Brockhaus Enzyklopädie

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Brockhaus Konversations-Lexikon, 1902.

A Brockhaus Enzyklopädie é uma enciclopédia alemã publicada pela Brockhaus.

A primeira edição teve origem na Conversations-Lexikon mit vorzüglicher Rücksicht auf die gegenwärtigen Zeiten por Renatus Gotthelf Lobel e Christian Wilhelm Franke, publicada em Leipzig 1796-1808. Paralela a outras enciclopédias do século XVIII, ela foi sendo ampliada para além de publicações anteriores, num esforço para tornar-se global. Este Lexikon incluia geografia, história, biografias e, em parte, um pouco de mitologia, filosofia, história natural, e assim por diante.

Desde 2004, a 21.ª edição continha cerca de 300.000 entradas em 24.000 páginas, com cerca de 35.000 mapas, gráficos e tabelas. É a maior enciclopédia em língua alemã impressa no século XXI. Em Fevereiro de 2008, Brockhaus disse que talvez nunca mais publicaria uma edição impressa.[1] Uma edição digital da Brockhaus Enzyklopädie está disponível sob o nome Brockhaus Multimedial Premium, que é semelhante ao Microsoft Encarta.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1808, os direitos para a publicação foram comprados por Friedrich Arnold Brockhaus, que pagou 1.800 Thalers. Treze edições foram emitidas durante o século XIX. Os artigos, frequentemente, muito breves, foram considerados excelentes e confiáveis, especialmente sobre assuntos alemães, dando as melhores referências de livros, e incluindo biografias de pessoas ainda vivas.

Brockhaus na Feira do Livro de Frankfurt em 2005.

Inicialmente o nome da enciclopédia Konversationslexikon ou Allgemeine Deutsche Real-Encyklopädie für die gebildeten Stände permaneceram, apenas com a 13.ª edição teve o nome Brockhaus a aparecer no título, e a presente edição é intitulada Brockhaus Enzyklopädie.

Christian Wilhelm Franke terminou o volume VI da publicação em Leipzig até dezembro de 1808, bem como os já projetados 2 volumes até 1811. Brockhaus editou a 2.ª edição (1812-1819, 10 vols.), e, quando o volume IV foi publicado, a 3.ª (1814-1819). Dr. Ludwig Ham assistiu nas 4.ª e 5.ª edições até ele deixou Leipzig, em Abril de 1820, quando o Professor FC Hasse tomou o seu lugar. Brockhaus morreu em 1823, e os seus dois filhos mais velhos, em conjunto com Friedrich Heinrich, editaram a 6.ª edição com a assistência de Hasse, em Setembro de 1823. Hasse editou a 7.ª edição. Dr. Karl August Espe editou as 8.ª e 9.ª edições.

O Dr. August Kurtzel, auxiliado por Oskar Pilz, editou a 10.ª edição, assistido por Heinrich Edward Brockhaus, e Heinrich Rudolf Brockhaus, o filho mais novo, assistiu na 11.ª edição. Kurtzel faleceu em 24 de abril de 1871, e o único editor era Pilz até Março de 1872, quando o Dr. Gustav Stockmann entrou, ficando sozinho a partir de abril até o Dr. Karl Wippermann se juntar a ele, em Outubro.

Em 13 de fevereiro de 2008, Brockhaus anunciou que iria mudar o seu negócio, a partir de 15 de abril de 2008, para a Internet, devido à decepcionante venda da 21.ª edição da Brockhaus Enzyklopädie, fazendo conteúdo da enciclopédia para formato online. A empresa está atenta aos lucros da publicidade na Internet para ajudar a publicação.[2]

Impacto[editar | editar código-fonte]

"Nenhuma obra de referência tem sido tão útil e bem sucedida, ou, mais frequentemente copiada, imitada e traduzida, do que a conhecida como a Conversations-Lexikon de Brockhaus", escreveu em 1911 a Encyclopædia Britannica. O trabalho foi concebido, não para uso científico, mas também para promover a melhoria inteletual geral, para uma investigação e descoberta de uma forma simples e popular, sem detalhes. Este formato, em contraste com a Encyclopædia Britannica, foi amplamente imitado nos finais do século XIX, em enciclopédias na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. A sétima edição da Conversations-Lexikon formaram a base da Encyclopedia Americana (1829-1833), a primeira enciclopédia americana com algum significado.

Historial de edições[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Noam Cohen, "Start Writing the Eulogies for Print Encyclopedias", New York Times, March 16, 2008
  2. Financial Times Deutschland (2008-02-13). Brockhaus kapituliert vor dem Internet. Página visitada em 2008-02-13.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]