Maiores palavras da língua portuguesa

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A maior palavra da língua portuguesa, registada num dicionário, é pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconióticos, com 47 letras, uma palavra fictícia que se obtém através da junção de uma amalgama de síndromes, sendo uma palavra composta que duplica outra já existente. É de salientar e referir, que não é muito comum um dicionário efectuar registos deste tipo de palavras, pois se consultarmos livros técnicos, ou procurarmos outros tipos de palavras fictícias, constatamos que existem muitas outras palavras maiores do que esta na nossa língua que não se encontram dicionarizadas, já para não referir que se podem criar imensas palavras compostas, muito maiores do que esta, seguindo as regras gramaticais do português.

A palavra ganhou registo oficial pela primeira vez em 2001, no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e aparece descrita como uma doença pulmonar causada pela inspiração de cinzas vulcânicas,[1] é de referir que esta palavra foi inventada por Everett M. Smith, presidente da National Puzzlers' League, para ser a mais longa palavra de língua inglesa e que apesar de ter sido transposta para a nossa língua o nome cientifico da doença a que a mesma se refere é a silicose, o que implica que na nossa língua esta palavra seja considerada uma palavra fictícia.

A palavra de 29 letras anticonstitucionalissimamente é considerada a maior palavra portuguesa não técnica, e descreve algo que é efetuado de maneira muito anticonstitucional, ou seja, que é oposto à constituição.[2]

Maiores palavras não técnicas[editar | editar código-fonte]

As maiores palavras não técnicas registadas em dicionários são:

  1. (46 letras) Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, relativo a uma doença pulmonar aguda causada pela aspiração de cinzas vulcânicas.
  2. (43 letras) Paraclorobenzilpirrolidinonetilbenzimidazol, substância presente em medicamentos como o Ultraproct.
  3. (35 letras) Tetrabrometacresolsulfonoftaleína, termo específico da área de química.
  4. (34 letras) Dimetilaminofenildimetilpirazolona, substância ativa em vários comprimidos para dor de cabeça.
  5. (33 letras) Hipopotomonstrosesquipedaliofobia, doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas.
  6. (32 letras) Monosialotetraesosilgangliosideo, substância presente em medicamentos como o sinaxial e o sygen.
  7. (30 letras) Hexacosioihexecontahexafóbicos[3] (plural), descreve pessoas que têm medo do número 666, ou indivíduos que sofrem com a “Hexacosioihexecontahexafobia”.
  8. (29 letras) Anticonstitucionalissimamente,[2] [4] , é a maior palavra da língua portuguesa. É um advérbio e descreve algo que é efectuado de maneira muito anticonstitucional, ou seja, que é oposto à constituição.
  9. (28 letras) Oftalmotorrinolaringologista,[5] [6] , é o especialista em doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta, no entanto é uma palavra considerada obsoleta. É mais comum a palavra otorrinolaringologista (veja abaixo).
  10. (27 letras) Inconstitucionalissimamente, é o advérbio de inconstitucional e designa o mais alto grau de inconstitucionalidade. É tida geralmente como a mais longa palavra de língua portuguesa pelo Guinness Book of Records.[7]
  11. (26 letras) Polidesoxirribonucletídeo ou Monodesoxirribonucleotídeo, são, no caso do primeiro um conjunto de várias ligações entre desoxirribonucleotídeos e no segundo apenas uma única.
  12. (22 letras) Desoxirribonucleotídeo, é um nucleotídeo baseado em desoxirribose.
  13. (22 letras) Otorrinolaringologista,[8] , é o médico que se ocupa dos ouvidos, garganta e nariz.
  14. (22 letras) Inconstitucionalíssimo (masculino) e Inconstitucionalíssima (feminino), adjectivo, singular, derivação de inconstitucional.

Termos técnicos[editar | editar código-fonte]

Termos técnicos científicos podem ter centenas de milhares de caracteres de comprimento. Nesse contexto, a maior palavra do mundo, e também da nossa língua, seria o nome químico para a proteína conhecida como Titina,[9] que contém 189.819 letras. Este nome genérico teria de conter os nomes de todos aminoácidos que compõem a proteína (na sequência certa), começando por “metionil…” e terminado com “…isoleucina”. A leitura deste demoraria várias horas. A questão quanto tais nomes genéricos serem considerados palavras regulares ou não ainda é controversa.

Nomes próprios[editar | editar código-fonte]

Nomes próprios, como de organizações e lugares, tradicionalmente não são considerados para listas das maiores palavras.

Palavras fictícias[editar | editar código-fonte]

Nomes ou palavras fictícias são palavras inventadas para descrever pessoas, factos ou objectos inexistentes ou, em alguns casos, duplicar definições já existentes criando palavras alternativas e por isso, tradicionalmente não são registadas em dicionário, tais como:
Lopadotemakhoselakhogaleokranioleipsanodrimypotrimmatosilphiokarabomelitokatakekhymenokikhlepikossyphophattoperisteralektryo-
noptekephalliokinklopeleiolagōiosiraiobaphētraganopterygṓn
que é o nome de um prato fictício criado por Aristófanes e é constituído por 182 letras.

No entanto, a palavra fictícia pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, com 46 letras, encontra-se registada em alguns dicionários de língua portuguesa, supostamente como um termo técnico, sendo no entanto uma palavra composta por uma amalgama de síndromes, duplicando a definição que corresponde à doença silicose. Não obstante o facto de ser uma palavra fictícia, como se encontra dicionarizada, tornou-se dessa forma a maior palavra da língua portuguesa registada em dicionário.

Referências[editar | editar código-fonte]

Online
  1. Dicionário Priberam. Página visitada em 23 de Junho de 2009.
  2. a b Dicionário online Priberam
  3. Dicionário inFormal. significado de "Hexacosioihexecontahexafóbico". Página visitada em 19 de maio de 2014.
  4. Grande enciclopédia portuguesa e brasileira [S.l.]: Editorial Enciclopédia, [195?]. vol XX, p. 59
  5. Academia brasileira de letras
  6. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
  7. Guinness Book of Records 2006 (edição brasileira). Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. p. 142.
  8. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
  9. Site de Sarah McCulloch
Bibliográfica

Ver também[editar | editar código-fonte]