Relatório Acheson Lilienthal

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O Relátório Acheson Lilienthal foi um plano proposto pelos Estados Unidos da América com o objetivo de deter o monopólio sobre armas e informações, através da proteção do conhecimento básico para a fabricação das bombas atômicas e de alianças com as potências da época.

História[editar | editar código-fonte]

Após o fim da 2ª Guerra Mundial, os países do mundo inteiro presenciaram o maior sinal do poderio militar dos Estados Unidos na época: o lançamento de bombas atômicas em Nagasaki e Hiroshima. Após isso, os Estados Unidos começaram a se preocupar com a bomba atômica, temendo que esta caísse em mãos erradas.

Em agosto de 1945, Dean Acheson (Secretário de Estado) e Henry Smitson (Secretário de Guerra) propuseram um plano a Truman, afirmando que a fabricação de artefatos nucleares acabaria sendo descoberta: era só uma questão de tempo. O plano era formar uma aliança com a União Soviética no qual seriam compartilhadas informações essenciais para a criação de bombas nucleares. A União Soviética não aprovou a idéia, porque os soviéticos não queriam se impôr aos Estados Unidos, Grã Bretanha e Canadá, potências capitalistas que estavam em situação menos crítica após a guerra.

Depois do relatório ser aprovado em outubro nos Estados Unidos, em novembro houve uma reunião com o Canadá e Grã Bretanha e outros países, onde foi pedido o estabelecimento do controle internacional de energia nuclear, com base no argumento de que o poder destrutivo da bomba atômica tornava inúteis quaisquer esforços de segredo ou contramedidas defensivas. Após essa reunião foi criada na ONU a Comissão de Energia Atômica (UNAEC). A proposta foi aprovada pela UNAEC, mas no Conselho de Segurança não, em razão da União Soviética, país membro do Conselho de Segurança, não ter aceitado a proposta.