Oxigenação por membrana extracorpórea

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Em medicina intensiva, a oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) é uma técnica médica extracorpórea usada para fornecer suporte de oxigênio para coração e pulmões em pacientes nos quais estes órgãos estão com a função muito prejudicada. É utilizada para se conseguir a depuração de dióxido de carbono e oxigenação do sangue de forma independente do pulmão nativo.

Esta técnica tem semelhanças com a máquina coração-pulmão utilizada no bloco operatório pela Cirurgia Cardíaca. O seu uso no recém-nascido e na criança pequena está melhor documentado do que no adulto.

O uso no adulto foi objecto de um estudo prospectivo e randomizado (CESAR) comunicado no congresso da SCCM em 2008 no Havai e publicado na Lancet em 2009. Este estudo confirmou a experiencia clínica crescente que era favorável ao seu uso em sub-grupos de doentes.

História[editar | editar código-fonte]

A sua introdução nos países de língua portuguesa ocorreu em São Paulo em 2005 e em Lisboa (Hospital de Santa Cruz) em 2006.

A utilização do ECMO como pulmão artificial conheceu um grande crescimento no ano de 2009 durante a pandemia do vírus da gripe A (H1N1). Em meados de Janeiro 2010, tem Alta do Hospital de S. João (Porto, Portugal) o primeiro doente tratado com ECMO VV por pneumonia pelo vírus H1N1 em Portugal. Atualmente vem sendo utilizada e difundida por um grupo da Universidade de Toronto (Canadá), no controle do suporte ventilatório das vitimas do incêndio em Santa Maria - RS.