Monsenhor Paulo

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Município de Monsenhor Paulo
"Ponte Alta"
"Caçulinha da Princesa"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 8 de dezembro
Fundação 8 de dezembro de 1948
Gentílico paulense
Prefeito(a) Marco Antonio Muniz de Oliveira (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Monsenhor Paulo
Localização de Monsenhor Paulo em Minas Gerais
Monsenhor Paulo está localizado em: Brasil
Monsenhor Paulo
Localização de Monsenhor Paulo no Brasil
21° 45' 28" S 45° 32' 27" O21° 45' 28" S 45° 32' 27" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008[1]
Microrregião Varginha IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Campanha, Cordislândia, Elói Mendes, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações, Varginha.
Distância até a capital 217 3 km
Características geográficas
Área 216,460 km² [2]
População 8 537 hab. Estimativa IBGE/2013[3]
Densidade 39,06
Altitude 898 m
Clima Tropical de altitude Cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,764 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 84 461,855 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 126,58 IBGE/2008[5]
Página oficial

Monsenhor Paulo é um município brasileiro localizado na região centro-sul do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2013 era de 8 537 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

O município de Monsenhor Paulo teve, primitivamente, o nome de Vargem Grande e depois Ponte Alta. Com o nome de Vargem Grande, o local era sede da fazenda do Major Matias Antônio Moinhos de Vilhena, falecido a 7 de junho de 1886, que era filho de Matias Gonçalves Moinhos de Vilhena e de Iria Claudiana Umbelina da Silveira, irmã de Bárbara Heliodora, heroína da conspiração mineira.

O major Matias e sua mulher Escolástica Joaquina de Oliveira se instalaram na fazenda Vargem Grande, aberta na segunda metade do século XIX, onde fizeram erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Foram eles os grandes benfeitores do lugar. Também havia, nas mesmas paragens a fazenda do Galante, que foi dividida, em1873, entre José Francisco Alves da Silva, Domingos José dos Santos, Sabino Fernandes de Faria e José Vicente dos Reis, que também foram pioneiros do lugar e constituíram os troncos das tradicionais famílias da aristocracia rural local. Vargem Grande foi se firmando como pouso de tropeiros e um pequeno empório comercial de vendedores ambulantes e ex-escravos que ali fixaram residência. Por volta de 1884 começaram a chegar os primeiros italianos as famílias Pierroti, Lenzi, Pagani e Totti; em 1896 a Família Bellato, e a partir de 1898 as famílas: Baldin, Caovilla, Zanin, Ciscon e outras. O nome Ponte Alta referia-se a uma ponte sobre o Ribeirão São Domingos, que era muito alta, datando esta denominação do ano de 1875 e aparece no documento de doação de terreno à Capela, feita por Joaquim Vicente da Silva e José Vicente dos Reis Ferreira. No ano de 1900 edificada a primeira capela de taipa e cobertura de sapé. No ano seguinte, Ponte Alta ganha categoria de distrito de Campanha com o nome de Nossa Senhora da Conceição da Ponte Alta. Em 1916 foi feito um abaixo-assinado dirigido a Dom João de Almeida Ferrão, primeiro bispo da Campanha, solicitando a criação da paróquia. Em 1927 foi demolida a capela de taipa coberta de sapé, e teve início a construção da igreja de Nossa Senhora da Conceição, pelo então Cônego Hugo Bressane de Araújo. A igreja continuou como filial de Campanha.

Ponte Alta foi elevada a categoria de vila pelo decreto lei 311 de 2 de março de 1938. Em 27 de setembro de 1941, Dom Frei Inocêncio Engelke OFM, criou a paróquia, nomeando seu primeiro pároco o Padre José Divino da Silva. Em 1943 Nossa Senhora da Conceição da Ponte Alta muda a denominação para Monsenhor Paulo, por sugestão do padre José Divino da Silva, em homenagem ao insigne campanhense Monsenhor Paulo Emílio Moinhos de Vilhena, que ali residiu por vários anos e sempre propugnou para o crescimento da localidade. Em 1948, com os esforços de seus habitantes, tendo a frente padre Fernando Sales da Silveira e o Dr. Waldir Lisboa, foi criado pela Lei 336 de 27 de dezembro de 1948 o município de Monsenhor Paulo e desmembrado de Campanha. Foi nomeado Intendente o Dr. Geraldo de Souza Medeiros, advogado de Belo Horizonte e delegado especial o capitão Virgílio Fraga. Em primeiro de janeiro de 1949, o Sr. Luiz Antonio da Cunha, na qualidade de Juiz de Paz, seguindo as prescrições do D.A.M declarou instalado o município de Monsenhor Paulo tendo discrusado como orador oficial o Sr. José Belato Teixeira. Foi nomeado delegado civil o Sr. José Pinto Ribeiro.

No dia 6 de março de 1949 foi realizada a eleição para prefeito, vice-prefeito e vereadores sendo eleitos pelo PSD o prefeito Joaquim Santiago Pereira e o vice-prefeito Luiz Tavares que tomaram posse no dia 20 de março do mesmo ano. Para a primeira legislação foram eleitos, pelo PSD os vereadores Archimedes Colli - presidente; Altamiro Ferreira Mendes - vice-presidente; José Galdino da Silveira - secretário; Virgilio Caovilla; Pedro Totti; José Martins dos Santos e Felippe dos Santos Pagano, pela UDN Elói Xavier da Silva e Djalma Pereira.

O prefeito Joaquim Santiago Pereira governou o município por 2 anos tendo renunciado e transmitido o cargo para o vice-prefeito Sr. Luiz Tavares que completou o mandato.

Imigração italiana[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX houve grande imigração de italianos para o local, os quais introduziram novas técnicas de cultivo agrícola na região e incentivaram o comércio. A primeira família italiana a chegar foi a de João Totti casado com Rosa Vichi, em fins de 1883 início de 1884.Depois, Lenzi em 1889; Pellegrinetti, Pagano e Salotti em 1894; Baldim, Bellato, Ciscon e Zanin em 1896; Pierrotti em 1898; Caovilla em 1901 e outras. Em 1920 foi instalado o serviço de iluminação nas ruas do povoado, com o excedente de energia gerada por uma usina do fazendeiro sr. Adamo Caovilla, italiano progressista e benemérito que muito contribuiu para o desenvolvimento de Ponte Alta. Em 1927 a Companhia Sulmineira de Eletricidade se instalou no distrito.

Famílias italianas, além das citadas, que residem ou residiram no município de Monsenhor Paulo: Calchetti, Gandini, Colla, Meneguello, Biagini, Savelli, Scottini, Petrucci, Romancini, Perencin , Basseto, Ferroni, Tomba, Papini, Tocacceli e Colasse.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município é mista, onde a pequena e média indústria convivem com a agricultura e a pecuária. O município conta com um parque industrial do ramo moveleiro - madeira -, que ao lado de indústrias de caixilhos empregam grande parte da população gerando renda e trabalho para os cidadãos e recursos para o município. O município ainda também com um moderno parque indústrial no ramo siderurgico, para o feitio de portas e janelas e fechaduras, onde esse emprega a maior parte da população de Monsenhor Paulo e de algumas cidades vizinhas. O município ainda conta com algumas empresas no ramo alimentício.

Acesso rodoviário[editar | editar código-fonte]

O município está ligado - 15 km - à rodovia federal Fernão Dias na altura do Trevo para Campanha. É muito próxima ao Circuito das Águas (Cambuquira, Lambari, Caxambu e São Lourenço).

Turismo[editar | editar código-fonte]

Na área do convívio social e do lazer são famosas as datas festivas, podendo citar as festas do Rosário, Paulense Ausente e a famosa festa do Rodeio, essas últimas acontecendo todo mês de julho.

Temperatura[editar | editar código-fonte]

  • Média anual: 25,9 °C
  • Média máxima anual: 35,3 °C
  • Média mínima anual: 4,5 °C
  • Índ. médio pluviométrico anual: 1593,2 mm

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. a b Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2013 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (4 de outubro de 2013). Visitado em 4 de fevereiro de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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