Gerenciamento de risco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde Dezembro de 2008).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.

Risco significa incerteza sobre a ocorrência ou não de uma perda ou prejuízo (HOPE 2002) e a forma de se controlar os riscos é através de seu gerenciamento.

HOPE (2002) acrescenta que ser capaz de gerenciar o risco significa “tentar evitar perdas, tentar diminui a freqüência ou severidade de perdas ou pagar as perdas de todos os esforços em contrário”. Freqüência de perdas é uma referência a quantidade de vezes que a perda ocorre, enquanto severidade seria o total do prejuízo da perda e quanto custará pagar por esse prejuízo.

Gerenciamento de risco (português brasileiro) ou gestão de risco (português europeu) (GRIS) realiza-se com a adoção de melhores práticas de infraestrutura, políticas e metodologias, permitindo uma melhor gestão dos limites de risco aceitáveis, do capital, da precificação e do gerenciamento da carteira. Ganhos consideráveis se tornam possíveis com o gerenciamento de risco, no aceite de oportunidades de investimentos não tão atrativas sem o conhecimento prévio dos riscos e suas medidas [1] :p89.

Conforme [2] :p3 no Gerenciamento de Risco financeiro considera-se, em primeira instância, os riscos financeiros que compreendem àqueles que ocasionam ganhos ou perdas de recursos financeiros para instituição. Quanto à volatilidade, são observados resultados inesperados relacionados ao valor de ativos ou passivos de interesse [2] :p3

Pode-se classificar os riscos financeiros como estratégicos e não-estratégicos. Os estratégicos são aqueles assumidos voluntariamente [2] :p4. Uma cautelosa exposição a esses tipos de riscos é fator fundamental para o sucesso das atividades comerciais. Já os riscos não-estratégicos são aqueles que não podem ser controlados e não condicionam fator estratégico, e por isso denominado desta forma [2] :p4.

Risk and Control Impact Assessment.JPG

De acordo com Jorion [2] :p4, instituições financeiras têm, por objetivo principal, gerenciar ativamente os riscos financeiros, assumindo, intermediando e oferecendo conselhos. Compreender os riscos enquanto incertezas inevitáveis trazem aos administradores financeiros meios que prever e minimizar eventos adversos, estando preparados de maneira mais eficiente. E, conforme Jorion [2] :p4-5, o aumento da volatilidade dos mercados financeiros, no começo dos anos 1970, trazia uma única constante em relação a todos os fatos ocorridos, que é a imprevisibilidade, em que rápidas mudanças do cenário econômico geravam grandes perdas financeiras. O Gerenciamento de Risco, neste sentido, fornece proteção parcial contra essas fontes de risco.

Corporações assumem posturas de gerenciamento de risco mais ativas, de acordo com Crouhy, Galai e Mark [1] :p4, onde risco sempre teve uma conotação importante na decisão de novos investimentos. As desconsiderações de projetos mais arriscados levam empresas e instituições a perder oportunidades com excelentes retornos. O problema maior é como quantificar os riscos, precificando-os adequadamente [1] :p4.

Tipos de Riscos[editar | editar código-fonte]

Conforme [1] 159p, classificam-se os riscos financeiros de uma instituição como: Risco de Mercado, Risco de Crédito, Risco de Liquidez, Risco Operacional, Risco Legal e Risco de Fator Humano.

"Risco de mercado é o risco de que mudanças nos preços e nas taxas no mercado financeiro reduzam o valor das posições de um título ou de uma carteira." [1] p34. Com base em um índice ou carteira benchmark, de acordo [1] p34, os riscos de mercado de um fundo normalmente são medidos.

Risco crédito é definido como sendo “risco de que uma mudança na quantidade do crédito de uma contraparte afetará o valor da posição de um banco”. Neste tipo de risco, pode-se enquadrá-lo a um fato quando uma contraparte não quer ou não pode cumprir com suas obrigações contratuais ou quanto que a contraparte sofre um rebaixamento por parte de uma agência classificadora [[1] ]

O risco de liquidez compreende tanto risco de financiamento de liquidez quanto risco de liquidez relacionado às negociações, [...]. Risco de financiamento de liquidez se relaciona à capacidade de uma instituição financeira de levantar o caixa necessário para rolar sua dívida, para atender exigências de caixa, margem e garantias das contrapartes e (no caso de fundos) de satisfazer retiradas de capital. O Risco de Liquidez relacionado às negociações, [...], é o risco de que uma instituição não seja capaz de executar uma transação ao preço prevalecente de mercado porque não há, temporariamente, qualquer apetite pelo negócio “do outro lado” do mercado [[1] p34].

O "risco de financiamento de liquidez" e o "risco de liquidez relacionado às negociações" definem-se como duas dimensões do Risco de Liquidez, apesar destas sejam estreitamente relacionadas. Quando uma transação não puder ser adiada, sua execução pode levar uma perda substancial na posição, e é um risco difícil de ser quantificado ([1] p34].

O Risco Operacional, por sua vez, "[...] se refere às perdas potenciais resultantes de sistemas inadequados, falha da gerência, controles defeituosos, fraude e erro humano" [1] . Relacionado ao risco operacional, existem vários casos de falhas operacionais relacionadas a uso de derivativos, caracterizadas por transações alavancadas, ao contrário das transações à vista. Um negociante pode fazer comprometimentos muito grandes em nome da instituição financeira, gerando exposições futuras enormes, utilizando pequeno volume de dinheiro [[1] p35]

O risco jurídico, por conseguinte, “surge por toda uma série de razões. Por exemplo, uma contraparte pode não ter a autoridade legal ou regulatória para se engajar em uma transação. Riscos Jurídicos geralmente só se tornam aparentes quando uma contraparte, ou investidor, perde dinheiro em uma transação e decide acionar o banco para evitar o descumprimento de suas obrigações” [[1] p35]

E por fim, o Risco de Fator Humano é assim definido como “uma forma especial de risco operacional. Relaciona-se às perdas que podem resultar em erros humanos como apertar o botão errado em um computador, inadvertidamente destruir um arquivo ou inserir um valor errado para um parâmetro de entrada de um modelo” [[1] p36].

Trabalhos relacionados[editar | editar código-fonte]

  • MONFRADINI, Luiz Cláudio, TEIXEIRA, Rafael Buback, Gerenciamento de risco: um estudo de caso do fundo de pensão Baneses, utilizando Value-at-Risk. TCC/Monografia. Depto Engenharia de Produção. Faculdades Integradas Espírito Santeses, Vitória/ES. jul-2008.

HOPE, Warren T. Introdução ao Gerenciamento de Riscos, Rio de Janeiro, FUNENSEG, 2002

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m
    GROUHY, Michel. MARK, Robert. GALAI, Dan. Gerenciamento de Risco – Abordagem Conceitual e Prática. São Paulo: QualityMark, 2004, 664 p.
  2. a b c d e f
    JORION, Phillipe. Value at Risk – Nova fonte de referência para Gestão do Risco Financeiro. São Paulo: BM&F, 2004, Ed. 2, 487 p.