Depleção do ozônio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Imagem do maior buraco na camada de ozônio da Antártida jamais registrado (Setembro de 2006).

Depleção do ozônio refere-se ao lento e constante declínio de aproximadamente 4 porcento por década no volume total de ozônio na estratosfera da Terra (a camada de ozônio) desde o final da década de 1970, e um muito maior, mas sazonal, declínio na camada estratosférica de ozônio sobre as regiões polares da Terra durante o mesmo período. Este segundo fenômeno é comumente referido como o buraco da camada de ozônio. Além deste conhecida destruição do ozônio estratosférico, há também eventos de esgotamento do ozônio troposférico, que ocorrem perto da superfície em regiões polares durante a primavera.

O mecanismo detalhado pelo qual formam-se os buracos na camada de ozônio polares é diferente daquela para a depleção das latitudes médias, mas o processo mais importante em ambas as tendências é a destruição catalítica do ozônio pelo cloro e bromo atômicos.[1] A principal fonte desses átomos de halogênio na estratosfera é a fotodissociação de compostos clorofluorocarbonos (CFC), comumente chamado freons, e de compostos bromofluorocarbonos conhecidos como halons. Estes compostos são transportados para a estratosfera depois de serem emitidos na superfície.[2] Ambos os mecanismos de depleção do ozônio são reforçados com emissões de CFCs e halons aumentando.

CFCs e outras substâncias contribuidoras são comumente referidas como substâncias depletoras de ozônio (ODS). Desde que a camada de ozônio previne os mais nocivos comprimentos de onda UVB (270–315 nm) da luz ulravioleta (luz UV) de passar através da atmosfera da Terra, observando-se e projetando-se declínios crescentes no ozônio têm gerado preocupação mundial que conduz à adoção do Protocolo de Montreal que proíbe a produção de CFCs e halons, bem como produtos químicos que depletam ozônio como tetracloreto de carbono e tricloroetano. Suspeita-se que uma variedade de efeitos biológicos, tais como o aumento da câncer de pele, cataratas,[3] danos às plantas, e redução da população de plâncton no oceano na zona fótica podem resultar da maior exposição a UV que aumentou devido à depleção do ozônio.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Dr. Glenn Carver. Part III. The Science of the Ozone Hole (HTML) (em inglês) Centre for Atmospheric Science. Página visitada em 02/12/2012.
  2. Jean M. Andino (21/10/1999). Chlorofluorocarbons (CFCs) are heavier than air, so how do scientists suppose that these chemicals reach the altitude of the ozone layer to adversely affect it? (HTML) (em inglês) Scientific American. Página visitada em 02/12/2012.
  3. Roger Dobson (01/12/2005). Ozone depletion will bring big rise in number of cataracts (HTML) (em inglês) British Medical Journal. Página visitada em 02/12/2012.