Cegueira mental

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Cegueira mental pode ser descrita como uma desordem cognitiva na qual um indivíduo é incapaz de atribuir estados mentais para si mesmo e para os outros. Como resultado dessa desordem, o indivíduo não está ciente do estado mental dos outros, ele também não é capaz de atribuir crenças e desejos aos outros[1] Esta habilidade de desenvolver uma consciência mental do que está na mente de uma pessoa é conhecida como Teoria da Mente (Theory of Mind, em inglês). Isto permite que atribuamos nosso comportamento e ações à vários estados mentais tais como emoções e intenções. Cegueira mental é associada a pacientes com autismo e Síndrome de Asperger, que tendem a mostrar déficits no reconhecimento de eventos sociais [2] . Além da relação com autismo, Síndrome de Asperger e esquizofrenia, os estudiosos da Teoria da mente e Cegueira Mental recentemente ampliaram tais conhecimentos para as desordens como demência, transtorno bipolar, transtorno de personalidade anti-social bem como desenvolvimento normal [3]

Na década de 1960, cientistas não puderam concluir sobre o que era o autismo ou Síndrome de Asperger, o debate estava focado em saber se esses pacientes sofriam de problemas no desenvolvimento da linguagem ou de desordens emocionais. Isto abriu caminho para a hipótese da Cegueira Mental que era baseada na Teoria da Mente. A ToM foi uma importante teoria, haja visto sua possibilidade de explicar a comunicação, verbal e não-verbal, e também os problemas na interação social vistos nos pacientes com autismo e Síndrome de Asperger [4]

De modo geral, a Teoria da Cegueira Mental afirma que as crianças com essa condição possuem um atraso no desenvolvimento da Teoria da mente, dificultando a capacidade dessas crianças de colocarem-se no lugar de outra pessoa, de imaginar seus pensamentos e sentimentos [5] . Crianças autistas frequentemente não podem conceitualizar, compreender ou predizer estados emocionais em outras pessoas [6]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Gallagher, Helen L.; Frith, Christopher D. (1 February 2003). "Functional imaging of 'theory of mind'". Trends in Cognitive Sciences 7 (2): 77–83. doi:10.1016/S1364-6613(02)00025-6. PMID 12584026
  2. Frith, Uta (1 December 2001). "Mind Blindness and the Brain in Autism". Neuron 32 (6): 969–979. doi:10.1016/S0896-6273(01)00552-9. PMID 11754830. Retrieved 19 February 2012.
  3. Brune, M. (1 January 2005). ""Theory of Mind" in Schizophrenia: A Review of the Literature". Schizophrenia Bulletin 31 (1): 21–42. doi:10.1093/schbul/sbi002. PMID 15888423
  4. Baron-Cohen, Simon (1990). "Autism: a specific cognitive disorder of 'mind-blindness'". International Review of Psychiatry 2: 81–90. doi:10.3109/09540269009028274
  5. Baron-Cohen, Simon. "Autism: The Empathizing-Systemizing (E-S) Theory." The Year in Cognitive Neuroscience: Ann. N.Y. Acad. Sci. 1156 (2009): 68-80
  6. Jurecic, Ann. "Mindblindness: Autism, Writing, and the Problem of Empathy." Literature and Medicine 25 (2006): 1-23

Ver também[editar | editar código-fonte]