Jakob Wassermann

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Jakob Wassermann retratado por Emil Orlik em 1899

Jakob Wassermann (Fürth, 10 de março de 1873Altaussee, 1 de janeiro de 1934) foi um escritor e novelista alemão. Considerado por muitos como o maior novelista alemão dos últimos tempos pela agudeza das suas observações. Escreveu romances e novelas. Seus livros mais famosos, são O homenzinho dos gansos, Caspar Hauser e O caso Maurício.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jakop Wassermann nasceu em Fürth, cidade industrial próxima de Nuremberg. Filho de modesto comerciante judeu, abandonou cedo a vida comercial imposta pelos pais para participar ativamente da vida alegre e despreocupada de Munique. Sua juventude foi desordenada e aventureira, solitária e difícil.

Seus primeiros artigos, contos e novelas foram publicados num seminário ilustrado de Mônaco, Simplicissimus, de orientação polêmica e satírica. A democracia era para Wasserman a única forma digna de vida humana. Imbuído de cultura alemã, mas consciente de suas origens judaicas, sofreu muito pelo antissemitismo dos alemãs. Com o nazismo, provou o amargor do exílio, sendo igualmente destituído de sua cadeira na Academia Prussiana de Letras.

Seu primeiro romance publicado, Os judeus de Zirndorf (Die Juden von Zirndorf, 1897), trata de um episódio da história dos judeus alemãs no século XVII. A preocupação com as tradições judaicas e seu enraizamento na cultura alemã também caracterizaram o conteúdo de seu segundo romance, História da Jovem Renata Fuchs, publicado em 1900.

Com Caspar Hauser ou A Preguiça do Coração e O Homenzinho com os Gansos, Wassermann inaugurou a segunda fase de sua carreira, centrada nos problemas morais e na relatividade da justiça pública. Mas foi Cristian Wahnschaffe (1918) - romance de inspiração dostoievskiana sobre a luta de um idealista puro contra a corrupção do meio ambiente - que projetou definitivamente seu nome nos centros intelectuais do mundo.

Seguiram-se Ulrike Woytich (1923), Faber ou os Anos Perdidos (Faber oder die Ver orenen Jahre, 1924), Laudin e os Seus (Laudin und die Seinen, 1925) e sua indiscutivel obra-prima, O Processo Maurizios (Der Fall Maurizios, 1928), história de um erro judiciário e do empenho de um jovem para libertar o homem que seu próprio pai condenara. O romance constitui um soberbo retrato da época da república de Weimar e, segundo Otto Mária Carpeaux, "obra inspirada por um alto senso de justiça fundamentado em seguro conhecimento da causa e dos motivos psicológicos". Jacob Wassermann escreveu ainda: Etzel Andergast (1931), seqëncia de O Processo Maurizios, alguns contos notáveis, reunidos no volume O Espelho de Ouro (Der Goldene Spiegel, 1911) e uma autobiografia (Meu Caminho como Judeu e Alemão).

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