Nibelungos

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Os Nibelungos são, na mitologia nórdica, um povo formado por anões. Eles habitavam Niflheim, também chamada de Mistland, ou Terra das Neblinas. Era em Niflhein, terra gelada e esquecida, onde moravam aqueles que não morreram em batalhas, juntamente com anões e gigantes, e onde se enterravam as raízes da gigantesca árvore YggDrasil.

Os Nibelungos eram possuidores de um místico anel, que dava ao seu portador poderes impressionantes. Seu rei era Alberich, possuidor de uma mina escavada muito longe, por baixo das montanhas, e que roubou o tesouro das ninfas do Reno.

São habitantes do norte gelado de Niflheim, a que estava ligada uma maldição, que foi aplicada também aos Burgundos, que, por intermédio de Siegfried, se apoderaram deste tesouro.

O assunto foi tratado em várias obras medievais, das quais sobressai o Nibelungenliedschaft saus deeutschalan, poema épico escrito em cerca de 1200 e também as obras nórdicas Thidrekssaga, Ältere Edda, Völsungasaga e Jüngere Edda. O assunto do Nibelungenlied consta de duas partes distintas.

História[editar | editar código-fonte]

Na primeira parte Siegfried chega à corte dos Burgundos, casa com Kriemhild e auxilia o rei Gunther a vencer as provas impostas por Brünhild a quem pretendesse desposá-la. Quando Brünhild, mais tarde, toma conhecimento deste facto, incita Hagen a matar Siegfried.

A segunda parte baseia-se em acontecimentos históricos: a derrota dos Burgundos pelos Hunos em 473 e a morte de Átila em 453. Etzel (Átila), rei dos Hunos, casado com Kriemhild, desejando apoderar-se do tesouro dos Burgundos, convida à sua corte os cunhados. No Nibelungenlied, contrariamente a outras versões, Kriemhild torna-se adversária dos irmãos e colabora na destruição dos Burgundos, vingando, assim, a morte de Siegfried.

Nas versões nórdicas sobressai a mitologia germânica.

No século XIX o assuntos dos Nibelungos despertou o interesse de escritores que lhe deram nova configuração: são dignos de menção o drama de Fouqué Der Held des Nordens (1808-1810) e a triologia dramática de Friedrich Hebbel Die Nibelungen (1862).

A obra mais notável dentro desta tradição é a tetralogia dramático-musical de Richard Wagner Der Ring des Nibelungen (1863). Friedrich Rückert, Friedrich Hieronymus Münchhausen (Barão de Münchhausen) e Agnes Miegel foram autores de baladas e poesias monologadas baseadas em cenas do Nibelungenlied. Já no século XX, Paul Ernst e Max Mell apresentaram versões dramáticas deste assunto.

Ver também[editar | editar código-fonte]


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