Pomeranos

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Os pomeranos (em língua pomerana Pommerer ou Pomerisch) formam uma etnia descendente de tribos eslavas e germânicas que vivem na região histórica da Pomerânia (Pommerland em pomerano) ao longo da costa do Mar Báltico entre os rios Oder e Vístula (atualmente entre a Alemanha e a Polônia). Hoje a região é conhecida como Pomerânia Oriental. Os pomeranos falam a língua pomerana, uma língua baixo saxônica)

Seus descendentes diretos (eslavos) incluem:

A Denominação pomerano é dada aqueles que moravam na Pomerânia e falam a língua Pomerana.

Índice

[editar] Pomeranos no Brasil

São importantes no Brasil porque para aqui emigraram em grande número durante o século 19. A Pomerânia, de onde esse povo veio para o Brasil, está atualmente parte em território polonês e parte (bastante pequena) na atual Alemanha. Descendentes de uma mistura de germanos com eslavos oriundos de regiões antigamente ocupadas pelos celtas, os pomeranos habitavam uma província da forte Prússia do século XVIII.

A Pomerânia foi devastada pela Segunda Guerra Mundial. No final da guerra, uma pequena parte da Pomerânia ficou na Alemanha Oriental então controlada pela União Soviética e grande parte foi dada a Polônia. Os pomeranos foram expulsos de suas casas e propriedades e a maioria fugiu com apenas o que podia carregar. Muitos se refugiaram na Alemanha Ocidental e muitos também emigraram para os EUA, Brasil e Austrália.

Muitos pomeranos emigraram para o Brasil durante o século 19, e hoje seus descendentes são parcela considerável em Santa Catarina (cerca de 300 mil em 2006) em especial na cidade de Pomerode, onde lutam para preservar sua cultura e a língua pomerana.

No estado do Espírito Santo estima-se uma população de 120 mil descendentes de pomeranos, a maior concentração depois da de Santa Catarina, descendentes dos 2.000 imigrantes que lá chegaram fim do século XIX. Os municípios de Santa Maria de Jetibá e Vila Pavão são reconhecidos como os municípios que mais preservaram a cultura pomerana e, além destes municípios capixabas, outro grande ponto desta cultura e que também a mantém mas precisamente, é o município de Laranja da Terra, mas também em escala menor a cultura e presente em municípios como Afonso Cláudio e Domingos Martins ainda mantém uma considerável quantidade de descendentes, muitos dos quais ainda conservam a língua pomerana como mãe.

Em Itarana destaca a familía Stuhr que ainda mantem vivo o idioma de seu pai natal.

No Rio Grande do Sul os imigrantes de origem pomerana também foram numerosos na região de Pelotas, Arroio do Padre, Agudo e São Lourenço do Sul, principalmente na região das antigas Colônia São Lourenço e Colônia Santo Ângelo. Fizeram parte também da fundação da comunidade de Esquina Emanuel, no município de Roque Gonzales.

No momento, a língua pomerana ocidental (existem mais de um tipo de língua pomerana) é falado apenas no Brasil, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Espírito Santo.

Atualmente a língua pomerana já têm uma escrita, dada pelo linguista prof. Dr. Ismael Tressmann, e nos municípios mais pomeranos do estado do Espírito Santo já tem aulas de língua Pomerana através do Programa de Educação Escolar Pomerana PROEPO.

Em 2010 foi lançado um Filme-Documentário "Pomeranos a Trajetória de um Povo", narrado em quatro idiomas Português, Pomerano, Alemão e Inglês, O filme conta a história dos pomeranos que deixaram a Europa e chegaram à região serrana do Espírito Santo a partir de 1859. Devido às guerras e o processo de revolução industrial que gerou muito desemprego e miséria por toda a Europa, o povo pomerano viu-se obrigado a imigrar. Em terras capixabas puderam novamente sonhar com uma vida melhor e reconstruir as suas vidas. Após um século e meio vencerem todos os desafios que a vida impôs, foram protagonistas de uma das mais belas histórias já vistas.
Autores: Vanildo Kruger e Arilson Grünewald. Direção e produção: Vanildo Kruger Historiadores: Prof. Dr. Ismael Tressmann, Pr. Helmar Reinhard Rölke e José Carlos Heinemann.

No Espírito Santo, nas cidades de Afonso Cláudio,Pancas, Itarana, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Vila Pavão, Domingos Martins e Laranja da Terra o pomerano se tornou a língua corrente.

Dois municípios capixabas mantêm o pomerano como segunda língua oficial (além do português): Vila Pavão[1] e Santa Maria de Jetibá.[2][3]

[editar] Casamento pomerano

Entre as diversas tradições dos antepassados, uma das que mais chamam atenção é o casamento pomerano, pois trata-se de um acontecimento social marcante que reúne o povo numa alegria de três dias de festa.

Um dos primeiros preparativos do casamento tradicional, os convites, não são usados no casamento pomerano: entre os descendentes de pomeranos nunca foi costume mandar convites impressos, o convite é feito em forma de versos. Como? Para fazer o convite, o “convidador” de casamento, que em pomerano é hochtijsbirer, geralmente o irmão caçula da noiva, convida, com três semanas de antecedência, servindo-se de meios de locomoção própria, antigamente cavalo ou bicicleta que foram substituídos, nos dias de hoje, pela motocicleta. O cuidado em ornamentar com flores e ramos verdes os meios de transportes dos noivos e de suas famílias ainda se mantém presente, assim como o cuidado com as vestes dos noivos e padrinhos, enfeitadas com fitas e ramos.

Na véspera do casamento é realizada, na casa dos pais da noiva, a cerimônia do “Quebra Louça”, uma garantia para felicidade do casal. A cerimônia religiosa segue os ritos da religião Luterana. Depois da cerimônia, todos dirigem-se para a casa dos pais da noiva, onde é realizada a festa.

[editar] As noivas de preto

Antigamente a noiva era arrumada por sua mãe e trajava vestido preto de cetim com uma faixa verde, igualmente de cetim, na altura da cintura, e uma coroa verde, tecida de murta, alecrim ou de cipreste, adornada com flores de laranjeira. No Espírito Santo este costume perdurou até 1940.

A explicação para o uso do vestido preto teve várias versões errôneas, quando ele simboliza morte social (separação da noiva de sua família, pois o casal mora nas terras dos pais do noivo, então quem se desloca de sua rede de parentesco é a mulher).

Referências

[editar] Ligações externas

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