Júlio Fogaça

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Júlio de Melo Fogaça (1907-1980) foi um político e militante do Partido Comunista Português (PCP). Filho de comerciantes abastados, Fogaça nasceu em Alguber, concelho do Cadaval.

Integrou o Secretariado do PCP em 1935, mas no mesmo ano é preso e deportado para o Tarrafal, onde permaneceu até 1940, altura em que beneficiou de uma amnistia. De regresso a Portugal Continental, dirige o grupo que reorganiza o PCP, procurando retomar contactos com a Internacional Comunista (o partido tinha sido expulso daquela organização em 1939). É preso em 1942 e reenviado para o Tarrafal, de onde sairá em 1945, de novo graças a uma amnistia.

Em Julho de 1946 participa no IV Congresso do PCP, tendo sido eleito para o Comité Central.

Durante a década de 1950 adquire preponderância na estrutura interna do partido. Defenderá a tese do derrube pacífico do regime ditatorial português, posição adoptada no V Congresso do partido em Setembro de 1957.

Volta a ser preso em Agosto de 1960, só tendo sido libertado em 1970. É entretanto expulso do PCP em 1961 sob pretexto de homossexualidade e pela defesa da solução pacífica, posição que recebeu duras critícas do novo secretário-geral do partido, Álvaro Cunhal, que a classifica de "desvio de direita".

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, reaproxima-se do PCP. Faleceu em 1980, tendo doado o seu espólio à Academia das Ciências de Lisboa que instituiu um prémio de História com o seu nome.


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