeito, uma alienação política, acaba se tornando o ponto positivo do filme, que fugiu de uma situação datada, para uma situação atemporal, com enfoque mais humanista, sem se prender a sociedades, épocas ou ideologias políticas.[2]

Os Elois podem também representar os autistas, em sua forma mais alienante, e os Morlocks representarem as pessoas que aproveitam da superinteligencia deles para seus próprios prazeres.

O criador da máquina do tempo utilizada no filme foi o diretor de arte da MGM, Bill Ferrari. As cenas foram filmadas de 25 de maio de 1959 a 30 de junho de 1959, em Culver City, na Califórnia.

Houve posteriormente uma refilmagem, A_Máquina_do_Tempo_(2002), dirigido por Simon Wells, bisneto de H. G. Wells.

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • Oscar de Efeitos Especiais 1960, para Gene Warren e Tim Baar.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • LOPES JR., Oswaldo; SONETO, Ricardo. A Máquina do Tempo. [S.l.]: Rio de Janeiro: EBAL, 1988. Cinemin n. 41, Seção Túnel do Tempo: Os Clássicos da Ficção Científica Revisitados
  • ALBAGLI, Fernando. Tudo sobre o Oscar. [S.l.]: Rio de Janeiro: EBAL, 1988. Edições Cinemin

Referências

  1. a b c (em inglês) Máquina do Tempo, A (1960). Webcine.com.br. Página visitada em 7 de setembro de 2012.
  2. LOPES JR, Oswaldo; SONETO, Ricardo. Sessão Túnel do Tempo: Os Clássicos da Ficção Científica Revisitados. In: Cinemin (1988), Rio de Janeiro: Ebal, n. 41.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]