Batalha de San Domingo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Translation Latin Alphabet.svg
Este artigo ou secção está a ser traduzido. Ajude e colabore com a tradução.
Batalha de San Domingo
Guerra da Terceira Coalizão
Duckworth's Action off San Domingo, 6 February 1806.jpg
Ação de Duckworth em San Domingo, 6 de Fevereiro de 1806
Nicholas Pocock, 1808, National Maritime Museum
Data 6 de Fevereiro de 1806
Local Santo Domingo
Desfecho Vitória decisiva da Inglaterra
Combatentes
Reino Unido Inglaterra França França
Comandantes
Reino Unido Vice-Admiral Sir John Thomas Duckworth França Contre-Admiral Corentin Urbain Leissègues
Forças
7 navios de linha, 2 fragatas e 2 brigues 5 navios de linha, 2 fragatas e 1 corveta
Baixas
74 mortos
264 feridos
1500 mortos ou feridos. 2 navios de linha destruídos e 3 capturados.

18° 18′ N 70° 03′ W

A Batalha de San Domingo, em 1806, foi uma batalha naval das guerras Napoleónicas[1] . Esquadrões franceses e britânicos de navios de linha se encontraram na costa sul da colônia espanhola ocupada pelos franceses de Santo Domingo no Caribe. O esquadrão francês, sob o vice-almirante Corentin Urbain Leissègues no navio francês de 130 canhões Impérial, havia navegado de Brest em dezembro de 1805, um dos dois esquadrões que pretendiam fazer incursões nas rotas de comércio britânicas como parte da campanha do atlântico de 1806.

Separando-se da esquadra sob o Contra-almirante Jean-Baptiste Willaumez no meio do Atlântico, Leissègues navegou para o Caribe[2] . Após as tempestades de inverno perto de Açores terem danificado e espalhado seu esquadrão, Leissègues se reagrupou e reparou seus navios na cidade de Santo Domingo, onde um esquadrão britânico sob o vice-almirante Sir John Thomas Duckworth os descobriu em 06 de fevereiro de 1806. Duckworth tinha abandonado seu posto atribuído em Cádiz em busca de Willaumez no mês de dezembro e viajava há tanto tempo sobre o Atlântico em sua perseguição que ele foi forçado a reabastecer em São Cristóvão nas ilhas de Barlavento, onde a notícia chegou-lhe sobre a chegada de Leissègues.

Pelo momento que vigias francêses em Santo Domingo tinham visto Duckworth se aproximar pelo sudeste, já era tarde demais para Leissègues escapar. Velejando com o vento do oeste ao longo da costa, Leissègues formou uma linha de batalha para encontrar a esquadra britânica que se aproximava, que tinha sido dividida em duas divisões. Apesar de suas divisões terem se separado durante a abordagem, Duckworth liderou os navios de forma a permanecerem em uma formação cerrada e engajou com êxito o cabeça da linha francesa, tendo como alvo o navio-almirante Impérial. Sob pressão, o esquadrão francês se partiu com os ingleses isolando e capturando três navios antes de se concentrar no combate principal em torno do navio-almirante francês. Severamente danificado e cercado, Leissègues levou o Impérial para terra para evitar a captura. O navio de linha francês restante, Diomède, seguiu-o. Embora a maioria da tripulação desses navios tenha se bandeado para terra, os grupos de embarque britânicos capturaram ambos os navios e atearam-lhes fogo. Os únicos navios franceses a escapar da batalha foram três navios de guerra menores, que o esquadrão de Duckworth tinha ignorado; eles finalmente voltaram para a França.

O esquadrão de Willaumez manteve-se ao largo do Atlântico até julho de 1806, quando um furacão espalhadou os vasos ao longo da costa americana, onde as patrulhas britânicas estavam esperando para interceptá-los. Dos 11 navios que sairam em dezembro de 1805, apenas quatro acabaram retornando para a França. As tripulações do esquadrão britânico foram condecoradas pelo seu sucesso, com exceção de Duckworth, que partilhou no agradecimento geral, mas ficou de outra maneira sem recompensa. Ao deixar seu posto em Cadiz ele tinha provocado a ira do vice-almirante Lord Collingwood, comandante no Mediterrâneo; apenas a sua vitória permitiu a Duckworth escapar de uma corte marcial.

A batalha de San Domingo foi o último engajamento entre frotas da guerra entre navios de linha franceses e britânicos em águas abertas.


Comparação das Frotas[editar | editar código-fonte]

Navios britânicos Naval Ensign of the United Kingdom.svg Canhões Legermuseum Delft - 16 pounder carronade (1860).png Tipo FreeCol frigate.png Comandantes Steering wheel ship.svg Navios francêses França Canhões Legermuseum Delft - 16 pounder carronade (1860).png Tipo FreeCol frigate.png Comandantes Steering wheel ship.svg
Canopus 80 Duas cobertas Contra-almirante Thomas Louis
Capitão Francis Austen
Impérial 130[Nota 1] Três cobertas Vice-almirante Corentin Urbain Leissegues
Capitão Julien-Gabriel Bigot
Northumberland 74 Duas cobertas Contra-almirante Alexander Cochrane
Capitão John Morrison
Alexandre 80 Duas cobertas Capitão Pierre-Elie Garreau
Spencer 74 Duas cobertas Capitão Robert Stopford Diomède 74 Duas cobertas Capitão Jean-Baptiste Henry
Superb 74 Duas cobertas Vice-Almirante Sir John Thomas Duckworth
Capitão Richard Goodwin Keats
Jupiter 74 Duas cobertas Capitão Gaspard Laignel
Donegal 74 Duas cobertas Capitão Pulteney Malcolm Brave 74 Duas cobertas Comodoro Louis-Marie Coudé
Atlas 74 Duas cobertas Capitão Samuel Pym Félicité 40 Fragata  
Agamemnon 64 Duas cobertas Capitão Sir Edward Berry Comète 40 Fragata  
Acasta 40 Fragata Capitão Richard Dalling Dunn Diligente 20 Corveta Capitão Raymond Cocault
Magicienne 32 Fragata Capitão Adam Mackenzie        
Kingfisher 16 Brigue Comandante Nathaniel Day Cochrane        
Epervier 14 Brigue Tenente James Higginson        
               
Três deques   -   Três deques   1  
Dois deques   7   Dois deques   4  
Fragatas   2   Fragatas   2  
Brigues   2   Brigues   -  
Corvetas   -   Corvetas   1  
Canhões: 616 11   Canhões: 532 8  

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Segundo o autor Richard Woodman(citado nas referências) o Impérial estava equipado com 130 canhões. Segundo outras fontes este número é de 118 (wiki-fr) ou 120 (wiki-en).

Referências

  1. Woodman, Richard (contrib.). The Victory of Seapower: Winning the Napoleonic War 1806-1814 (em ). Great Britain: Chatham Publishing, 1998. 192 pp. p. 20-24. ISBN 1-84067-359-1.
  2. Balkoski, Joseph. (março/abril 1981). "Fighting Sail - Sea Combat in the Age of canvas and Shot 1775-1815" (em inglês). Strategic & Tactics (85): 34. New York: Simulations Publications. ISSN 0049-2310.