Fluido refrigerante

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Um fluido refrigerante ou simplesmente um refrigerante é um composto usado em um ciclo térmico que reversivelmente passa por uma mudança de fase de um gás a um líquido. Tradicionalmente, fluorocarbonos, especialmente clorofluorocarbonetos foram usados como refrigerantes, mas estão sendo abandonados por causa de seus efeitos de depleção de ozônio. Outros refrigerantes são amônia, dióxido de enxofre, dióxido de carbono, e hidrocarbonetos não halogenados tais como o metano.[1]

Características desejáveis de um fluido refrigerante[editar | editar código-fonte]

  • O intervalo de pressão correspondente às temperaturas no evaporador e no condensador deveria ser pequeno, a fim de reduzir o trabalho de compressão.A pressão do vapor dever ser baixa para reduzir o custo do condensador, sendo, porém, superior à pressão atmosférica, para que o ar não possa vazar para o interior do evaporador;
  • O calor latente de vaporização deve ser grande a fim de que o fluxo (em massa) do refrigerante possa ser baixo. Analogamente, um baixo calor específico na fase líquida reduz o grau de vaporização no processo de estrangulamento na fase líquida e resulta de mais calor do evaporador. Consequentemente, tem lugar uma redução de fluxo;
  • As características do refrigerante devem ser tais que sejam possíveis taxas elevadas de transferência de calor e temperaturas cômodas. Caracaterística especialmente desejável consiste em ponto crítico bastante acima da temperatura elevada encontrada na operação, para que o refrigerante, ao entrar no condensador, esteja próximo da região de duas fases. Desta forma, podem ser exploradas maiores taxas de transferência de calor isotérmico, com maior tendência à irreversibilidade;
  • O refrigerante deve ser de baixo custo, estável, inerte, não tóxico e não deve congelar às temperaturas mais baixas do processo.

Referências

  1. Siegfried Haaf, Helmut Henrici “Refrigeration Technology” in Ullmann's Encyclopedia of Industrial Chemistry, 2002, Wiley-VCH, DOI: 10.1002/14356007.b03_19