Anticiclone dos Açores

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O Anticiclone dos Açores (também conhecido como Anticiclone do Atlântico Norte, o Anticiclone Bermudas-Açores, ou Anticiclone de Bermudas na América do Norte) é um grande centro de altas pressões atmosféricas do sistema subtropical semipermanente encontrado perto do arquipélago dos Açores no Oceano Atlântico, nas latitudes subtropicais também conhecidas como as latitudes cavalo. O sistema forma um poste da oscilação do Atlântico Norte, sendo o outro o ciclone da Islândia. O sistema influencia o tempo e clima de vastas áreas do Norte de África, Europa e Américas. A secura do deserto do Saara e da bacia mediterrânea é devido a subsidência do ar no sistema. No verão, a pressão central coloca-se por volta de 1024 mbar (hPa), e move-se para norte em direção da Península Ibérica, causando cristas na zona de França, norte de Alemanha e sudoeste do Reino Unido. Isto traz elevadas temperaturas e baixa humidade a estas áreas. Na altura do verão quando se encontram estas condições, ocorrem fortes ondas de calor na costa leste dos Estados Unidos e seca fraca. Antes da chegada do inverno, o anticiclone move-se para sul dos Açores, permitindo outros sistemas ciclónicos invadirem a Península Ibérica e Mediterrâneo.

Tropical wave formation.


Este bloco de alta pressão mostra sinais naturais anticiclónicos, circulando o ar no sentido dos ponteiros do relógio. Por causa da direção do vento, ondas africanas de leste são forçadas pelas fronteiras a sul do anticiclone, criando corredores que as direcionam na direção oposta da costa oeste africana e para o mar das Caraíbas e América Central, favorecendo a Ciclogénese tropical, especialmente durante a temporada de ciclones tropicais (ver lista de temporadas).

Um posicionamento anormal do anticiclone dos Açores origina quase sempre em rotas estranhas dos ciclones tropicais e ciclone extra-tropical. A crista pode ser substituída temporariamente por sistemas intensos de baixas pressões, em casos quanto é substituída para o norte, pode causar rotas de grandes tempestades como a que foi o furacão de Nova Inglaterra de 1938.

Estudos sobre o Aquecimento Global sugerem que em alguns anos o anticiclone dos Açores se está a intensificar, independentemente de oscilações como as ENSO, causando extremos de precipitação em locais do sudeste dos Estados Unidos. Foi também observado movimento latitudinal da crista, e simulações de computador mostram maior expansão oriental do anticiclone no futuro.[1] [2] Mesmo assim, durante o inverno de 2009-2010, o anticiclone dos Açores foi menor, substituído no noroeste e de menor intensidade que normal, permitindo a subida rápida da temperatura da superfície do mar na zona central do Atlântico.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Lucas, Tim. Variações da pluviosidade de verão no sudeste ligadas às alterações climáticas (em inglês) EurekAlert! Duke University. Página visitada em 16/09/2012.
  2. Li, Wenhong. (04/10/2012). "Changes to the North Atlantic Subtropical High and Its Role in the Intensification of Summer Rainfall Variability in the Southeastern United States" (em inglês). American Meteorological Society 24 (5): 1499–1506. DOI:10.1175/2010JCLI3829.1. ISSN 1520-0442. Bibcode2011JCli...24.1499L. Página visitada em 16/09/2012.
  3. Publications, RMS. Análise à época dos furacões do Atlântico de 2009 e previsão da época de 2010 {{PDFlink|​|737 KB}} RMS Catastrophe Response Risk Management Solutions. Página visitada em 16/09/2012.