Ressurreição de Lázaro

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Ressurreição de Lázaro.
1889-90. Por Van Gogh, atualmente no Museu Van Gogh, em Amsterdã.

A Ressurreição de Lázaro é um dos milagres de Jesus, relatado em João 11:1-46, no qual Jesus traz Lázaro de Betânia de volta à vida depois de quatro dias de sepultamento1 .

Os teólogos Moloney e Harrington enxergam nesta ressurreição um "milagre essencial" que inicia uma sequência de eventos que levará à crucificação de Jesus. Eles consideram-no como um "ressurreição que irá levar à morte", no sentido de que a ressurreição de Lázaro levará à morte de Jesus, o Filho de Deus, em Jerusalém, que terminará por revelar a glória de Deus2 .

Este Lázaro não tem relação com Lázaro, o leproso, protagonista da Parábola do Rico e Lázaro.

Este evento é uma das três vezes nos evangelhos canônicos que Jesus traz alguém de volta à vida (as outras foram a ressurreição do filho da viúva de Naim e a ressurreição da filha de Jairo)3 4 .

Narrativa bíblica[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Evangelho de João, as irmãs de Lázaro informam a Jesus que Lázaro estaria doente e precisando de ajuda. Porém, Jesus afirma: "Esta doença não é para morte, mas para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado." Jesus então atrasa a sua viagem por dois dias. Os discípulos de Jesus temem voltar à Judeia, mas Jesus os ordena que o sigam, afirmando: "Lázaro morreu e por vossa causa folgo de não me achar lá, para que creiais". Quando eles chegaram em Betânia, Lázaro já estava morto e enterrado havia quatro dias. Marta, a irmã de Lázaro, diz então a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, não teria morrido meu irmão", mas Jesus reafirma para ela que seu irmão irá retornar e afirma:

«Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo o que vive e crê em mim, nunca jamais morrerá; crês isto?» (João 11:25-26)
Ressurreição de Lázaro
Mosaico do século IV na igreja de Sant'Apollinare Nuovo, em Roma.

Jesus então travou um diálogo similar com Maria, irmã de Lázaro e de Marta, que chorava juntamente com outros judeus. E então "Jesus chorou", compadecido. Logo em seguida, ele vai com todos até o túmulo de Lázaro, que já cheirava mal e diz: "Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?". Logo em seguida, em oração, ele pede:

«Pai, graças te dou que me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa desta multidão que me cerca, a fim de crerem que tu me enviaste.» (João 11:41-42)

Após ter dito isto, Jesus gritou em voz alta: " Lázaro, sai para fora!" O morto então saiu, com as mãos e pés enrolados em tiras de linho e com panos à volta do rosto. Jesus disse então ao grupo: "Desatai-o e deixai-o ir."

Interpretação[editar | editar código-fonte]

O milagre da ressurreição de Lázaro é o clímax dos "sinais" de João. Ele é a explicação para as multidões que acompanhavam Jesus no Domingo de Ramos e leva diretamente à decisão de Caifás e do Sinédrio de assassinar Jesus.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. John Clowes, The Miracles of Jesus Christ published by J. Gleave, Manchester, UK, 1817 page 274
  2. Francis J. Moloney, Daniel J. Harrington, 1998 The Gospel of John Liturgical Press ISBN 0814658067 page 325
  3. Nain at the Bible Homelands website
  4. The Raising of the Widow's Son at the Boston Christian Bible Study website