Henrique, Duque da Cornualha

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Henrique, Duque da Cornualha foi o nome de dois filhos do rei Henrique VIII de Inglaterra e da sua primeira esposa, Catarina de Aragão. Ao todo, Henrique teve seis filhos com Catarina de Aragão: duas meninas, tres meninos e um cujo sexo é desconhecido. Apenas um dos seus filhos, a princesa Maria (mais tarde, rainha Maria I) sobreviveu à infância.

O primeiro Henrique, Duque da Cornualha[editar | editar código-fonte]

Realeza Inglesa
Casa de Tudor
Royal Arms of England (1399-1603).svg

Henrique VII
Descendência
Artur, Príncipe de Gales
Margarida, Rainha da Escócia
Henrique Tudor (futuro Henrique VIII)
Isabel Tudor
Maria, Rainha de França
Edmundo, Duque de Somerset
Henrique VIII
Descendência
Henrique, Duque da Cornualha
Maria Tudor (futura Maria I)
Isabel Tudor (futura Isabel I)
Eduardo (futuro Eduardo VI)
Eduardo VI
Maria I
Isabel I

O primeiro Henrique, Duque da Cornualha (1 de janeiro de 1511 - 22 de fevereiro de 1511[1] ) foi o segundo filho e filho mais velho, sendo desta forma herdeiro aparente, do rei Henrique VIII de Inglaterra e de Catarina de Aragão. Ele nasceu em 1 de janeiro de 1511, dezoito meses depois do casamento e coroação dos seus pais. A sua irmã mais velha, nascida em 31 de janeiro de 1510, nasceu três meses prematura e não sobriviveu.[2]

Henrique e a sua rainha planearam comemorações extravagantes, rivalizando com as da sua coroação, para o nascimento do seu filho e herdeiro, que imediatamente se tornou Duque da Cornualha e era esperado para tornar-se Príncipe de Gales, Rei de Inglaterra e terceiro rei da Casa de Tudor. Henrique cavalgou a favor de Catarina num torneio, montando sob a bandeira do "Sir Loyal Heart" a relação entre o casal real, já com uma afeição forte, tornou-se ainda mais num jogo de amor, porque Catarina teve sucesso em dar um herdeiro masculino. Conhecido como o "Pequeno Príncipe Hal" e "Menino do Ano Novo", o príncipe foi quase que instantaneamente amado por todo o reino. No entanto, em 22 de fevereiro de 1511 o jovem príncipe morreu de repente. A causa da sua morte não foi registada.

Relatos contemporâneos afirmam que ambos os pais estavam perturbados com a perda do seu segundo filho e herdeiro. Catarina, profundamente religiosa, passou muitas horas ajoelhada no chão de pedra fria orando, para a preocupação de cortesãos. Henrique distraia-se do seu pesar pelo sucesso na guerra contra Luís XII de França com o seu sogro, Fernando II de Aragão.

O segundo Henrique, Duque da Cornualha[editar | editar código-fonte]

O segundo Henrique, Duque da Cornualha (dezembro de 1514) foi o quarto filho e terceiro filho varão de Henrique VIII e Catarina de Aragão. Pouco se sabe sobre o príncipe, que morreu cerca de um mês depois do seu nascimento.

Impacto da morte na história[editar | editar código-fonte]

Os historiadores têm especulado sobre o curso que a História inglesa poderia ter tomado, se um dos dois Henriques, Duques da Cornualha, ou qualquer outro filho varão legítimo sobrevivesse do seu casamento com Catarina. Dado que o desejo de Henrique VIII por um herdeiro do sexo masculino, após a falha de Catarina para dar à luz mais filhos vivos, foi o motivo citado que o levou a anular o seu casamento, uma criança do sexo masculino que sobrevivesse à infância poderia ter pelo menos prevenido, ou mesmo impedido, o casamento de Ana Bolena e colocado a Inglaterra num relacionamento diferente com a Igreja Católica durante a Reforma Protestante.

O Brasão de armas dos Duques da Cornualha.

Este tema também foi explorado em alguns livros de história alternativa, como The Alteration (1976), em que outro história alternativa sobre a Reforma inglesa é representada, mesmo sem a crise de sucessão provocada pela ausência de um herdeiro do sexo masculino até ao nascimento de Eduardo VI, fruto do casamento entre Henrique e Joana Seymour. No entanto, este livro não específica se Henrique IX é filho de Henrique VIII.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Weir, Alison. Britain's Royal Family: A Complete Genealogy. [S.l.]: The Bodley Head; London, U.K., 1999. page 152
  • Ashley, Mike. British Kings & Queens. [S.l.]: Carroll & Graf, 2002. ISBN 0-7867-1104-3 page 237