Castelos cátaros

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Distribuição dos Castelos Cátaros.
Cidadela de Carcassone.

A expressão "castelos cátaros" vem sendo utilizada modernamente pela indústria do turismo, do mesmo modo que a expressão País cátaro, para designar arbitráriamente um conjunto de castelos erguidos pela Coroa Francesa na região do Languedoc (Sul da França), ao final da Cruzada albigense. Alguns destes locais haviam se constituído, antes do período monárquico, em povoações fortificadas capazes de defender os cátaros, tendo sido, após o esmagamento da heresia, transformadas em autênticas cidadelas.

Os verdadeiros "castelos cátaros"[editar | editar código-fonte]

Na região do Languedoc, os únicos verdadeiros "castelos cátaros" constituíam-se em pequenas povoações fortificadas ("castrum"), tais como Laurac, Fanjeaux e Mas-Saintes-Puelles. Alguns locais, como o Lastours-Cabaret, Montségur, Termes ou Puilaurens, foram "castra" antes de serem arrasados e transformados em cidadelas reais. A lenda acerca dos arquitectos e construtores cátaros não passa de um mito. Os únicos monumentos que testemunharam os acontecimentos da primeira metade do século XIII, e portanto os únicos que poderiam reivindicar o título de "Cátaros", uma vez que esta seita nunca construiu algo, são alguns pequenos castelos, freqüentemente totalmente desconhecido do público, cujas ruínas esparsas estão distantes das rotas dos turistas.

As cidadelas reais[editar | editar código-fonte]

Castelo de Quéribus, França.
Cidadela de Carcassone, França: vista parcial da cidade, a partir das muralhas do castelo.

A seguir à mal-sucedida tentativa de recapturar Carcassonne por parte das forças sob o comando de Raimundo II, visconde de Trencavel em 1240, a cidade foi consideravelmente reforçada pelo soberano francês, novo senhor da região. Para complemento e reforço dessa defesa, fez aplainar cinco pequenos "castra" na região de Corbières, constituindo cidadelas para proteger a fronteira com o reino de Aragão. Estes cinco castelos freqüentemente são chamados de "cinq fils de Carcassonne" (os cinco filhos de Carcassonne). São eles os:

O abandono das cidadelas[editar | editar código-fonte]

Em 1659, os reis Luís XIV de França e Filipe IV de Espanha assinaram o Tratado dos Pirinéus, selado com o casamento da Infanta Maria Teresa de Espanha com o soberano francês. Esse tratado modificou as fronteiras, dando o Russilhão à França e movendo a fronteira para o Sul, para a crista dos Pirinéus, onde se encontra atualmente. As antigas fortalezas lindeiras, desse modo, perderam a sua função estratégica. Algumas mantiveram guarnições por algum tempo, algumas até à Revolução Francesa, mas, progressivamente, todas entraram em decadência, algumas tendo se tornado redis de ovelhas e outras esconderijo de malfeitores.

Outros "castelos cátaros"[editar | editar código-fonte]

Lastours, Castelos Cátaros (século XI).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AUÉ, Michèle (trad. Pleasance, Simon). Discover Cathar Country. Vic-en-Bigorre, France: MSM, 1992. ISBN 2-907899-44-9.
  • VIDAL, Jean-Philippe. Les 36 cités et citadelles du Pays Cathare. ISBN 2-7191-0751-4