Agadja

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Agadja
Rei do Daomé
Reinado 17081732 [1]
Predecessor Akaba
Sucessor Tegbessou

Dossou Agadja (ou Agaja), apelidado de "O Conquistador" [1] , foi o quinto rei do Daomé.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Chegada ao trono[editar | editar código-fonte]

Filho de Aho Houegbadja, Agadja nasceu em 1673 e sucedeu seu irmão Houessou Akaba após sua morte, em 1708. Inicialmente, sua função seria a de um regente, visto que 'Agbo Sassa, único filho e herdeiro de Akaba, tinha apenas dez anos de idade à época da morte do pai. Entretanto, quando atingiu a maioridade e reivindicou o trono, Agbo foi forçado ao exílio por Agadja [2] [3] .

Conquista de Allada e Savé[editar | editar código-fonte]

Sob sua liderança, o exército do Daomé foi vitorioso em várias campanhas no sul, conquistando o reino de Allada em 1724 e Savé, com sua capital econômica Ouidah, em 1727 [2] [3] . Agadja foi, portanto, capaz de estender o seu reino ao sul até o oceano. Com um acesso ao mar, ele desenvolveu o comércio com os europeus sem os intermediários da costa - daí seu símbolo, uma caravela [2] [3] . Durante as campanhas contra os reinos do sul, a atuação das Ahosi - mulheres guerreiras chamadas pelos europeus de amazonas - foi decisiva [2] [3] .

Derrota[editar | editar código-fonte]

Apesar da força do seu exército, Agadja não pôde impedir a invasão de seu reino pelo poderoso Reino de Oyó, em 1726. Após esta derrota, em 1727, ele firma um acordo de paz com Oyó, que obrigava o Daomé a pagar um pesado tributo anual em armas, pérolas, tecidos, animais, quarenta moças e quarenta rapazes (destinados aos sacrifícios humanos e à escravidão. Agadja ignora, nos primeiros anos, o pagamento do tributo, provocando sucessivas invasões em 1728, 1729 e 1730-1732.

Esta última derrota foi especialmente humilhante para o reino do Daomé, que viu seu príncipe herdeiro, Tegbessou, ser mantido como refém até que o tributo humano fosse, enfim, pago a Oyó. Esta submissão não impediu uma nova invasão iorubá em 1739. O reino de Oyo nomeia um representante para o Daomé, transformando-o num reino vassalo. Com o incêncio da capital pelas tropas de Oyó, Agadja resignou-se em transferi-la para Allada em 1730, onde veio a falecer em 1740 [2] [3] .

Referências

  1. a b Daavo, Cossi Zéphrin. "Approche Thematique de l’Art Beninois, de la Periode Royale a nos Jours". Ethiopiques n°71 (2003).
  2. a b c d e Akinjogbin, I. A. "Agaja and the conquest of the coastal Aja states", in Journal of the Historical Society of Nigeria (Ibadan), 2 (4), dez. 1963, p. 545-566.
  3. a b c d e Ross, David. "Robert Norris, Agaja, and the Dahomean conquest of Allada and Whydah", in History in Africa (Atlanta), no 16, 1989, p. 311-324.

Nota[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi elaborado a partir de tradução do artigo Agadja, da Wikipédia em francês, que se encontrava nesta versão.
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Agadja
Precedido por
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Reino de Dahomey 1889.gif
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