Brasão de Manaus

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Brasão de Manaus
Brasão de Manaus
Detalhes
Adoção 1906

O Brasão de Manaus foi adotado primeiramente por Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa,que na época era superintendente municipal, por nomeação legal. O Escudo Municipal foi aprovado por Thaumaturgo Vaz através de Decreto-Lei em 17 de abril de 1906.

A parte superior do Brasão faz alusão ao dia em que então província aderiu à proclamação da República (21 de novembro de 1889). A superior esquerda representa o encontro das águas, com a representação de dois pequenos barcos ("bergantis"). Pode ainda representar a descoberta do rio Negro, por Francisco de Orellana, em meados do séc. XV. A parte superior direita representa a fundação de Manaus. A parte inferior alude ao período áureo da borracha. A Fortaleza e a Bandeira, representam o domínio português. Há de se observar, todavia, que na época a bandeira de Portugal não era a desenhada no brasão, esta é da República Portuguesa atual, na época da Monarquia a bandeira era com quadriculados azuis e brancos. Os primeiros fundamentos da cidade estão representados pela casa de palha e as duas figuras centrais fazem alusão à paz celebrada entre os colonizadores e os indígenas, com o casamento do comandante militar da escolta portuguesa com uma filha do chefe da tribo.

Erros de confecção[editar | editar código-fonte]

O brasão de Manaus possui erros crassos, considerando-se as convenções da heráldica municipal (também denominada "civil") brasileira:

  • O brasão não apresenta uma "coroa-mural", peça utilizada pela maioria dos municípios brasileiros. Tal convenção é herança da heráldica portuguesa, presente na grande maioria dos brasões de municípios brasileiros. Como capital de estado, Manaus deveria possuir coroa de cor dourada, igual às dos brasões de Curitiba, Goiânia, Porto Alegre ou Teresina.
  • O formato do escudo também está errado. O correto é um escudo no formato denominado "redondo", ou português como é o das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e da maioria dos municípios brasileiros. Na verdade, o escudo real deste brasão é o painel interno com as três cenas da história da região. A parte externa é apenas adorno, como atesta o exemplo do Brasão de Campinas, criado em época bastante próxima. Tal adorno deve ser descartado.
  • A data "21 de Novembro de 1889 deve ser removida da figura do sol nascente e incluída em um listel. Além disso, a data deve ser escrita apenas em algaritmos, e não em extenso, como no exemplo do Teresina.
  • O sol nascente deve ser incorporado ao escudo, em espaço exclusivo para o mesmo, ou, em último caso, eliminado.
  • O escudo carece de um listel, com o nome da cidade, lema ou demais detalhes que identifiquem a localidade. Todos os outros exemplos citados anteriormente e a esmagadora maioria dos outros brasões de municípios brasileiros possuem um listel.
  • O escudo carece de tenentes, também denomindados suportes. Assim como o listel, a grande maioria dos municípios brasileiros contém tal ornamento.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Ribeiro, Clovis, Brazões e Bandeiras do Brasil, São Paulo Editora, São Paulo, 1933.
  • Faria, Arcinóe Antônio Peixoto de. Enciclopédia Heráldica Municipalista, São Paulo, 1953,
  • Mattos, Armando de. Manual de Heráldica, 3ª edição. Porto, Livraria Fernando Machado, 1960.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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