Marco Lívio Druso (tribuno)

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Marco Lívio Druso, o Tribuno (? — 91 a.C.) foi um político romano, filho de Marco Lívio Druso, o Censor.

Com a morte de sua irmã e seu cunhado, ele criou os sobrinhos, Pórcia Catão e Marco Pórcio Catão Uticense (Catão, o Jovem).[1] Outros filhos de sua irmã, de outro casamento, Quinto Servílio Cepião e Servília Cepião, também foram criados por Marco Lívio Druso.[1]

Foi eleito tribuno em 92 a.C. Ao contrário do seu pai, seguiu uma política favorável à plebe, embora com a ideia de fortalecer a autoridade do Senado. O seu primeiro objetivo foi acabar com o monopólio que mantinha a ordem equestre sobre as quaestiones. Para isso apresentou uma “lei frumentária” demagógica e desvalorizou a moeda, com o que enriqueceu o Tesouro e aliviou as dívidas, à custa dos cavaleiros, que eram credores universais. Assim mesmo tirou o controle dos jurados à ordem equestre, pela condenação injustificada de Públio Rutílio Rufo o mesmo ano da sua escolha.

Em compensação pela sua lei judiciária, mandou incluir entre os senadores um número de cavaleiros igual ao dos Patrícios, mas o que conseguiu foi provocar o descontente de ambos.

Para conseguir o apoio dos plebeus, apresentou uma lei agrária mais radical que a dos Gracos, mas a política romana era viciada por uma contradição profunda. Druso ofereceu um acordo segredo aos aliados italianos, prometendo a cidadania romana para todos, em troca de que corressem com os despesas da nova distribuição de terras. Contudo, opuseram-se os terratenentes, que não queriam perder as suas terras, bem como a plebe, que não queriam ver igualados os seus direitos pelos itálicos.

Provavelmente em 91 a.C.,[2] quando Catão era um menino, Druso recebeu em sua casa Pompaedius Silo, um aliado italiano de Roma, experiente na guerra, que reivindicava a cidadania romana;[3] ele conseguiu o apoio de Cepião, mas Catão ficou calado,[4] não cedendo nem quando foi ameaçado de ser jogado pela janela.[5]

Num clima de guerra civil, Druso foi desaprovado oficialmente pelo Senado e em poucos dias faleceu apunhalado na sua casa por um desconhecido. A sua morte desencadearia a Guerra Social (91–88 a.C.)

Referências

  1. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Catão, o Jovem, 1.1
  2. De acordo com Bernadotte Perrin, o tradutor da Vida de Catão [em linha]
  3. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Catão, o Jovem, 2.1
  4. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Catão, o Jovem, 2.2
  5. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Catão, o Jovem, 2.3

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências