Guerra Russo-Turca (1735-1739)

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A Europa em 1740.

A guerra russo–turca de 1735–1739 ocorreu entre o Império Russo e o Império Otomano e foi consequência de intensos desentendimentos quanto aos resultados da Guerra de Sucessão da Polônia de 17331735 e as intermináveis incursões de tártaros da Crimeia. A guerra também demonstrou os problemas da Rússia quanto ao desejo de acesso ao mar Negro.

A diplomacia russa e a guerra[editar | editar código-fonte]

Com a deflagração da guerra, a Rússia procurou assegurar uma posição internacional favorável ao assinar alguns tratados com a Pérsia em 1732–1735 (que esteve em guerra com a Turquia em 17301736) e ao defender a ascensão ao trono polonês por Augusto III em 1735 em vez do francês Estanislau I da Polônia, indicado pela França pró-Turquia. Quanto à Áustria, estava aliada à Rússia desde 1726.

O casus belli foi o grande número de incursões patrocinadas pelos tártaros da Crimeia na Ucrânia ao final do ano de 1735 e a campanha militar do da Crimeia no Cáucaso. Em 1736, os comandantes russos almejavam a captura de Azov e Crimeia. A partir de então, ocorrem muitos conflitos entre os dois países, sendo que os russos obtiveram melhores resultados.

Em julho de 1737, a Áustria também entraria na guerra contra o Império Otomano, mas sofreria muitas derrotas. Em agosto, a Rússia, a Áustria e o Império Otomano iniciaram negociações em Nemirov, mas que não trouxeram nenhum resultado satisfatório. Apesar disso, não houve nenhuma operação militar significativa em 1738.

Apesar das vitórias russas sobre os otomanos em 1739, a Áustria sofreu derrotas e precisou assinar o Tratado de Belgrado com os otomanos em 21 de agosto. Isso, somado com a iminência de uma invasão sueca da Rússia, forçou os russos a assinarem o Tratado de Nissa com a Turquia em 18 de setembro, terminando assim a guerra.

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