Cotinguiba Esporte Clube

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Cotinguiba
Nome Cotinguiba Esporte Clube
Alcunhas Tubarão da Praia
Torcedor/Adepto Tubarão
Mascote Tubarão
Fundação 10 de outubro de 1909 (104 anos)
Estádio Não tem
Localização Aracaju (SE)
Brasil Brasil
Mando de jogo em Estádio Batistão
Estádio Lelezão
Capacidade (mando) 14.000 pessoas[1]
3.000 pessoas[2]
Treinador Djalma Santos[3] [4] [5]
Kit left arm white stripes.png Kit body whitestripes3.png Kit right arm white stripes.png
Kit shorts whitesides.png
Kit socks hoops white.png
Uniforme
titular
Kit left arm whitelowerthin.png Kit body whitethinstripes.png Kit right arm whitelowerthin.png
Kit shorts darkbluesides.png
Kit socks hoops navy.png
Uniforme
alternativo
Kit left arm bluelower.png Kit body whitevertical.png Kit right arm bluelower.png
Kit shorts darkbluesides.png
Kit socks whiteborder.png
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Cotinguiba Esporte Clube é um clube de futebol brasileiro, com sede em Aracaju e o mais antigo do estado de Sergipe. Foi o primeiro campeão estadual da história. Seu mascote é um tubarão.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiro foram as Garagens, lugar de guarda dos barcos. A Garagem do Cotinguiba estava mais ao sul, no lugar onde está, hoje, a sede do clube, na avenida Augusto Maynard, na esquina com a avenida Beira Mar. A Garagem do Sergipe estava um pouco antes, no local onde depois foi construído o Edifício Olímpio Campos. Próximo das duas Garangens estava a região conhecida como Carvão ou Carvãozinho, local onde houve um Depósito de Inflamáveis, e onde foi construído, na década de 1950, o Iate Clube de Aracaju.

A Curva do Carvão era um ponto das disputas das regatas dos dois clubes, o outro era a Ponte do Imperador, na praça Fausto Cardoso. Em 1º de janeiro de 1910, o Sergipe mostrou sua canoa Nereida, exibindo-se nas águas do rio Sergipe, durante a Festa de Bom Jesus dos Navegantes. A primeira disputa entre os dois clubes ocorreu no dia 11 de junho de 1910, quando o Sergipe conquistou a vitória. O Remo virou coqueluche, eram muitos os jovens, de famílias abastadas, da classe média e das camadas mais simples, que se alistavam para formar equipes, tomarem as canoas de quatro e mais remos, e disputar regatas.

O futebol veio logo depois, em 1916, quando foi criada a Liga Desportiva Sergipana, e era praticado na Praça da Conceição, primitivo nome da praça Pinheiro Machado, que depois passou a ser denominada de Praça Tobias Barreto, com um monumento ao centro, em homenagem ao gênio sergipano. Os rivais do remo, das regatas, passavam a ser, também, rivais no futebol.

Em 1918 começam, precariamente, os Campeonatos e o Cotinguiba saiu na frente, conquistando o 1º título. No ano seguinte, 1919, não houve campeonato, mas os dois clubes ganharam um terreno, cedido por Adolfo de Faro Rollemberg, para ser preparado e utilizado como campo de futebol. Foi o Campo do Adolfo, que durante pelo menos três décadas sediou as partidas de futebol, abrigou desfiles cívicos e estudantis, festas e outros eventos. Em 1920 o Cotinguiba ganhou de novo.

Em 1921 o campeão foi O Industrial, formado e mantido pela Fábrica Sergipe Industrial, com o Sergipe sendo vice-campeão. A partir de 1922 o Sergipe ganhou o campeonato, o campeonato do Centenário da Independência do Brasil, iniciando a maior série de vitórias do futebol sergipano. Um apanhado feito por Alencar Filho, do seu Caleidoscópio (Aracaju: SUCA, 1984) mostra que entre 1918 e 1983 o Sergipe conquistou 20 campeonatos, enquanto o Cotinguiba ganhou 9 campeonatos.

Com o passar do tempo, a rivalidade caia e terminava desaparecendo. É quando entra em cena a Associação Desportiva Confiança, que passa a ser o principal rival do Clube Esportivo Sergipe. Tal fato coincide com a implantação do profissionalismo do futebol sergipano, o que significa mais exigências, compromissos, formação de equipes remuneradas, a corrida em busca do público pagante para lotar os estádios e dos auxílios do Poder Público, que é, em si, um capítulo da história do futebol em Sergipe.

Outras equipes, do passado mais distante, e mais próximas da lembrança dos torcedores, entraram e saíram da ribalta futebolística: Santa Cruz, de Estância, Ipiranga e Socialista, de Maruim, dentre outros. O Confiança, a Associação Olímpica de Itabaiana, e o Sergipe passam a dividir os adeptos do futebol. O Cotinguiba manteve sua sede social, promoveu festas, praticou outros esportes, ainda hoje tem Remo, mas afastou-se do futebol, deixando na memória dos sergipanos as jornadas vitoriosas que empreendeu.


Desempenho em Competições[editar | editar código-fonte]