Retrato de Adele Bloch-Bauer I

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Retrato de Adele Bloch-Bauer I
Autor Gustav Klimt
Data 1907
Técnica Óleo e ouro sobre tela
Dimensões 138 cm cm × 138 cm cm
Localização Nova Iorque

O Retrato de Adele Bloch-Bauer I é uma pintura de Gustav Klimt completada em 1905. De acordo com relatórios jornalísticos, foi vendida em 135 milhões de dólares a Ronald Lauder, proprietário da Neue Galerie em Nova Iorque, em junho de 2006, o que o tornou nesse momento na segunda pintura de maior valor de todo o mundo.[1] A obra é exibida na supradita galeria desde julho de 2006.

Klimt empregou três anos em completar este retrato, que mede 138 x 138 cm e está feito com óleo e ouro sobre tela marinheira, com uma ornamentação elaborada e complexa, tal e qual se vê nos trabalhos do Jugendstil. Klimt foi membro da Secessão Vienense, um grupo de artistas que cortaram com a forma tradicional de pintar. A obra foi realizada em Viena, encomendada por Ferdinand Bloch-Bauer.[2]

Como rico industrial que fez a sua fortuna na indústria azucareira, apoiou as artes e favoreceu e promoveu o trabalho de Klimt. Adele Bloch-Bauer tornou-se na única modelo pintada em duas ocasiões por Klimt quando completou um segundo quadro, Retrato de Adele Bloch-Bauer II, em 1912. Adele indicou no seu testamento que os quadros de Klimt deveriam ser doados à Galeria do Estado da Áustria.[3] Em 1925 Adele faleceu de meningite, e quando os nazis ocuparam a Áustria, o seu viuvo exiliou-se na Suíça. Todas as suas propriedades foram confiscadas, incluída a coleçao Klimt. No seu testamento de 1945, Bauer-Bloch designou os seus sobrinhos e sobrinhas, incluindo a Maria Altmann, como herdeiros do seu patrimônio.[4]

Como as pinturas propriedade de Bloch-Bauer permaneceram na Áustria, o governo inclinou-se pelo testamento de Adele. Depois de uma batalha legal nos Estados Unidos e em Áustria, determinou-se que Maria Altmann era a proprietária legal desta e de outras quatro pinturas de Klimt.[5]

A decisão foi tomada na Áustria com resignação. Após os quadros serem enviados para os Estados Unidos, estiveram em exibição em Los Angeles até o Retrato de Adele Bloch-Bauer I ser vendido a Lauder.

A pintura passou a ser a peça central da coleção de Lauder na sua Neue Galerie de Nova Iorque, que por anos tentou recuperar a arte que tinha sido propriedade da comunidade judaica, a maioria da Alemanha e Áustria, e que fora confiscada ou roubada pelo governo nazi.

Lauder trabalhou para esta meta enquanto foi embaixador dos Estados Unidos na Áustria, membro da "World Jewish Restitution Organization", e da comissão designada por Bill Clinton para examinar casos de roubo nazi. É significativo o comentário de Lauder ao recuperar o Retrato de Adele Bloch-Bauer I: "Esta é a nossa Mona Lisa...."[6]

Referências

  1. NY Times notícia de 19 de junho de 2006
  2. Ferdinand Bloch-Bauer nascido Ferdinand Bloch, filho de David Bloch (também conhecido como Abraham Bloch), banqueiro e industrial do açúcar. Ferdinand casou-se com Adele Bauer, a filha de Moritz Bauer, diretor do banco Wiener Bankverein. Quando Ferdinand casou com Adela, ambos adotaram o sobrenome Bloch-Bauer.
  3. Testamento de 1923
  4. Testamento de Bloch-Bauer de 1945
  5. Lista de pinturas de Klimt ("Amalie" não é parte dos cinco quadros), foto de Adele Bloch-Bauer, foto de Klimt
  6. Cita

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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