Bignoniaceae
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Bignoniaceae é uma família botânica representada por aproximadamente oitocentas espécies em 110 gêneros. São plantas lenhosas, predominantemente lianas, mas também podem ser arbustivas e arbóreas. Entre as arbóreas podemos citar os ipês do Brasil (Tabebuia sp) e Jacarandá (Jacaranda sp).
Compreende árvores, arbustos e cipós com gavinhas foliares, com folhas sempre opostas, muitas vezes ternadas, penadas ou simples, flores hermafroditas, zigomorfas, sempre grandes e vistosas, muitas vezes vivamente coloridas, inflorescência em panículas ou em racemo.
Índice |
Etimologia [editar]
Originário da homenagem, por Lineu, ao padre e sábio francês Jean-Paul Bignon, bibliotecário de um rei francês do século XVII.
Informações botânicas [editar]
Folhas [editar]
São geralmente opostas, compostas de várias maneiras, os folíolos podem aparecer como gavinhas simples ou trifurcadas.
Caule [editar]
Anatomicamente, o caule das lianas se distingue pela presença de uma variação cambial denominada xilema interrompido, com a formação de cunhas de floema que conferem ao caule em secção transversal a forma de cruz de Malta. Essa variação cambial deriva de quatro a múltiplas de quatro porções de um câmbio inicialmente com atividade normal que passa a produzir menos xilema e mais floema. O floema produzido pelas porções variante, por sua vez, apresenta elementos de tubo crivado muito largos e menos parênquima que as porções com atividade normal. A presença de variação cambial neste grupo parece conferir flexibilidade às plantas, auxiliar no reparo de injúrias, contribuir para a formação de xilema e condução de fotossintatos.
Flores [editar]
Flores andróginas, diclamídeas, gamopétalas, pentâmeras, muito vistosas. Corola tubulosa em forma de "S", algumas vezes bilabiada e prefloração imbricada (há exceções: Pyrostegia e Glaziova). Androceu com quatro estames didínamos e um estaminódio, geralmente atrofiado. Anteras coniventes com duas tecas divaricadas (em forma de "V"). Gineceu com dois carpelos, formando um ovário súpero e bilocular com estigma bilamelado, em geral cercado por disco.
Frutos [editar]
É em síliqua, com formação de replum, fruto deiscente, com sementes aladas.
Gêneros [editar]
Adenocalymna, Amphilophium, Amphitecna, Anemopaegma, Argylia, Arrabidaea, Astianthus, Barnettia, Bignonia, Callichlamys, Campsidium, Campsis, Catalpa, Catophractes, Ceratophytum, Chilopsis, Clytostoma, Clytostomanthus , Colea, Crescentia, Cuspidaria, Cybistax, Cydista , Delostoma, Deplanchea, Digomphia, Dinklageodoxa, Distictella, Distictis, Dolichandra, Dolichandrone, Eccremocarpus, Ekmanianthe, Exarata ,Fernandoa, Fridericia, Gardnerodoxa, Gelseminum ,Glaziova, Godmania, Haplolophium, Haplophragma, Heterophragma, Hieris, Incarvillea, Jacaranda, Kigelia, Lamiodendron, Leucocalantha, Lundia, Macfadyena, Macranthisiphon, Manaosella, Mansoa, Markhamia, Martinella, Mayodendron , Melloa, Memora, Millingtonia, Mussatia, Neojobertia, Neosepicaea, Newbouldia, Niedzwedzkia , Nyctcalos, Ophiocolea, Oroxylum, Pajanelia, Pandorea, Parabiognonia, Paracarpaea , Paragonia, Paratecoma, Parmentiera, Pauldopia, Perianthomega, Periarrabidaea, Perichlaena, Phryganocydia, Phyllarthron, Phylloctenium, Piriadacus, Pithecoctenium, Pleionotoma, Podranea, Potamoganos, Pseudocatalpa, Pyrostegia, Radermachera, Rhigozum, Rhodocolea, Roentgenia, Romeroa, Santisukia , Saritaea, Scobinaria , Setilobus , Sideropogon , Sparattosperma, Spathicalyx, Spathodea, Sphingiphila, Spirotecoma, Stereospermum, Stizophyllum, Tabebuia, Tanaecium, Tecoma, Tecomanthe, Tecomaria , Tecomella, Tourrettia, Tynanthus, Tynnanthus , Urbanolophium, Xylophragma, Zeyheria
Fontes [editar]
- Lima, A. C., Pace, M. R. & Angyalossy, V. 2010. "Seasonality and growth rings in lianas of Bignoniaceae." Trees-Structure and Function 24(6): 1045-1060.
- Lohmann, L. G. (2006). "Untangling the phylogeny of neotropical lianas (Bignonieae, Bignoniaceae)." American Journal of Botany 93(2): 304-318.
- Olmstead, R. G., M. L. Zjhra, Lohmann, L. G., Grose, S. O. & Eckert, A. J. (2009). "A molecular phylogeny and classification of Bignoniaceae." American Journal of Botany 96(9): 1731-1743.
- Pace, M. R., L. G. Lohmann & Angyalossy, V. (2009). "The rise and evolution of the cambial variant in Bignonieae (Bignoniaceae)." Evolution & Development 11(5): 465-479.
- Pace, M. R., L. G. Lohmann & Angyalossy, V. (2011). "Evolution of disparity between the regular and variant phloem in Bignonieae (Bignoniaceae)." American Journal of Botany 98(4): 602-618.
- Delta 17 de outubro de 2004
- [1] Sítio oficial
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