Comitê para Democratização da Informática
| CDI | |
|---|---|
| Tipo | Organização Não-Governamental |
| Fundação | 1995 |
| Sede | |
| Pessoas-chave | Rodrigo Baggio (fundador e presidente) |
| Página oficial | [1] |
Pioneiro da inclusão digital na América Latina, o Comitê para Democratização da Informática (CDI) é uma organização não governamental (ONG), com sede no Brasil, e a missão de transformar vidas e fortalecer comunidades de baixa renda através do uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs). Fundado em 1995 por Rodrigo Baggio, o CDI usa a tecnologia para enfrentar a pobreza, estimular o empreendedorismo e a cidadania. A ONG atua em comunidades de baixa renda, penitenciárias, instituições psiquiátricas e de atendimento a portadores de deficiência, aldeias indígenas e ribeirinhas, centros de ressocialização de jovens privados de liberdade, hospitais e empresas, entre outros locais, seja na cidade ou em zonas rurais. A Rede CDI estende-se aos lugares mais remotos da América Latina e do Brasil, beneficiando pessoas de diferentes faixas etárias, culturas, raças e etnias.
Índice |
História [editar]
Nos primeiros anos da década de 90, Rodrigo Baggio[quem?] era um jovem com bem-sucedida experiência no setor privado, com passagem por empresas como Accenture e IBM. Poderia manter-se assim por muito tempo, em condição financeira e profissional estável, não fosse a insatisfação com os rumos de sua vida e a vontade legítima de atuar no campo social. Foi quando deu uma guinada, começando a plantar, junto com amigos e voluntários, a semente do CDI.
Baggio iniciou sua nova trajetória com a campanha “Informática para Todos”, pioneira na América Latina, que arrecadou computadores para a população do Morro Dona Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Mas era preciso ir além: ensinar a juventude daquela comunidade a manter esses equipamentos e, sobretudo, a extrair o melhor da tecnologia. A necessidade de implantar naquela comunidade a cultura da informática motivou Rodrigo, então, a se tornar um verdadeiro empreendedor social, enfrentando os mais céticos e pessimistas. Nascia, assim, cercada de desafios, a organização não-governamental CDI, a primeira a realizar ações de inclusão digital sustentável em benefício de populações menos favorecidas.
O primeiro CDI Comunidade, instalado no Morro Dona Marta, acabou gerando outros espaços semelhantes em diversas comunidades de baixa renda no Brasil e, logo depois, em vários países latino-americanos. O modelo CDI ganhou visibilidade e capilaridade num ritmo tão veloz que nem o próprio Rodrigo imaginara. E, a partir daí, vem inspirando diversas ações e movimentos contra o apartheid digital, pois tanto a organização quanto seu fundador tornaram-se, reconhecidamente, referência mundial na área de inclusão digital.
Números [editar]
O CDI fechou o ano de 2012 com:
- presença em 12 países
- 16 escritórios regionais no Brasil
- 780 espaços de inclusão digital
- 1.007 educadores
- 92.084 beneficiados diretamente pelos projetos e programas oferecidos
- um impacto positivo na vida de 1.54 milhão de pessoas, desde 1995.