Percepção visual

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Percepção visual, no sentido da psicologia e das ciências cognitivas é uma de várias formas de percepção associadas aos sentidos. É o produto final da visão consistindo na habilidade de detectar a luz e interpretar (ver) as consequências do estímulo luminoso, do ponto de vista estético e lógico.

Na estética, entende-se por percepção visual um conhecimento teórico, descritivo, relacionado à forma e suas expressões sensoriais. Um tipo de talento, uma característica desenvolvida como uma habilidade de um escultor ou pintor que diferencia os pontos relevantes e não-relevantes de sua obra. Para que depois de pronta - em uma análise mais detalhada - possa explicar os atributos ali contidos.

Teorias da percepção visual[editar | editar código-fonte]

O maior problema no estudo da percepção visual é que o que as pessoas vêem não é uma simples tradução do estímulo da retina (ou seja, a imagem na retina). Assim, pessoas interessadas na percepção têm tentado há muito tempo explicar o que o processamento visual faz para criar o que realmente vemos.

Inferência inconsciente[editar | editar código-fonte]

Hermann von Helmholtz é frequentemente citado como o fundador do estudo científico da percepção visual. Helmholtz sustentava que a visão é uma forma de inferência inconsciente: visão é uma questão de derivar uma interpretação provável a partir de dados incompletos.

Inferência requer assunções prévias sobre o mundo: dois fatos que sabidamente são assumidos no processamento de informações visuais é que a luz vem de cima e que objetos são vistos de cima e não de baixo. O estudo de ilusões de óptica (casos em que o processo de inferência falha) lançaram muita luz sobre que tipo de informações são presumidas pelo sistema visual.

A hipótese da inferência inconsciente foi recentemente retomada nos chamados "Estudos Bayesianos" de percepção visual. Proponentes dessa abordagem consideram que o sistema visual executa alguma forma de inferência bayesiana para derivar uma percepção do estímulo sensorial. Modelos baseados nesta idéia têm sido usados para descrever vários subsistemas visuais, tais como a percepção de movimento e de profundidade. Uma introdução pode ser encontrada em Mamassian, Landy & Maloney (2002). Ver [1] para um tutorial não matemático destas idéias gerais (em inglês).

Teoria da Gestalt[editar | editar código-fonte]

A psicologia da Gestalt em trabalhos das décadas de 1930 e 1940 levantou muitas das hipóteses que são estudadas pelos cientístas da visão atualmente.

As leis de organização da Gestalt têm guiado os estudos sobre como as pessoas percebem componentes visuais como padrões organizados ou conjuntos, ao invés de suas partes componentes. Gestalt é uma palavra alemã que significa "configuração" ou "padrão". De acordo com essa teoria, há seis fatores principais que determinam como nós agrupamos coisas de acordo com a percepção visual.

Proximidade[editar | editar código-fonte]

Os objetos mais próximos entre si são percebidos como grupos independentes dos mais distantes. Na figura abaixo há quatro grupos, sendo que os três grupos da direita ainda podem ser agrupados entre si, distinguido-se do grupo da esquerda.

Gestalt ley de proximidad.png

Similaridade ou semelhança[editar | editar código-fonte]

No desenho abaixo, é mais fácil distinguir linhas (e não colunas), parecendo que os círculos brancos se agrupam entre si, o mesmo acontecendo com os negros, apesar de a distância entre as linhas e entre as colunas ser a mesma.

Gestalt ley de semejanza.png

Fechamento[editar | editar código-fonte]

Nossos cérebros adicionam componentes que faltam para interpretar uma figura parcial como um todo.

Gestalt ley de cierre.png

Simetria[editar | editar código-fonte]

Elementos simétricos são mais facilmente agrupados em conjuntos que os não simétricos. Na figura abaixo as duas figuras da esquerda, simétricas são mais facilmente percebidas como um grupo, que o par da direita, em que uma das figuras não é simétrica.

Symmetry.jpg

Destino comum[editar | editar código-fonte]

Itens movendo-se no mesmo sentido são mais facilmente agrupados entre si.

Continuidade[editar | editar código-fonte]

Uma vez que um padrão é formado, é mais provável que ele se mantenha, mesmo que seus componentes sejam redistribuídos.

Também já foi demonstrado que certas diferenças individuais, como a acuidade visual ou habilidades espaciais também podem afetar a percepção visual. Há também outros fatores que podem influenciar a interpretação das coisas vistas, como a personalidade, estilos cognitivos, sexo, ocupação, idade, valores, atitudes, motivação, crenças, etc. Conceito

É o complemento de uma idéia sugerida pelo autor da propaganda despertando em quem vê, o desejo de possuir objeto.

É o estimulo que o cérebro recebe para imaginar como o comercial seria completado se bem elaborado cria a necessidade do consumidor.

Os consumidores tendem a perceber os objetos como o todo e o cérebro dá continuidade ao que está incompleto. A percepção é a imagem mental que se forma com a ajuda das experiências e das necessidades. E o resultado de um processo de seleção é interpretação das sensações.

Ex: Quando lemos algumas frases, logo completamos com o que vem em seguida:

Água mole em pedra dura........... (tanto bate até que fura)

Pau que nasce torto .................... (nunca se endireita)

Casa de ferreiro............................ (espeto é de pau)

Psicologia ecológica[editar | editar código-fonte]

O psicólogo James J. Gibson desenvolveu um modelo teórico da visão que difere radicalmente do de Helmholtz. Gibson considera que há percepção visual suficiente em ambientes normais para proporcionar uma percepção verdadeira (percepção acurada do mundo). Gibson troca, em sua teoria, a inferência pela coleta de informações. Apesar da maior parte dos pesquisadores atualmente se sentirem mais próximos da teoria da inferência inconsciente de Helmholtz, as teorias de Gibson têm um papel importante na identificação do tipo de informação que está disponível ao sistema visual.

Tipos de percepção visual[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Este artigo tem grande parte de seu conteúdo baseado na edição em inglês. As referências abaixo foram utilizadas na elaboração do artigo original.

Arnheim Rudolph (1954). Art and Visual Perception: A Psychology of the Creative Eye. Berkeley: University of California Press. Barlow H, Blakemore C (1990/1991) Images and Understanding, Cambridge, UK, Cambridge University Press. Helmholtz Hermann Von (2000), reprinted from 1865/1866 edition, The Treatise On Physiolological Optics, Thoemmes Continuum. Kleine-Horst Lothar (2001). Empiristic Theory of Visual Gestalt Perception. Hierarchy and Interactions of Visual Functions. Koeln: Enane. ISBN 3-928955-42-X Palmer Stephen E., (1999) Vision Science: Photons To Phenomenology, Bradford Books. Purves D, Lotto B, (2003) Why We See What We Do: An Empirical Theory of Vision, Sunderland, MA: Sinauer Associates. Rodieck RW, (1998) The First Steps In Seeing, Sunderland, MA: Sinauer Associates.

Ver também[editar | editar código-fonte]