Orientação sexual egodistônica

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Orientação sexual egodistônica
Egodistônico (ego= eu ; distônico = em conflito) significa estar em conflito consigo mesmo.
Classificação e recursos externos
CID-10 F66.1
CID-9 302.0
Star of life caution.svg Aviso médico

Orientação sexual egodistônica é uma condição egodistônica caracterizada por um indivíduo ciente de sua preferência sexual, mas deseja uma orientação sexual diferente por causa de transtornos psicológicos e comportamentais associados e pode procurar tratamento para alterá-la.[1]

O dicionário de saúde mental da OMS, CID-10, ressalta que homossexualidade, bissexualidade e transexualidade NÃO são transtornos nem doenças. O que caracteriza esse distúrbio está restrito ao sofrimento e ansiedade do indivíduo em lidar com seus proprios desejos sexuais.[2] Cabe aos profissionais de saúde ajudar o indivíduo a se conhecer melhor e entender os reais motivos causadores de suas angustias e sofrimentos interiores.

Causa[editar | editar código-fonte]

Ainda não há consenso sobre o que causa atração sexual diferente da heterossexual, mas é consenso entre o conselho de psicólogos americanos que NÃO é causada por famílias disfuncionais, nem por abuso sexual na infância ou distúrbios psicológicos.[3]

Mas porem Segundo Freud, a homossexualidade se explica por uma saída "negativa" do complexo de Édipo. Quando o pai da criança não consegue impor limites ao filho, que é naturalmente mais apegado à mãe; o filho não passa a se voltar para as características do pai, e interioriza as características femininas da mãe, inclusive seu objeto de desejo, o homem. Freud cita a relação "pai passivo/mãe dominadora" para este novo triângulo.

Isto se explica pois, uma relação de pai passivo e uma mãe super-protetora, faz com que o pai não consiga "vencer" a disputa com o filho, pela "posse" da exclusividade da mãe. O filho sofre então uma maior tendencia a torna-se homossexual.

É esta a coluna mestra, na teoria de Freud, para uma pessoa se tornar homossexual.

Alguns psicoterapeutas hoje, adaptaram esta teoria pra realidade de decadência moral e ética de nosso tempo, alegando que o comportamento homossexual NÃO é causada por famílias disfuncionais, nem por abuso sexual na infância ou distúrbios psicológicos. Porem muitos sabem que se trata de processo de triangulação entre pai mãe e filho. A criança entra numa "crise de triangulação", na segunda infância por volta dos 4 anos, quando ela se sente ou não rejeitada, quando descobre que além de uma relação entre ela (a criança) e a mãe, há também uma relação entre os dois, pai e mãe.

Prevalência[editar | editar código-fonte]

É estimado que cerca de 6 a 10% da população tenham uma orientação diferente da heterossexual.[4] Sendo aproximadamente 3 vezes mais comum entre o sexo masculino do que entre o sexo feminino. A dificuldade em aceitar a atração sexual diferente da norma depende da cultura, sendo mais difícil em sociedades mais conservadoras e mais fácil em sociedades mais liberais. Logo em sociedades conservadoras quase a totalidade dos LGBT sofrem durante o processo de aceitação. [5]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Nenhum dos métodos que prometem mudar a orientação sexual são reconhecidos como eficazes pelos órgãos oficiais de psicologia (CFP) nem de medicina (CFM) nem pela Organização Mundial de Saúde OMS, pois os estudos mostram que eles apenas levam o indivíduo a reprimir seu desejos e provocam mais conflitos e sofrimentos.[6]

É portanto proibido a médicos e psicólogos o uso de tais métodos como tratamento. Também é proibido divulgar tais técnicas como terapias médicas ou psicológicas. Os profissionais que o fizerem devem ser denunciados ao conselho regional profissional (CRM para médicos ou CRP para psicólogos) para serem punidos.[7] [8]

Médico[editar | editar código-fonte]

O Código de Ética Médica proíbe ao médico[8] :

  • Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto.
  • Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo.

Logo o tratamento médico deve ajudar o paciente a se sentir melhor consigo mesmo e a tratar transtornos psiquiátricos como depressão maior e disfunção sexual que estejam ligados ao quadro. O tratamento pode incluir prescrever terapias hormonais, cirurgia para mudança de sexo e aprovar a mudança de nome no caso de pacientes que se revelem transexuais.[9]

Psicológico[editar | editar código-fonte]

A recomendação dos CFP são[7] : *Art. 1° - Os psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da profissão notadamente aqueles que disciplinam a não discriminação e a promoção e bem-estar das pessoas e da humanidade.

  • Art. 2° - Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas.
  • Art. 3° - os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
  • Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
  • Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

O psicólogo deve ajudar o paciente se sentir bem consigo mesmo e se realizar sexualmente, não repreendê-lo e estimular que reprima seus desejos. É anti-ético (e ilegal) embasar a terapia em motivos religiosos, mesmo que as crenças sejam compartilhadas pelo paciente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências