Perseidas

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Uma perseida sobre o fundo da Via Láctea

As Perseidas ou Perséiades são uma prolífica chuva de meteoros1 associada ao cometa Swift-Tuttle.2 São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde parecem vir, o radiante, localizado na constelação de Perseus. As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa um rasto de meteoros. Neste caso o rasto é denominado de nuvem Perseida e estende-se ao longo órbita do cometa Swift-Tuttle. A nuvem consiste em partículas ejectadas pelo cometa durante a sua passagem perto do Sol. A maior parte do material presente na nuvem actualmente, tem aproximadamente 1.000 anos. No entanto, existe um filamento relativamente recente de poeiras neste rasto proveniente da passagem do cometa em 1862.

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Observação [editar]

O fenômeno é visível anualmente a partir de meados de Julho, registrando-se a maior atividade entre os dias 8 e 14 de Agosto, ocorrendo o seu pico por volta do dia 12. Durante o pico, a taxa de estrelas cadentes pode ultrapassar as 60 por hora. Podem ser observadas ao longo de todo o plano celeste, mas devido à trajectória da órbita do cometa Swift-Tuttle, são observáveis essencialmente no Hemisfério Norte.

A famosa chuva de estrelas das Perseidas tem sido observada ao longo dos últimos 2.000 anos, com a primeira descrição conhecida deste fenômeno registrada no Extremo Oriente no ano 36.3 Na Europa recém cristianizada, as Perseidas tornaram-se conhecidas como Lágrimas de São Lourenço.4

De forma a viver esta experiência ao máximo, a chuva deverá ser observada numa noite limpa e sem lua, a partir de um ponto afastado das grandes concentrações urbanas, onde o céu não se encontre afectado pela poluição luminosa. As Perseidas possuem um pico relativamente grande, pelo que o fenómeno pode ser observado ao longo de várias noites. Em qualquer uma destas, a actividade começa lentamente ao anoitecer, aumentando subitamente por volta das 23h, quando o radiante atinge uma posição celeste relativamente elevada. A taxa de meteoros aumenta de forma contínua ao longo da noite, atingindo o pico pouco antes do amanhecer, aproximadamente 1½ a 2 horas antes do nascer do sol.

2007 [editar]

As Perseidas atingiram o seu pico na noite de Lua nova de Domingo para Segunda (12-13 de Agosto), e puderam ser observadas de qualquer ponto no Hemisfério Norte. O seu ponto radiante situou-se perto do limite entre as constelações de Perseus e Cassiopeia.

A taxa de meteoros, para um observador num local escuro nas latitudes temperadas do Hemisfério Norte, aumentou entre 30 por hora nas primeiras horas do Sábado, 11 de Agosto, passando a 45 por hora no Domingo, dia 12 de manhã e cerca de 80 por hora antes da aurora de Segunda-feira, dia 13.

2008 [editar]

As Perseidas voltaram a estar activas entre 17 de Julho e 24 de Agosto de 2008,5 sendo que o seu pico foi atingido no dia 13 de Agosto.6

2009 [editar]

Em 2009 as Perseidas voltaram a estar activas a partir do dia 14 de Julho. O pico de actividade deu-se nos dias 11 e 12 de Agosto.7 Nessa data o Google comemorou o evento colocando um logótipo temático mostrando a chegada das Perseidas desse ano.

2010 [editar]

Em 2010, essa chuva de meteoros começou por volta do dia 23 de julho e continuou até o dia 20 de agosto.8 Durantre a madrugada do dia 13 de agosto, o fenómeno pôde ser observado a olho nu em muitas partes do mundo, principalmente no Hemisfério Norte.9 Nesse ano, o período de máxima intensidade das Perseidas coincidiu com uma conjunção entre a Lua e os planetas Vênus, Saturno e Marte, um evento que também pode ser observado sem a ajuda de um telescópio.10

Ver também [editar]

Referências

  1. Na mitologia Grega, as Perséiades, que reivindicaram Perseus como progenitor, eram uma dinastia de Argos.
  2. Chuvas de meteoros em agosto. Página visitada em 13 de agosto de 2010.
  3. KRONK, Gary W.. Observing the Perseids (em inglês). Página visitada em 14 de agosto de 2010.
  4. VENTUROLI, Thereza (agosto de 1999). Lágrimas celestiais sobre sua cabeça. Superinteressante. Página visitada em 13 de agosto de 2010.
  5. IMO Meteor Shower Calendar 2008. www.imo.net. Página visitada em 2009-08-12.
  6. Perseids 2008: visual data quicklook. www.imo.net. Página visitada em 2009-08-12.
  7. NASA - The 2009 Perseid Meteor Shower. science.nasa.gov. Página visitada em 2009-08-12.
  8. Perseid Fact File (em inglês). Página visitada em 14 de agosto de 2010.
  9. Chuva de meteoros teve melhor visibilidade no Hemisfério Norte. eBand (13 de agosto de 2010). Página visitada em 14 de agosto de 2010.
  10. PHILLIPS, Tony (5 de agosto de 2010). Planets Align for the Perseid Meteor Shower (em inglês). NASA. Página visitada em 14 de agosto de 2010.

Ligações externas [editar]