Jornalismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Notícia)
Ir para: navegação, pesquisa

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação.[1] Em uma sociedade moderna, os meios de comunicação tornaram-se os principais fornecedores de informação e opinião sobre assuntos públicos, mas o papel do jornalismo, juntamente com outras formas de mídia, está sofrendo modificações, decorrentes da expansão da Internet.[2]

Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista. O jornalista pode atuar em várias áreas ou veículos de imprensa, como jornais, revistas, televisão, rádio, websítios, weblogues, assessorias de imprensa, entre muitos outros.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiro jornal publicado no Brasil

O mais antigo jornal de que se tem notícia foi o Acta Diurna, que surgiu por volta de 69 a.C., a partir do desejo de Júlio Cesar de informar a população sobre fatos sociais e políticos ocorridos no império, como campanhas militares, julgamentos e execuções.[3] As notícias eram colocadas em grandes placas brancas expostas em local de grande acesso ao público. Na China, jornais escritos a mão surgiram no século VIII.[3]

A partir da invenção de Johannes Gutenberg, em 1447, surgiram os jornais modernos, que tiveram grande circulação entre comerciantes, para a divulgação de notícias mercantis. Havia ainda jornais sensacionalistas escritos a mão, como o que noticiou as atrocidades ocorridas na Transilvânia, feitas por Vlad Tsepes Drakul, mais conhecido como Conde Drácula.[3] Em Veneza, o governo lançou o Notizie scritte, em 1556, ao custo de uma pequena moeda que ficou conhecida como "gazetta".[3]

A publicação periódica iniciou-se na Europa Ocidental a partir do século XVII, como o ''Avisa Relation oder Zeitung'', surgido na Alemanha em 1609. O London Gazette, lançado em 1665, ainda mantém-se até a atualidade, agora como publicação oficial do Judiciário.[3] Esses jornais davam pouca atenção a assuntos nacionais, preferindo focar-se em fatos negativos ocorridos em outros países, como derrotas militares e escândalos envolvendo governantes.[3] Os assuntos locais passaram a ser mais abordados na primeira metade do século XVII, mas a censura era uma prática comum, não sendo possível noticiar algo que pudesse provocar insatisfação popular contra o governo. A primeira lei protegendo a liberdade de imprensa foi aprovada na Suécia em 1766.[3]

Com a invenção do telégrafo, em 1844, as notícias passaram a circular muito mais rapidamente, gerando uma grande mudança no jornalismo.[3] Em meados do século XIX, os jornais já eram o principal veículo de transmissão das informações, passando a surgir grandes grupos editoriais, que tinham grande capacidade de influência.

Nos anos 1920, o surgimento do rádio novamente transformou o jornalismo, o que voltou a acontecer a partir dos anos 1940 com o surgimento da televisão. A partir do fim dos anos 1990, a internet trouxe volume e atualização de informações sem precedentes.[3]

Notícia[editar | editar código-fonte]

Primeiro jornal publicado em português

A notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia. Fatos políticos, sociais, econômicos, culturais, naturais e outros podem ser notícia se afectarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado. Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística.

Quatro fatores principais influenciam na qualidade da notícia:

  1. Novidade: a notícia deve conter informações novas, e não repetir as já conhecidas
  2. Proximidade: quanto mais próximo do leitor for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do leitor
  3. Tamanho: tanto o que for muito grande quanto o que for muito pequeno atrai a atenção do público
  4. Relevância: notícia deve ser importante, ou, pelo menos, significativa. Acontecimentos banais, corriqueiros, geralmente não interessam ao público

Notícias chegam aos veículos de imprensa por meio de repórteres, correspondentes, agências de notícias e assessorias de imprensa. Eventualmente, amigos e conhecidos de jornalistas fornecem denúncias, sugestões de pauta, dicas e pistas, às vezes no anonimato, pelo telefone ou por "e-mail".

Nos Estados Unidos é comum a figura do news-hawk (gavião-de-notícia), uma espécie de informante-apurador contratado pelo jornal, que anda em busca de assuntos que potencialmente possam gerar notícias.

Trabalho do jornalista[editar | editar código-fonte]

Uma rotativa, máquina que imprime jornais

A atividade primária do Jornalismo é a observação e descrição de eventos, conhecida como reportagem

  • "O quê?" - O fato ocorrido.
  • "Quem?" - O personagem envolvido.
  • "Quando?" - O momento do fato.
  • "Onde?" - O local do fato.
  • "Como?" - O modo como o fato ocorreu.
  • "Por quê?" - A causa do fato.

A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.

O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades. O trabalho é normalmente dividido em quatro etapas distintas, cada qual com suas funções e particularidades: pauta, apuração, redação e edição.

  • A pauta é a seleção dos assuntos que serão abordados. É a etapa de escolha sobre quais indícios ou sugestões devem ser considerados para a publicação final.
  • A apuração é o processo de averiguar informação em estado bruto (dados, nomes, números etc.). A apuração é feita com documentos e pessoas que fornecem informações, chamadas de fontes. A interação de jornalistas com suas fontes envolve freqüentemente questões de confidencialidade.
  • A redação é o tratamento das informações apuradas em forma de texto verbal. Pode resultar num texto para ser impresso (em jornais, revistas e sites) ou lido em voz alta (no rádio, na TV e no cinema).
  • A edição é a finalização do material redigido em produto de comunicação, hierarquizando e coordenando o conteúdo de informações na forma final em que será apresentado. Muitas vezes, é a edição que confere sentido geral às informações coletadas nas etapas anteriores. No jornalismo impresso (jornais e revistas), a edição consiste em revisar e cortar textos de acordo com o espaço de impressão pré-definido. A diagramação é a disposição gráfica do conteúdo e faz parte da edição de impressos. No radiojornalismo, editar significa cortar e justapor trechos sonoros junto a textos de locução, o que no telejornalismo ganha o adicional da edição de imagens em movimento.

Estas três mídias citadas têm limites de espaço e tempo pré-definidos para o conteúdo, o que impõe restrições à edição. No chamado webjornalismo, ciberjornalismo ou "jornalismo online", estes limites teoricamente não existem.

A inexistência destes limites começa pela potencialidade da interação no jornalismo online, o que provoca um borramento entre as fronteiras que separam os papéis do emissor e do receptor, anunciando a figura do interagente. Esta prática tem se difundido como "jornalismo open source", ou o jornalismo de código aberto, onde informações são apuradas, redigidas e publicadas pela comunidade sem a obrigação de serem submetidas às rígidas rotinas de produção e às estruturas organizacionais das empresas de comunicação.

De acordo com a pesquisadora Catarina Moura, da Universidade da Beira Interior (Portugal), Jornalismo Open Source "implica, desde logo, permitir que várias pessoas (que não apenas os jornalistas) escrevam e, sem a castração da imparcialidade, deem a sua opinião, impedindo assim a proliferação de um pensamento único, como o pode ser aquele difundido pela maioria dos jornais, cuja objectividade e imparcialidade são muitas vezes máscaras de um qualquer ponto de vista que serve interesses mais particulares que apenas o de informar com honestidade e isenção o público que os lê".[4]

Mídias e veículos de imprensa[editar | editar código-fonte]

Coletiva de imprensa sobre informações do Voo 447 com repórteres do mundo todo.

O Jornalismo é realizado em uma grande variedade de mídias: jornais, televisão, rádio e revistas, além do mais recente jornalismo online na Internet. Cada tipo de mídia define um determinado suporte, ou seja: papel, som, celulóide ou vídeo, por radiodifusão ou teledifusão eletrônicas.

Mídia Veículos
impresso jornais, revistas
digital portais, websites, revistas em CD-ROM, boletins por e-mail, vídeos para sites
televisão emissoras e redes de TV
rádio emissoras de rádio, webrádios

Ver também Jornalismo online, Telejornalismo e Radiojornalismo

Funções jornalísticas[editar | editar código-fonte]

As funções que os jornalistas podem exercer na profissão variam de mídia para mídia, de canal para canal e de veículo para veículo. Às vezes a mesma função recebe nomes distintos em empresas diferentes. Basicamente, as três funções fundamentais são a reportagem (coleta de informações), a redação (organização destas em texto) e a edição (seleção e hierarquização das informações no produto final).

Função Impresso Rádio TV Digital
Edição Editor, Editor-Chefe, Sub-Editor Editor Editor Editor, Editor de Capa
Redação Redator, Articulista, Colunista, Crítico, Revisor Redator Editor de Texto Webwriter (Editor de Página), Redator
Reportagem Repórter, Apurador, Pauteiro Repórter Repórter, Video repórter, Produtor Repórter
Imagens Fotógrafo, Editor de Imagem ---- Cinegrafista
Apresentação ---- Locutor Apresentador
Formatação Diagramador Editor de Som Editor de Imagens
Arte Infografista, Ilustrador, Cartunista Sonoplasta Videografista
Técnica Gráfico Operador de áudio Iluminador Programador

Funções auxiliares:

Funções extra-redação:

O texto jornalístico[editar | editar código-fonte]

Durante décadas, a máquina de escrever foi símbolo do jornalismo

O produto da atividade jornalística é geralmente materializado em textos, que recebem diferentes nomenclaturas de acordo com sua natureza e objetivos. Uma matéria é o nome genérico de textos informativos resultantes de apuração, incluindo notícias, reportagens e entrevistas. Um artigo é um texto dissertativo ou opinativo, não necessariamente sobre notícias, e nem necessariamente escrito por um jornalista.

Redatores geralmente seguem uma técnica para hierarquizar as informações, apresentando-as no texto em ordem decrescente de importância. Esta técnica tem o nome de pirâmide invertida, pois a "base" (lado mais largo, mais importante) fica para cima (início do texto) e o "vértice" (lado mais fino, menos relevante) fica para baixo (fim do texto). O primeiro parágrafo, que deve conter as principais informações da matéria, chama-se "lead" (do inglês, principal). O texto é geralmente subdividido em "capítulos" agrupados por tema, chamados retrancas e sub-retrancas, ou matérias coordenadas.

O conjunto de técnicas e procedimentos específicos para a atividade de redação jornalística é chamado de técnica de redação.

As matérias apresentam, quase sempre, relatos de pessoas envolvidas no fato, que servem para tanto validar (por terceiros) as afirmativas do jornal (técnica chamada de documentação) quanto para provocar no leitor a identificação com um personagem (empatia). No jargão jornalístico, os depoimentos destes personagens chamam-se aspas.

Apesar de as matérias serem geralmente escritas em estilo sucinto e objetivo, devem ser revisadas antes de serem publicadas. O profissional que exerce a função de revisão, hoje figura rara nas redações, é chamado de revisor ou copy-desk.

Tipos de texto jornalístico[editar | editar código-fonte]

  • notícia - de carácter objectivo, composto pelo Lead e o corpo da notícia:
    • No Lead tenta-se responder a seis perguntas: quem , o quê , onde , quando , porque ,como , a ausência destas pode dever-se a dados não apurados;
    • No corpo da notícia desenvolve-se gradualmente a informação em cada parágrafo, por isso a informação é cada vez mais elaborada, detalhada.
  • matéria - todo texto jornalístico de descrição ou narrativa factual. Dividem-se em matérias "quentes" (sobre um fato do dia, ou em andamento) e matérias "frias" (temas relevantes, mas não necessariamente novos ou urgentes). Existem ainda os seguintes subtipos de matérias:
    • matéria leve ou feature - texto com informações pitorescas ou inusitadas, que não prejudicam ou colocam ninguém em risco; muitas vezes este tipo de matéria beira o entretenimento
    • suíte - é uma matéria que dá seqüência ou continuidade a uma notícia, seja por desdobramento do fato, por conter novos detalhes ou por acompanhar um personagem
    • perfil - texto descritivo de um personagem, que pode ser uma pessoa ou uma entidade, um grupo; muitas vezes é apresentado em formato testemunhal
    • entrevista - é o texto baseado fundamentalmente nas declarações de um indivíduo a um repórter; quando a edição do texto explicita as perguntas e as respostas, seqüenciadas, chama-se de ping-pong
  • opinião ou editorial - reflete a opinião apócrifa do veículo de imprensa (não deve ser assinado por nenhum profissional individualmente)
  • artigo - texto eminentemente opinativo, e geralmente escrito por colaboradores ou personalidades convidadas (não jornalistas)
  • crônica(br) ou crónica(pt) - texto que registra uma observação ou impressão sobre fatos cotidianos; pode narrar fatos em formato de ficção
  • nota - texto curto sobre algum fato que seja de relevância noticiosa, mas que apenas o lead basta para descrever; muito comum em colunas
  • chamada - texto muito curto na primeira página ou capa que remete à íntegra da matéria nas páginas interiores
  • texto-legenda - texto curtíssimo que acompanha uma foto, descrevendo-a e adicionando a ela alguma informação, mas sem matéria à qual faça referência; tem valor de uma matéria independente

Editorias e Cadernos[editar | editar código-fonte]

O trabalho em redações jornalísticas é geralmente dividido entre editorias temáticas, agrupando os assuntos mais comuns do noticiário. Assim como a classificação dos assuntos adequados a cada editoria pode variar.

Em jornais diários, as editorias podem ser organizadas em Cadernos e Suplementos, que são fascículos de encadernação separada incluídos no conjunto publicado e de periodicidade predeterminada.

Jornais diários de grande circulação e revistas de informação geral normalmente têm as seguintes editorias, que podem também ser tratadas em publicações especializadas:

  • Geral - não exatamente uma editoria, mas o departamento e a equipe de reportagem e redação que tratam de assuntos diversos, como acidentes, cataclismos, intempéries, tragédias e até crimes (estes normalmente reservados para a página Policial);
  • Local ou Cidade - assuntos de interesse local ou regional;
  • Nacional ou País - assuntos de outras localidades do país;
  • Política - às vezes, agrupada com a anterior;
  • Polícia (conhecida como "RePol") - crimes e assuntos de segurança, às vezes incluindo também ações de Defesa Civil e Bombeiros;
  • Internacional - assuntos diversos de política internacional, relações externas, diplomacia, economia internacional, cultura estrangeira e ainda assuntos diversos (como os da Geral) desde que ocorridos no exterior;
  • Economia - notícias relacionadas às atividades produtivas do país, região ou cidade onde se localiza o jornal, subdivididas em sub-editorias:
    • Macroeconomia - políticas de Estado para economia, comércio internacional, diretrizes nacional e internacionais; câmbio e divisas, políticas de integração regional;
    • Mercado Financeiro - indicadores financeiros, mercado de ações, bancos;
    • Empresas - negociações entre empresas, balanços, expectativas de faturamento;
  • Cultura - todas as manifestações culturais da sociedade, Cinema, Teatro, Literatura, Artes Plásticas, Televisão, Música, Quadrinhos, etc.;
  • Ciência & Tecnologia - temas de interesse acadêmico-científico e de tecnologia industrial; pesquisas e descobertas científicas, inovações tecnológicas, economia e empresas de setor de alta tecnologia;
  • Esporte - todas as modalidades esportivas, competições, contratações, treinamentos e variedades sobre atletas e personalidades do Esporte;
  • Turismo - roteiros de viagem, serviços sobre destinos turísticos;
  • Automobilismo - automóveis e outros veículos motorizados, incluindo aquáticos, como lanchas e jet-skis; às vezes, inclui-se até aviação;
  • Comportamento, Saúde, Família e Moda - assuntos diversos sobre comportamento social, consumo, relacionamentos, saúde e medicina;
  • Educação e Vestibular - temas educacionais, pedagógicos e educativos, auxílio a material didático e pesquisa escolar, calendários de provas de acesso universitário e concursos públicos;
  • Infantil e Feminino - cadernos especializados em assuntos estereotipadamente associados a gênero e faixa etária;
  • Coluna Social ou Imprensa Rosa - notas e comentários sobre vida em sociedade, geralmente sobre indivíduos de alto poder aquisitivo e "celebridades";
  • Classificados, Imóveis e Empregos - anúncios pequenos, geralmente pagos por indivíduos.

Jornais de grande porte também costumam ter editores específicos para a Arte e a Fotografia.

Situação dos jornalistas no mundo[editar | editar código-fonte]

Em diversos países de regime democrático, o trabalho jornalístico é protegido por lei ou pela constituição. Isto inclui, muitas vezes, o direito de o jornalista preservar em segredo a identidade de suas fontes, mesmo quando interpelado judicialmente.

O artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem estabelece normas para a liberdade de expressão e de imprensa.

No entanto, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (Reporters Sans Frontières), 42 jornalistas foram mortos no ano de 2003, principalmente na Ásia, enquanto outros 766 estavam presos.

O futuro do jornalismo passa pela adequação dos profissionais da área às novas mídias emergentes. Todo bom profissional não poderá deixar de observar esses novos meios. O profissional tem de se adaptar aos novos mecanismos das tecnologias, além disso ele precisa ser polivalente para continuar no mercado.

A independência dos profissionais da área tem sido um grande debate, o que pode ser observado no livro "O que é Jornalismo" (Brasiliense, 1980), de Clóvis Rossi.

"Jornalismo, independentemente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos: leitores, telespectadores ou ouvintes. Uma batalha geralmente sutil e que usa uma arma de aparência extremamente inofensiva: a palavra, acrescida, no caso da televisão, de imagens. Entrar no universo do jornalismo significa ver essa batalha por dentro, desvendar o mito da objetividade, saber quais são as fontes, discutir a liberdade de imprensa no Brasil."

Em 2011 a Turquia se tornou o país com maior número de jornalistas presos.[5]

Situação dos jornalistas no Brasil[editar | editar código-fonte]

O primeiro sindicato de jornalistas no Brasil foi fundado em 1934, na cidade de Juiz de Fora. Quatro anos depois, houve a primeira regulamentação da profissão. Conforme disposto na Lei de Imprensa de 9 de fevereiro de 1967, o diploma de curso superior de Jornalismo foi obrigatório para o exercício da profissão, por força de lei, até a exigência ser extinta por determinação do Supremo Tribunal Federal em 2009. Atualmente, há cerca de 120 cursos de graduação na área, formando quase 5.000 jornalistas a cada ano em todo o país. Diversas empresas de comunicação, para cortar custos, têm substituído jornalistas experientes por recém-formados ou estagiários, que recebem pagamento menor para executar o mesmo trabalho. Muitos sindicatos brasileiros reclamam que o excesso de mão-de-obra disponível provoca a desvalorização dos salários da categoria.

Segundo cadastro da Federação Nacional de Jornalistas — entidade que reúne todos os sindicatos de jornalistas brasileiros — havia cerca de 20 mil jornalistas com carteira assinada (empregados) no Brasil em 2003. Destes, mais de 6.300 (30%) estavam no estado de São Paulo.

De acordo com pesquisa do Sindicato dos Jornalistas paulista, com base em dados de 1999 do Ministério do Trabalho, a remuneração média paga aos profissionais da categoria no país era de R$ 1.988 (ou US$ 710). A melhor média salarial era dos funcionários de agências (US$ 982), seguidos pelos jornalistas de jornais (US$ 727), revistas (US$ 622), televisão (US$ 616), assessores de imprensa (US$ 256) e os radialistas (US$ 203).

Periódicos em português[editar | editar código-fonte]

De países que têm o português como idioma oficial ou principal:

Periódicos em outras línguas[editar | editar código-fonte]

Jornalistas lusófonos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Jornalismo - Guia do Estudante (em português). Guia do Estudante: Revista Abril. Página visitada em 11 de maio de 2012.
  2. What are news values­ (em inglês). Owen Spencer. Página visitada em 11 de maio de 2012.
  3. a b c d e f g h i Associação Nacional dos Jornais. Jornais:Breve história. Página acessada em 31/07/2010.
  4. Catarina Moura, Universidade da Beira Interior: O Jornalismo na era "Slashdot" Janeiro de 2002, recuperado 24 de Agosto 2011
  5. Turquia é o país com maior número de jornalistas presos (em português). Folha Online. Página visitada em 11 de maio de 2012.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ABRAMO, Cláudio. A Regra do Jogo, São Paulo: Companhia das Letras, 1988
  • ALTMAN, Fábio (org.). A Arte da Entrevista, São Paulo: Scritta, 1995
  • AMOROSO LIMA, Alceu. O Jornalismo como Gênero Literário, São Paulo: Edusp, 1990
  • AUBENAS, Florence & BENASAYAG, Miguel. La Fabrication de L'Information: les journalistes et l'idéologie de la communication, Paris: La Découverte, ano?
  • BADARÓ, Líbero. Liberdade de Imprensa, São Paulo: Parma, 1981
  • BOND, Fraser. Introdução ao jornalismo, Rio de Janeiro: Agir, 1962
  • BONNER, William. "Jornal Nacional. Modo de fazer" , Rio de Janeiro, 2009
  • BUCCI, Eugênio. O peixe morre pela boca, São Paulo: Scritta, 1993
  • CAPOTE, Truman. A Sangue Frio, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1966.
  • COIMBRA, Oswaldo. O Texto da Reportagem Impressa, São Paulo: Ática, 1993.
  • DIMENSTEIN, Gilberto, e KOTSCHO, Ricardo. A Aventura da Reportagem, São Paulo: Summus
  • DINES, Alberto. O Papel do Jornal, São Paulo: Summus, 1986
  • FUSER, Igor. A Arte da Reportagem, São Paulo: Scritta, 1996
  • KOTSCHO, Ricardo. A Prática da Reportagem, São Paulo: Ática, 1986
  • LAGE, Nilson. Estrutura da notícia, São Paulo: Ática, 1985
  • LAGE, Nilson. A reportagem - Teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística, Rio de Janeiro: Record, 2001.
  • LUSTOSA, Elcias. O texto da notícia, Brasília: UnB, 1996.
  • MARX, Karl. A Liberdade da Imprensa, Porto Alegre: L&PM, 1980
  • MEDINA, Cremilda. Notícia, um produto à venda, São Paulo: Alfa-Ômega, 1978.
  • MELO, José Marques de. Normas de Redação de Cinco Jornais Brasileiros, 1972, USP
  • RODRIGUES, Marcus Vinicius. O Papel do Web Jornal, Porto Alegre: EdiPUC-RS.
  • RUFFIN, François. Les Petits Soldats du Journalisme, Paris: Les Arènes, ano?
  • SODRÉ, Muniz e FERRARI, Maria Helena. Técnica de Redação: o texto no jornalismo impresso, Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982.
  • SODRÉ, Muniz e FERRARI, Maria Helena. Técnica de Reportagem: notas sobre a narrativa jornalística, São Paulo: Summus, 1986.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Movimentos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Jornalismo