Quilomícrom

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Quilomicra (português europeu) ou quilomícrom (português brasileiro) são grandes partículas produzidas pelas células intestinais, compostas de cerca de 85 a 95% de triglicerídeos de origem da dieta (exógeno), pequena quantidade de colesterol livre e fosfolipídios e 1 a 2% de proteínas. Por sua proporção lipídio/proteína, os quilomícrons flutuam, dando ao plasma um aspecto leitoso, formando, ainda, sobre ele, uma camada cremosa, quando deixado em repouso. O Quilomícron (quilomicra) é a maior das lipoproteínas encontradas no corpo humano, apresentando três apoproteínas: apo B48, até hoje apenas encontrada no quilomícron, apo C2 e apo E. Forma-se nas células intestinais a partir dos lipídios que absorvemos e cai no sistema linfático que chega ao ducto torácico, indo dai pra corrente circulatória. É uma estrutura esférica formada nos enterócitos (epitélio do intestino) depois da ingestão de gordura. Possui uma membrana semelhante as das células formada pelo mesmo constituinte, o fosfolipídio, entretanto possui apenas uma camada e apoprotéinas impregnadas . A cabeça polar dos fosfolipídios fica para fora do quilomícron em contato com o sangue ou linfa (meio polar) enquanto sua parte hidrofóbica fica voltada para o cerne do quilomícron, onde pode se encontrar ésteres de colesterol e triglicérides (gordura).

Sua função é transportar esse materiais hidrofóbicos pelo sangue e linfa. Os quilomícrons produzidos no intestino são transportados pela linfa até o ducto torácico, que desemboca no junção das veias jugular e subclávia. No sangue encontra a enzima lipoproteína lipase que degrada os triglicerídeos e libera os ácidos graxos, virando quilomícron remanescente.

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