Placa bacteriana

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Biofilme aderido na superfície de dentes incisivos

Em odontologia, a placa bacteriana, ou biofilme, também referida como placa dental, é o acúmulo de bactérias da flora/ microbiota bucal sobre a superfície dos dentes e que é o fator determinante para que ocorra a cárie e a doença periodontal.

Esse acúmulo é mais intenso nos locais onde a higiene bucal não está sendo feita de maneira adequada.

Dentre os vários tipos de microrganismos presentes na placa, destaca-se o Streptococcus mutans. Este grupo de bactérias é capaz de resistir a um ambiente ácido, comum na boca de quem consome açúcar com muita frequência, o que a favorece em uma competição com as demais bactérias que vivem na placa. O Streptococcus mutans metaboliza o açúcar consumido e produz ácidos que agem na estrutura mineral do dente, destruindo-a e formando cavidades chamadas cáries. A placa bacteriana é um meio biofilme ainda não mineralizado, mas com o decorrer do tempo, do metabolismo microbiano e alguns fatores ligados a gás carbônico, este biofilme se mineraliza aos poucos, tornando-se um cálculo dentário, também chamado de tártaro. Enquanto placa bacteriana, é possível removê-la com uma técnica de escovagem adequada e frequente, mas ao estar mineralizada, somente com instrumentos afiados para removê-la, a técnica da tartarectomia.

Padrão de ecologia bacteriana[editar | editar código-fonte]

A cavidade oral possui três nichos principais:

  1. Dorso da língua;
  2. Sulco gengival;
  3. Placa dental;

Controle mecânico[editar | editar código-fonte]

A remoção mecânica da placa pode ser realizada pelo próprio paciente (controle mecânico da placa através do autocuidado) ou pelo dentista ou higienista dental (limpeza profissional dos dentes). Sem dúvida alguma, a remoção profissional de placa através de instrumentos rotatórios, escovas de dentes e fita/fio dental, exerce impacto positivo tanto na prevalência como incidência de cárie. Esse efeito pode ser observado quando se escova e usa fio/fita dental sob supervisão.[1] Contudo, o impacto exercido pela remoção mecânica da placa, através do autocuidado na cárie dentária é ainda incerto. Em uma revisão de 1981, BELLINI e Cols, afirmaram que, com relação à cárie, o efeito positivo da remoção de placa através da escovação só podia ser observado nas superfícies lisas e não nas superfícies com fossas e fissuras.

Referências

  1. Kock e Cols., 1994

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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