Conquista sassânida do Egito

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Conquista sassânida do Egito
Parte das Guerra bizantino-sassânida de 602-628
(guerras bizantino-sassânidas)
Data 618621
Local Diocese do Egito
Desfecho Vitória decisiva do Império Sassânida
Combatentes
Império Bizantino Império Sassânida Império Sassânida
Principais líderes
Nicetas Império Sassânida Shahrbaraz[1]

A Conquista sassânida do Egito foi uma das campanhas da guerra bizantino-sassânida de 602-628 realizada entre 618 e 621 e que terminou com a vitória dos sassânidas, que conquistaram a Diocese do Egito e ocuparam a província. A queda de Alexandria, a capital do Egito romano foi um dos grandes eventos da campanha liderada pelo grande general persa Sharbaraz.

Contexto[editar | editar código-fonte]

O xá persa Cosroes II se aproveitou dos conflitos internos do Império Bizantino depois do golpe que derrubou o imperador Maurício e colocou Focas no trono para atacar as províncias romanas no oriente. Em 615, os persas já haviam expulsado os bizantinos do norte da Mesopotâmia, Síria e da Palestina. Determinado a erradicar o jugo romano na Ásia, Cosroes se voltou para a mais rica província oriental, o Egito, que era também o grande celeiro de grãos do império[2] .

Queda do Egito[editar | editar código-fonte]

A invasão persa do Egito começou em 617 ou 618, mas pouco se sabe dos detalhes, pois na época o Egito estava praticamente isolado do resto do império[3] . O exército persa marchou direto para Alexandria, onde o governador Nicetas, o primo de Heráclio, não conseguiu montar uma defesa eficaz. Ele e o patriarca calcedoniano de Alexandria, João V, fugiram para Chipre[2] . De acordo com a "Crônica Cuzistã", Alexandria teria sido traída para os persas por um tal de Pedro em junho de 619[4] [5] .

Depois da queda da capital, os persas gradualmente estenderam seu controle para o sul, seguindo o curso do Nilo[3] . As parcas operações de resistência mantiveram o exército ocupado, mas já em 621 a província estava sob controle[6] .

Consequências[editar | editar código-fonte]

O Egito permaneceria nas mãos dos persas por dez anos, governada a partir de Alexandria pelo general Sharbaraz[1] . Agora seguro no trono, Heráclio conseguiu reverter a situação e derrotou Cosroes, que ordenou que Sharbaraz se retirasse do Egito. Quando ele se recusou, Heráclio inteligentemente ofereceu-se para ajudar o general a tomar para si o governo persa, semeando a desunião entre os persas. Eles chegaram num acordo e, no verão de 629, as tropas invasoras começaram a deixar o Egito[1] .

Referências

  1. a b c Howard-Johnston (2006), p. 124
  2. a b Frye (1993), p. 169
  3. a b Dodgeon et al. (2002), p. 196
  4. Dodgeon et al. (2002), pp. 196, 235
  5. Howard-Johnston (2006), pp. 10, 90
  6. Howard-Johnston (2006), p. 99

Bibliografia[editar | editar código-fonte]