Glicosúria

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Glicosúria
O exame de glicosúria é uma forma barata, não-invasiva e muito usada para monitorar o nível de glicose no sangue.
Classificação e recursos externos
CID-10 R81
CID-9 791.5
DiseasesDB 5323
MeSH D006029
Star of life caution.svg Aviso médico

A glicosúria, no contexto da medicina, é a presença do excesso de glicose na urina. É uma condição comum aos pacientes que apresentam diabetes (não-controlada). Igualmente comum em grávidas, pela diminuição do limiar de excreção. Sendo considerado um processo fisiológico. A glicosúria renal é devida a uma incapacidade hereditária dos túbulos renais de reabsorverem completamente a glicose.

É muito importante ao diabético monitorar seus níveis de glicose no sangue, e o exame de glicosúria é uma das práticas mais adotadas por causa de seu baixo custo, por ser menos invasivo e doloroso que agulhas e muitas clínicas pequenas ainda não tem acesso às formas mais rápidas e eficazes. Fazer o automonitoramento reduz entre 25 e 40% o número de internações por complicações por diabetes.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

Problemas na produção de insulina aumentam o nível da glicose.

Nas pessoas saudáveis os rins funcionam como um filtro do sangue, retirando as substâncias desnecessárias ao organismo, eliminando-as pela urina e reaproveitando as necessárias, como a glicose, que continuam no sangue. A glicosúria aparece em pessoas com problemas renais (glicosúria renal) ou excesso de açúcar (indicando diabetes).

Em situações normais, o organismo elimina a glicose pela urina quando a concentração no sangue é elevada. Na glicosúria renal, a concentração de glicose no sangue é normal ou baixa, mas é excretada pelos rins, devido ao mau funcionamento destes. Nesta situação a pessoa não tem sintomas e não necessita de tratamento. Deve ser vigiada porque pode vir a desenvolver diabetes. Esse transtorno tem importantes fatores hereditários.

Nos diabéticos com hiperglicemia (excesso de glicose no sangue), os rins não conseguem filtrar toda a glicose porque ultrapassa os limites de absorção destes e esse excesso é eliminado na urina.

Na gravidez pode ocorrer glicosúria devido ao stress ou pelo sangue passar mais rápido pelos rins, geralmente desaparece após o parto.

Exame[editar | editar código-fonte]

O teste da glicosúria pode ser feito num laboratório ou em casa. Se for realizado no laboratório, basta levar a urina num frasco que lhe é fornecido quando vai marcar a análise. Se for em casa, necessita de tiras próprias que se compram na farmácia. O frasco onde vêm as tiras tem uma escala com cores e valores para vários parâmetros que pode avaliar na urina

Considerações importantes[editar | editar código-fonte]

O exame de glicosúria está sendo substituído por outros exames mais precisos e que podem ser feitos mais rápid como o glicosímetro.

Quando se utiliza o exame de glicosúria para estimar a glicemia é importante lembrar que DIB, Sergio Atala.[1] :

  • A capacidade máxima de reabsorção tubular renal de glicose (Tm de glicose) corresponde a uma concentração plasmática de glicose de aproximadamente 10mM ou 180 mg/dl. Portanto, em glicemias em torno de 180 mg/dl a glicosúria vai dar negativo.
  • Crianças podem ter um Tm de glicose muito baixo ou variável, resultando em glicosúria com euglicemia;
  • A ingestão de líquidos e a concentração urinária podem alterar os testes;
  • Uma glicosúria negativa não é capaz de fazer distinção entre hipoglicemia, euglicemia ou mesmo uma hiperglicemia leve ou moderada;
  • O exame domiciliar de tiras reagentes que mudam de cor é difícil para indivíduos daltônicos ou problema semelhante.
  • Alguns medicamentos (como vitamina C e aspirina) podem falsear as determinações da glicosúria.

Além do exame de glicosúria, outras opções mais eficazes para fazer o automonitoramento do tratamento da hiperglicemia dos pacientes diabéticos são a glicemia capilar e a glicohemoglobina. Existem aparelhos comercializados em farmácias para fazer esses exames.

Referências

  1. a b Automonitoração da glicemia no diabetes mellitus do tipo 1: um investimento com retorno garantido. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2000, vol.44, n.3 [cited 2011-04-26], pp. 193-194 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302000000300002&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0004-2730. doi: 10.1590/S0004-27302000000300002.>