Catarina Sforza

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Catarina Sforza
Senhora de Ímola
Condessa de Forlì
Casa Sforza
Pai Galeazzo Maria Sforza
Nascimento 1462
Milão
Morte 20 de maio de 1509 (47 anos)
Florença
Religião Católica

Catarina Sforza ou Caterina Sforza (146220 de maio de 1509) famosa por sua audácia no amor e na guerra, era filha ilegítima do Duque Galeazzo Maria Sforza, de Milão e de Lucrezia Landriani. Aos 14 anos (1477) desposou Girolamo Riario, quando passou a deter, pela união, o título de Senhora de Ímola e Condessa de Forli.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Educada na corte milanesa refinada, que no século XV era admirada por toda a Europa, viveu durante os primeiros anos de casada em Roma, amparada pelos bens e títulos conferidos a Girolamo por seu tio, o papa Sisto IV, cumprindo seus deveres de esposa e mãe e desempenhando papéis em geral reservados aos homens. Com a morte de Sisto IV, em 1484, Caterina tomou de assalto o Castelo de Santo Ângelo, na esperança de intimidar os cardeais para sagrarem como novo pontífice alguém de sua família. Fracassando, mudou-se para Forli com o marido. Uma vez lá, caíram vítimas de uma revolta local onde Girolamo Riário foi assassinado (1488) e Caterina foi aprisionada com os seus seis filhos pelos conspiradores.[1] Sua fuga das mãos dos inimigos, deixando os filhos para trás como reféns, ocasionou a história, provavelmente apócrifa, de que, acuada, ela levantou a saia e, mostrando a genitália desnuda, teria gritado para a multidão de que “tinha isto aqui ao seu favor” para produzir mais filhos.[2]

Com a ajuda das forças militares do tio, Ludovico Sforza, Duque de Milão, controlou a rebelião e, na condição de regente, governou Forli com o filho Octaviano. Participou de inúmeras conspirações e foi vítima de tantas outras. Entre 1499 e 1500, César Bórgia, a frente de seu exército papal, atacou e dominou Ímola (novembro de 1499) e Forli (janeiro de 1500). Estuprada e humilhada, Caterina e o filho Octaviano foram levados para Roma como prisioneiros. Nessa cidade, após renunciar suas reivindicações políticas, ela amargou um ano de prisão no Castelo de Santo Ângelo. Libertada, passou o resto de seus dias em Florença a dedicar-se a alquimia e até a compilar um livro de receitas de cosméticos e prescrições médicas. Faleceu em 1509, aos 46 anos, vítima de pneumonia.[3]

O filho de seu casamento secreto (1496) com Giovanni Di Pierfrancesco dei Médici, - Giovanni dalle Bande Nere – herdou o caráter militante e audaz da mãe, que nunca foi distiguida como patronesse da literatura e das artes, comuns as mulheres nobres de sua época. Ao contrário: os historiadores a chamavam de Virago, palavra que significava “mulher guerreira”.[4]

Literatura[editar | editar código-fonte]

  • E. Breisach, Caterina Sforza, a Renaissance Virago (1967);
  • Buriel: Vita di Caterina Sforza-Jtiario (Bologna, I7-5);
  • Abrahão, Miguel M. - O Strip do Diabo - Ed. Agbook -2009
  • F. Oliva: Vita di Caterina Sforza, signora di Forlì (Forlì, 1821);
  • Pietro Desiderio Pesolini Dali Onda: Caterina Sforza (3 vol. Rome, 1893);
  • E. M. de Vogue, Histoire et posse (Paris, 1898);
  • Johannes Ravisius (Ed.): De memorabilibus et claris mulieribus. (Paris, 1521);

Referências

  1. E. Breisach, Caterina Sforza, a Renaissance Virago (1967
  2. Buriel: Vita di Caterina Sforza-Jtiario (Bologna, I7-5
  3. Pietro Desiderio Pesolini Dali Onda: Caterina Sforza (3 vol. Rome, 1893
  4. Abrahão, Miguel M. - O Strip do Diabo - Ed. Agbook -2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]