Guiné (região)

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Guiné é o nome dado à costa africana que vai aproximadamente desde o cabo Verde, no Senegal, até à foz do rio Ogooué, no Gabão. Por vezes é estendido mais a sul até à foz do rio Rio Congo. Também incluídos nesta região costumam estar os arquipélagos no Atlântico (Cabo Verde, São Tomé). Outras fontes identificam a região da Guiné como sendo a região da África situada a sul do Sahel. Atribui-se a designação «Guiné» pelos portugueses, embora não se tenha a certeza de qual a origem. Conjectura-se que pode ser derivado de Gana.

Orograficamente a região é geralmente caracterizada por terrenos baixos, sendo os maciços montanhosos (por ex. Futa Djalon) pouco numerosos, e é uma zona bastante recortada por rios (por ex. Senegal, Gâmbia, Volta, Níger) com terrenos facilmente alagáveis (por ex. lago Volta, delta do Níger). A vegetação acompanha o clima, sendo em grande parte da região constituída por florestas tropicais húmidas, mas podendo haver florestas equatoriais nas zonas próximas do Equador, mais a sul, e vegetação sub-tropical nas zonas tropicais secas. As savanas encontram-se mais no interior.

A população encontra-se mais concentrada nas zonas costeiras, sendo o delta do Níger uma das zonas de maior densidade populacional de África. Trata-se de uma população diversificada, geralmente classificada conforme os grupos linguísticos dos falantes (línguas Atlântico-Ocidental, Mandê, Kru, Kwa, Ijo, Bantu). As principais actividades económicas continuam centradas no sector primário.

Tradicionalmente, essa região não viu surgir estados grandes (excepção: reino de Benim), o que contrasta com a região do Sahel, a norte, que viu suceder uma série de impérios (Gana, Mali, Songhai, Kanem-Bornu). A vegetação densa favoreceu a constituição de pequenos estados autosuficentes, por vezes reduzidos à dimensão tribal e não à dimensão étnica. Presume-se que os primeiros europeus a entrar em contacto com a costa da Guiné foram navegadores portugueses no Séc. XV. Para implementar o seu comércio na região, os portugueses erigiram feitorias fortificadas (por ex. Arguim, Acra, São Jorge da Mina) mas foram progressivamente perdendo o controlo da região para franceses e ingleses. Entre os Séc. XV e XIX a ocupação europeia foi limitada (resumia-se a alguns pontos da costa) e a principal actividade económica era o comércio. Durante o Séc XIX, e culminando na Conferência de Berlim, nota-se uma incrementação da acção colonizadora por parte de potências europeias, que acabam por dividir o território em várias colónias. A diversidade dos produtos explorados pelos europeus pode ser notada pelo nome que deram a algumas das colónias: Costa do Ouro (hoje em dia Gana), Costa dos Escravos (hoje em dia Benim), Costa da Pimenta (hoje em dia Libéria e Serra Leoa), Costa do Marfim (mantém o mesmo nome). Por vezes as colónias eram conhecidas conforme o nome da potência colonial europeia administrante: Guiné Francesa (hoje em dia Guiné), Guiné Portuguesa (hoje em dia Guiné-Bissau), Guiné Espanhola (hoje em dia Guiné Equatorial). Aproximadamente, a partir da década de 60 do Séc. XX, dá-se a independência dos diversos estados que constituem hoje a região da Guiné, mantendo grandemente as fronteiras herdadas da divisão colonial.

Países que constituem a região da Guiné:

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