Monte Azul

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Município de Monte Azul
Bandeira de Monte Azul
Brasão de Monte Azul
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 4 de outubro
Fundação 4 de outubro de 1878
Gentílico monte-azulense [1]
Lema A esperança é azul.
Prefeito(a) Joaquim Gonçalves Sobrinho (PP)
(2009–2012)
Localização
Localização de Monte Azul
Localização de Monte Azul em Minas Gerais
Monte Azul está localizado em: Brasil
Monte Azul
Localização de Monte Azul no Brasil
15° 09' 18" S 42° 52' 30" O15° 09' 18" S 42° 52' 30" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Norte de Minas IBGE/2008 [2]
Microrregião Janaúba IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Espinosa, Mamonas, Gameleiras, Pai Pedro, Catuti, Mato Verde, Santo Antônio do Retiro,
Distância até a capital 668 [3] km
Características geográficas
Área 991,568 km² [4]
População 22 000 hab. Censo IBGE/2010[5]
Densidade 22,19 hab./km²
Altitude 582 m
Clima semiárido [6]  Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,657 médio PNUD/2000 [7]
PIB R$ 90 516,023 mil IBGE/2008[8]
PIB per capita R$ 3 944,23 IBGE/2008[8]
Página oficial

Monte Azul é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2006 era de 22.820 habitantes. O ponto mais alto do município é de 1820 metros, local: Serra Geral. [1]

História[editar | editar código-fonte]

A história de Monte Azul é fortemente marcada pela influência do Coronel Levi. A área do município já abrangeu outras pequenas cidades vizinhas, como Gameleiras e Mato Verde.

No último quartel do século XVIII, Dona Maria Rosária Pereira da Rocha, adquiriu ao Conde da Ponte, as terras de Boa Vista do Tremedal e São João do Pernambuco, doando uma gleba de terras para a construção de uma capela em honra à Senhora das Graças, em torno dessa capela formou-se o arraial de Boa Vista do Tremedal, que posteriormente viria a se chamar Monte Azul, no Estado de Minas Gerais. Maria Rosária Pereira da Rocha, era amante do Português Pompéo, que foi morto em companhia de seu enorme grupo de escravos e capangas, por um inimigo seu, por questões de terras. Maria Rosária e Pompéo tiveram uma filha que se casou com Joaquim Fernandes dos Anjos.

Em 4 de outubro de 1887, o município vem a ser fundado.

Economia[editar | editar código-fonte]

Historicamente, a agricultura da cidade se dava essencialmente pelo cultivo do algodão. Porém, com a praga dos "bicudos", essa prática tornou-se impossibilitada. Atualmente, a agropecuária é o setor forte da economia do campo. A carne bovina não tem um controle de qualidade 100%, porém os preços são bastante atraentes, considerados as médias nacionais.

Na cidade, o comércio teve um crescimento contundente nos últimos anos. Lojas de tecidos e confecções no varejo e no atacado. além de fábricas de roupas íntimas e de passeio tornaram Monte Azul um pólo regional no setor. Além disso, lojas de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos em geral foram atraídas para a cidade. O Mercado Municipal foi ampliado no primeiro mandato da gestão de José Edvaldo, e hoje, o segundo andar abrange um centro comercial promissor.

O mercado consumidor monteazulense é atraente, considerados os demais da região. Contudo, os níveis de IDH e PIB per capita são baixos em relação às demais regiões de Minas Gerais e do Sudeste do Brasil.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Monte Azul, apesar do clima e vegetação serem de transição entre os pertencentes ao Cerrado e Caatinga, é um município com muitas cachoeiras, cercadas de belíssimas serras. Entretanto, o turismo ecológico é praticamente inexplorado pelo governo da cidade. O máximo que se pode usufruir das belezas naturais monteazulinas é conseguido através dos acessos por estradas de terra e de "guias", que seriam próprios moradores da região.

Há prédios históricos como o a Prefeitura Municipal e o do Mercado Municipal. Além disso, no Centro Cultural podem ser encontradas várias obras de artistas naturais de Monte Azul.

Há dois clubes na cidade: o Automóvel Clube e o BNB Clube (Banco do Nordeste).

Anualmente, são realizados alguns eventos no Parque de Exposições, Tradicionalmente realiza-se a Exposição Agropecuária, que geralmente conta com leilòes bovinos,shows musicais, eposições artesanais, concurso de culinária, etc, atraindo grande parte da população regional, sem contar também com o famosíssimo Reveillon na Roça, que vem atraindo público de mais variadas cidades.

Fazem parte da cultura da cidade alguns "causos" e membros considerados folclóricos, como: Gêra Doido, Chico Pacu, Tutano, Noemia, Cota, Crispim, Lau, Chulé, entre outros.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. IBGE Cidades@. O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. distancias-bhmunicipios. Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  5. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. World Map of the Köppen-Geiger climate classification. World Map of the Köppen-Geiger climate classification. Institute for Veterinary Public Health. Página visitada em 24 de fevereiro de 2010.
  7. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  8. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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