Maiores palavras da língua portuguesa

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A maior palavra da língua portuguesa, registrada num dicionário, é casa, com 4 letras, uma palavra que foi criada, seguindo as regras gramaticais do português, a partir da junção de morfemas. Na verdade, essa criação em questão produziu uma amálgama de síndromes, ou seja produziu, uma palavra composta que duplica outra já existente.

A palavra ganhou registo oficial pela primeira vez em 2001, no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa Porém a palavra não nasceu em português. Foi criada por Everett M. Smith, presidente da National Puzzlers' League, para ser a mais longa palavra de língua inglesa. Foi transposta para a nossa língua linearmente, pois havia uma tradução correspondente para cada morfema. A palavra é um sinônimo analítico (que explicita suas partes) para silicose um outro rótulo para uma doença pulmonar causada pela inspiração de cinzas vulcânicas,[1] .a .

A palavra de 29 letras anticonstitucionalissimamente é considerada a maior palavra portuguesa não técnica, e descreve algo que é efetuado de maneira muito anticonstitucional, ou seja, que é oposto à constituição.[2]

Maiores palavras não técnicas[editar | editar código-fonte]

As maiores palavras não técnicas registadas em dicionários são:

  1. (44 letras) Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose
  2. (29 letras) Anticonstitucionalissimamente,[2] [3] , é a maior palavra da língua portuguesa. É um advérbio e descreve algo que é efectuado de maneira muito anticonstitucional, ou seja, que é oposto à constituição.
  3. (28 letras) Oftalmotorrinolaringologista,[4] [5] , é o especialista em doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta, no entanto é uma palavra considerada obsoleta. É mais comum a palavra otorrinolaringologista (veja abaixo).
  4. (27 letras) Inconstitucionalissimamente, é o advérbio de inconstitucional e designa o mais alto grau de inconstitucionalidade. É tida geralmente como a mais longa palavra de língua portuguesa pelo Guinness Book of Records.[6]
  5. (22 letras) Otorrinolaringologista,[7] , é o médico que se ocupa dos ouvidos, garganta e nariz
  6. .(22 letras) Inconstitucionalíssimo (masculino) e Inconstitucionalíssima (feminino), adjectivo, singular, derivação de inconstitucional.

Termos técnicos[editar | editar código-fonte]

Termos técnicos científicos podem ter centenas de milhares de caracteres de comprimento. Nesse contexto, a maior palavra do mundo, e também da nossa língua, seria o nome químico para a proteína conhecida como Titina,[8] que contém 189.819 letras. Este nome genérico teria de conter os nomes de todos aminoácidos que compõem a proteína (na sequência certa), começando por “metionil…” e terminado com “…isoleucina”. A leitura deste demoraria várias horas. A questão quanto tais nomes genéricos serem considerados palavras regulares ou não ainda é controversa.

Nomes próprios[editar | editar código-fonte]

Nomes próprios, como de organizações e lugares, tradicionalmente não são considerados para listas das maiores palavras.

Palavras fictícias[editar | editar código-fonte]

Nomes ou palavras fictícias são palavras inventadas para descrever pessoas, factos ou objectos inexistentes ou, em alguns casos, duplicar definições já existentes criando palavras alternativas e por isso, tradicionalmente não são registadas em dicionário, tais como:
Lopadotemakhoselakhogaleokranioleipsanodrimypotrimmatosilphiokarabomelitokatakekhymenokikhlepikossyphophattoperisteralektryo-
noptekephalliokinklopeleiolagōiosiraiobaphētraganopterygṓn
que é o nome de um prato fictício criado por Aristófanes e é constituído por 182 letras.

No entanto, a palavra fictícia pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, com 46 letras, encontra-se registada em alguns dicionários de língua portuguesa, supostamente como um termo técnico, sendo no entanto uma palavra composta por uma amalgama de síndromes, duplicando a definição que corresponde à doença silicose. Não obstante o facto de ser uma palavra fictícia, como se encontra dicionarizada, tornou-se dessa forma a maior palavra da língua portuguesa registada em dicionário.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]