Chicote

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Chicote, usado para flagelação.

Um chicote é uma corda entrançada ou tira de couro terminada em ponta e presa a um cabo para fustigar animais (cavalos) e também seres humanos em certos países como forma de castigo pela violação de certas normas instituídas, adultério, consumo de bebidas alcoólicas como é o caso de alguns países islâmicos (Irã, Arábia Saudita e outros).

O estalido produzido por uma chicotada é resultado do rompimento da barreira do som.[1]

Usos[editar | editar código-fonte]

Na Antiguidade, Idade Média, até finais do século XIX era usado como punição em quase todo o mundo de escravos, de não cumpridores da lei, etc. Ainda é utilizado, em alguns países islâmicos para que os não cumprem alguns princípios da sharia presente no Alcorão: consumo de bebidas alcoólicas, relações extra-conjugais, etc.

O chicote também pode ser utilizado como instumento de defesa pessoal, sendo que esta função já era realizada a pelo menos 2 mil anos atrás, pela guarda real do Tibete (onde os guardiões utilizavam uma lança e um chicote). Hoje em dia, empregam-se algumas técnicas de uso para estalar o chicote, com precisão de local e força, fazendo uso do mesmo, tanto para atingir partes do corpo do oponente, como para mantê-lo (os) afastados.

O chicote também é muito utilizado por pessoas que admiram relações sexuais sadomasoquistas, tendo em atenção que ele oferece a sensação de dominação sobre o parceiro. Contudo o chicote é um instrumento perigoso, podendo o seu uso incorrecto conduzir a sérias lesões. O chicote é muito doloroso e pode causar feridas abertas e profundas, das quais podem resultar cicatrizes vitalícias.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Existem diversos tipos de chicotes, sendo os mais comuns o chicote de tiras e o chicote de tira única.

O chicote de tiras tem geralmente 9 tiras, não sendo tão perigoso nem causador de danos tão graves quanto o chicote de tira única. Este último é perigosíssimo e de díficil manejo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Há dúvidas sobre as origens do termo, vindo, provavelmente, do francês arcaico cicot ("resto de um tronco ou de um galho cortado ou arrancado", tendo passado ao sentido de "ponta de corda de um navio"). Posteriormente, em documentos do século XVIII, ainda na língua francesa, é registrada a palavra chicotte ("trança de cabelo"). Em português, apresentou as seguintes evoluções ortográficas: chicóte, checote e, finalmente, chicote[2] .

Náutica[editar | editar código-fonte]

Em náutica chama-se chicote à extremidade de um cabo que foi trabalhado de tal forma que se não desfaça facilmente com a utilização [3]

Referências

  1. Uma boa chicotada rompe a barreira do som Superinteressante (Fevereiro de 1998).
  2. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – versão em-linha.
  3. AN Cruzeiros