Chanfana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde julho de 2013).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Ambox question.svg
Esta página ou seção carece de contexto (desde julho de 2013).

Este artigo (ou seção) não possui um contexto definido, ou seja, não explica de forma clara e dire(c)ta o tema que aborda. Se souber algo sobre o assunto edite a página/seção e explique de forma mais clara e objetiva o tema abordado.

Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde julho de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

A chanfana é um prato de Portugal, tradicional da Beira Litoral.

Embora existam várias versões sobre o aparecimento deste prato, a versão mais correcta/histórica remete-nos à história de Portugal e às invasões francesas de 1810, quando entraram pelo nordeste de Portugal entrando pela fronteira em agosto de 1810, em setembro de 1810 sofrem a grande derrota da batalha do Buçaco, reagrupando as suas tropas, os militares franceses empurram as forças luso-britânicas para sul, estando presente pela região centro cerca de 3 anos, durante estes 3 anos de ocupação, os militares franceses saquearam as populações ao redor dos seus quartéis os quais se situavam nos concelhos de Penacova, Vila Nova de Poiares. Os franceses saqueavam tudo quando podiam, cereais e animais, excluindo os animais velhos, pois eram muito duros para comer, assim nasceram as primeiras receitas de chanfana e lanpatana (esta na zona de Mórtágua e Penacova a norte do Buçaco com a diferença de em vez de cabra velha era usado ovelha).

Outra versão para o aparecimento deste prato é a de que este terá sido inventado pelas monjas do Mosteiro de Semide que, para evitar que os franceses lhes roubassem os rebanhos, mataram os animais e os cozinharam. Como os franceses tinham envenenado as águas, as monjas utilizaram vinho para a sua confecção. Mas nenhuma destas versões tem fundamentação histórica e cientifica. Com efeito falar da Chanfana é remeter para a genuinidade da cultura popular, para a cozinha de gentes pobres da Beira Litoral, referenciado em escritos desde o sec. XVII (Miguel de Cervantes, Bocage, Nicolau Tolentino e Miguel Torga entre outros), que referem esta iguaria como um prato de subaproveitamento, que teria aparecido do povo. Os que tinham menos poder económico aproveitavam tudo o que poderia originar uma boa refeição, tudo que tinham em casa: a cabra – que já não dava leite nem cabritos; o vinho – da própria adega; o louro; o alho; o azeite e o toucinho do porco. A Chanfana surgiu como forma de aproveitamento das partes da cabra que eram desperdiçadas. As classes sociais superiores confeccionavam as melhores “peças” do animal. Os mais desfavorecidos aproveitavam o que restava, cozinhando-o de forma a servir como fonte de alimento.

Com o evoluir dos tempos a Chanfana de Vila Nova de Poiares começa a ser feita com as partes nobres da cabra velha, passando assim, de um prato de sub aproveitamento a um prato gastronómico rico, indispensável nos maiores eventos festivos, tanto populares, como familiares (baptizados e casamentos). É assim um prato gastronómico de origem popular e, consequentemente existem poucos escritos que se pronunciam a seu respeito. As lendas existentes não passam disso mesmo e não têm qualquer rigor histórico nem fundamentação científica.

É um dos pratos tradicionais mais famosos, cozinhada nos caçoilos de barro preto do Olho Marinho concelho de Vila Nova de Poiares ou do Carapinhal, no concelho de Miranda do Corvo.

O concelho de Miranda do Corvo é conhecido por ser a Capital da Chanfana que terá nascido em Semide. Em 2005 este concelho registou a marca "Capital da Chanfana". Com o objectivo de promover e salvaguardar os pratos confeccionados à base de carne de cabra, foi criada em 2003 em Miranda do Corvo, a Real Confraria da Cabra Velha.

Vila Nova de Poiares constituiu a Confraria da Chanfana e possui o registo da marca: Vila Nova de Poiares Capital Universal da Chanfana. A confraria da Chanfana surgiu em 2001, é uma Associação Cultural sem fins lucrativos, que tem como fim específico o levantamento, defesa e divulgação do Património Gastronómico da Região das Beiras em geral e, em especial da Chanfana.

A Confraria desenvolve a sua actividade em diversas áreas, destacando-se a área cultural, económica, turística e do desenvolvimento rural e sustentado do Concelho.

Em Miranda do Corvo existem dois pratos únicos derivados da chanfana: a Sopa de Casamento e o Negalho. Apesar de a chanfana ser típica de vários concelhos da Beira Litoral, a Sopa de Casamento e o Negalho são unicamente confeccionados na zona do concelho de Miranda do Corvo. Resultam do aproveitamento dos restos de Chanfana, no caso da Sopa de Casamento e das vísceras da cabra, no caso do Negalho.

São ingredientes do prato:carne de cabra, vinho tinto, banha de porco, colorau, louro, cabeças de alho, sal e piri-piri. Para preparar,coloca-se a carne de cabra num caçoilo de barro preto e tempera-se com os ingredientes. No final, rega-se com vinho tinto que deve ser de boa qualidade. Vai ao forno de lenha, cerca de quatro a cinco horas e deixa-se lá ficar até apurar muito bem.

Este prato foi um dos candidatos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa. Foi escolhido para figurar entre os três pratos de carne finalistas.

Ícone de esboço Este artigo sobre Portugal é um esboço relacionado ao Projeto Portugal. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]