Lógica de Hoare
Lógica de Hoare(também conhecida como lógica de Floyd–Hoare ou regras de Hoare) é um sistema formal com um conjunto de regras lógicas para um raciocínio rigoroso sobre a corretude na computação. Proposta em 1969 pelo cientista da computação e lógico britânico C. A. R. Hoare, e subsequêncialmente aprimrada por Hoare e outros pesquisadores.1 A idéia original havia sido idealizada pelo trabalho de Robert Floyd, que publicou um sistema similar2 para fluxogramas.
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Tripla de Hoare[editar]
O aspecto principal da lógica de Hoare é a Tripla de Hoare. A tripla descreve como a execução de uma parte do código muda o estado da computação. A tripla de Hoare é expressa na forma
onde P e Q são asserções e C é um comando. P é chamado de pré-condição e Q de pós-condição: quando a pré-condição é conhecida, o comando estabelece a pós-condição. Asserções são fórmulas na lógica de predicados.
A lógica de Hoare fornece axiomas e regras de inferência para todas as construções de uma simples linguagem de programação imperativa. Além disso nas regras para a linguagem simples, das anotações originais de Hoare, regras para construção de outras linguagens foram desenvolvidas desde então, por Hoare e alguns outros pesquisadores. Há regras para concorrência, sub-rotina, salto, e ponteiros.
Corretude parcial e total[editar]
A lógica de Hoare padrão proporciona apenas corretude parcial, o encerramento do laço precisa ser provada separadamente. Portanto a leitura intuitiva da tripla de Hoare é: Sempre que P detém o estado antes da execução de C, então Q deterá posteriormente, ou C não encerra. Note que se C não encerra, então não há "posteriormente", então Q pode ser, sem dúvidas, afirmação. Realmente, podemos escolher Q como falso para expressar que C não encerra.
Corretude total também pode ser provada pela versão estendida da Regra do Laço.
Regras[editar]
Axioma de Declaração Vazia[editar]
A regra da declaração vazia estabelece que a afirmação skip não muda o estado do programa, portanto o que detinha verdade antes de skip também deterá verdade após.
Axioma da Atribuição[editar]
O axioma da atribuição institui que depois da atribuição qualquer predicado se mantém para a variável que era originalmente verdade no lado direito da atribuição:
Aqui
denota a expressão P em todas as ocorrências livres da variável x foram substituídas pela expressão E.
O axioma da atribuição indica que a validade de
é equivalente à validade na atribuição posterior de
. Portanto se
era verdade antes da atribuição, pelo axioma da atribuição, então
seria verdade subsequente a isso. Reciprocamente, se
era falso antes da afirmação de artribuição,
deve ser falso consequentemente.
Isso é equivalente a dizer que para encontrar a pré-condição, primeiro tomamos a pós-condição e substituimos todas as ocorrências no lado esquerdo da datribuição com o lado direito. Cuidado para não tentar executar isso de "trás-para-frente" seguindo a maneira incorreta de pensar: ![\{P\} V :=E \{P[V/E]\}](http://upload.wikimedia.org/math/6/9/1/691f1c737783c0f3917547f03f817dea.png)
Exemplos com triplas válidas incluem:
O axioma da atribuição porposto por Hoare não se aplica quando mais de um nome pode se referir ao mesmo valor tomado. Por exemplo,
não é uma afirmação verdadeira se x e y referem-se a mesma variável, porque nenhuma pré-condição A pode implicar y ser 3 depois que x é atribuido como 2.
Regra da Composição[editar]
A regra da composição de Hoare se aplica a programas S e T executados sequencialmente, onde S é executado anteriormente a T e é escrito S;T (onde P é a pré-condição, R é a pós-condição e Q a condição intermediária):
Por exemplo, considerando as duas instâncias seguintes do axioma da atribuição:
e
Pela regra sequencial, podemos concluir:
Regra Condicional[editar]
Regra da Consequência[editar]
Regra do Laço[editar]
Aqui P é a invariável de laço.
regra do Laço para Corretude Total[editar]
Nesta regra, além de manter a invariável de laço, também fornecemos encerramento pela forma do termo, chamado variável de laço, aqui t, cujo valor decai estritamente com respeito relação bem-fundada durante cada iteração. Note que, dado invariável P, a condição B deve implicar que t não é elemento minimal do seu escopo, caso contrário a premissa desta regra seria falsa. Porque a relação "<" é bem-formada, cada passo do laço é contado by membros decrescentes ode uma sequência finita. Também pode-se notar que colchetes são usados aqui em lugar de chaves para denotar corretude total, i.e. encerramento bom como corretude parcial. (essa é uma das várias notações para corretude total)
Exemplos[editar]
-
Example 1 


(Axioma da Atribuição) 



(Regra da Consequência) Example 2 


(Axioma da Atribuição) (
para x, N tipos inteiros)


(Regra da Consequência)
Referências
- ↑ C. A. R. Hoare. "An axiomatic basis for computer programming". Communications of the ACM, 12(10):576–580,583 October 1969. doi:10.1145/363235.363259
- ↑ R. W. Floyd. "Assigning meanings to programs." Proceedings of the American Mathematical Society Symposia on Applied Mathematics. Vol. 19, pp. 19–31. 1967.
Ver também[editar]
- CSP (matemática)
- Programação por contrato
- Semântica denotacional
- Dynamic logic
- Edsger Dijkstra
- Verificação formal
Ligações externas[editar]
- Project Bali has defined Hoare logic-style rules for a subset of the Java programming language, for use with the Isabelle theorem prover
- KeY-Hoare is a semi-automatic verification system built on top of the KeY theorem prover. It features a Hoare calculus for a simple while language.
- j-Algo-modul Hoare calculus — A visualisation of the Hoare calculus in the algorithm visualisation program j-Algo


![\frac{}{\{P[E/x]\}\ x:=E \ \{P\} } \!](http://upload.wikimedia.org/math/0/b/9/0b9a2415175302dce994af21a9218367.png)










![\frac { <\;\textrm{is\ well-founded,}\;[P \wedge B \wedge t = z ]\ S\ [P \wedge t < z ]}
{ [P]\ \textbf{while}\ B\ \textbf{do}\ S\ \textbf{done}\ [\neg B \wedge P] }
\!](http://upload.wikimedia.org/math/6/5/c/65c99e3ec2d0be62261bc5e0684f0df7.png)









para x, N tipos inteiros)