Arbitragem (economia)
Arbitragem, no mercado financeiro e em Economia, entende-se por uma operação de compra e venda de valores negociáveis, realizada com o objetivo de ganhos econômicos sobre a diferença de preços existente, para um mesmo ativo, entre dois mercados. Trata-se de uma operação sem risco (ou de risco reduzido) em que o arbitragista aproveita o espaço de tempo existente entre a compra e a venda (em que o preço do ativo ainda não se ajustou) para auferir lucro. Por exemplo, sendo uma mesma ação cotada em dois mercados, o arbitragista compra o ativo no mercado em que ele estiver cotado a preço mais baixo e vende-o no outro mercado obtendo lucro. Outro exemplo é a arbitragem de compra de 'direitos a uma ação' contra a compra desta mesma 'ação', aplicando-se o mesmo princípio.
- Arbitragem cambial: Trata-se de uma operação de compra e venda de uma moeda em duas praças financeiras diferentes, com o objetivo de lucro sobre a diferença de preços que possa existir durante pequenos intervalos de tempo.
- Arbitragem de bolsa a bolsa: É uma operação de arbitragem que consiste na compra e venda de um mesmo ativo financeiro em duas praças diferenças, com o objetivo de lucro sobre a diferença de preço entre as duas praças.
- Arbitragem à vista contra a prazo : Consiste numa operação de arbitragem realizada com o objetivo de lucro sobre a diferença de preço a vista de um ativo e o preço deste mesmo ativo a prazo.
Convergência de preços [editar]
Arbitragem, como consequência, tende a causar preços de ativos em diferentes mercados a convergir. A velocidade de convergência de preços é uma medida da eficiência do mercado: quanto mais rápida a diferença de preços é eliminada, mais eficiente é o mercado. De forma geral, a arbitragem move diferentes moedas em direção à paridade do poder de compra. Oportunidades de arbitragem internacional em commodities, seguridades, bens e moedas tendem a modificar taxas de câmbio até que o poder de compra seja equalizado entre as moedas.
- Se um veículo é vendido no país 1 a preço mais baixo que o mesmo carro no país 2. Os consumidores do país 2 comprariam seus veículos no país 1 para explorar a condição de arbitragem e assim obterem o veículo a um valor mais baixo. Ao mesmo tempo, os consumidores do país 1 comprariam veículos em seu país e cruzariam a fronteira para vendê-los no país 2, aproveitando-se também da oportunidade de arbitragem.
- Os consumidores do país 2 precisariam comprar moeda do país 1 para comprar os veículos nele, e os do país 1 consumidores precisariam vender a moeda do país 2 que receberiam na venda dos veículos. Ambas as ações aumentariam a procura pela moeda do país 1 e a oferta de moeda do país 2. Como resultado, haveria uma apreciação da moeda do país 1.
- Eventualmente, o movimento de arbitragem termina por tornar os veículos do país 1 mais caros para todos os compradores, e os veículos do pais 2 tornam-se relativamente mais baratos.
- O potencial de arbitragem extingue-se no ponto em que não existir mais incentivos para se comprar carros no país 1 e vendê-los no país 2, motivado apenas em um diferencial de preços.
A realidade, no entanto, é mais complexa e deve considerar impostos, tarifas de importação/exportação e outros custos de transação.