Rootkit
Rootkits são um tipo de malware cuja principal intenção é se camuflar, impedindo que seu código seja encontrado por qualquer antivírus. Isto é possível por que estas aplicações têm a capacidade de interceptar as solicitações feitas ao sistema operacional, podendo alterar o seu resultado.
Por exemplo, quando o Windows faz um pedido para a leitura ou abertura de um arquivo (seja a mando do antivírus ou pelo próprio usuário), o rootkit intercepta os dados que são requisitados (intercepção via API) e faz uma filtragem dessa informação, deixando passar apenas o código não infectado. Desta forma, o antivírus ou qualquer outra ferramenta ficam impossibilitados de encontrar o arquivo malicioso.
Índice |
[editar] O que é um rootkit?
Um rootkit é um programa com código mal intencionado que busca se esconder de softwares de segurança e do usuário utilizando diversas técnicas avançadas de programação.
Rootkits escondem a sua presença no sistema, escondendo suas chaves no registro (para que o usuário não possa vê-las) e escondendo os seus processos no Gerenciador de Tarefas, além de retornar sempre erros de “arquivo inexistente” ao tentar acessar os arquivos relacionados.
Rootkits também utilizam-se, muitas das vezes, de drivers, isto é, arquivos de sistema para o funcionamento de hardware, para se esconderem de antivírus, que ao lidarem com essas situações, irão "pensar" que o rootkit é um serviço legítimo do sistema operacional.
Diversos tipos de código mal intencionado utilizam essas tecnologias com o objetivo de dificultar sua remoção e o fazem com sucesso: os rootkits mais avançados são bem difíceis de serem removidos. Poucos antivirus hoje conseguem identificar e eliminar essas pragas.
[editar] Origem do nome rootkit malware
Os rootkits possuem esse nome por serem, inicialmente, “kits” de programas para a plataforma Linux/Unix(Isso não que dizer que o Windows está protegido deste malware) para manter o acesso total ao sistema previamente comprometido, agindo como backdoor. Como “root” é o usuário com o controle total do computador nas plataformas, inicialmente só Unix, hoje proliferado em várias plataformas, originou-se o nome “rootkit” para denominar estes conjuntos de aplicativos.
[editar] Funcionamento
Os rootkits para Linux/Unix geralmente substituem os programas mais comuns, como os programas que listam arquivos, de modo que o administrador do sistema, ao listar os arquivos, não veja a presença dos arquivos do trojan.
No Windows, eles ‘infectam’ os processos na memória, de modo que toda vez que um processo requisite alguma informação sobre os arquivos desse código mal-intencionado, esta informação seja anulada antes de ser retornada ao programa, o que fará com que os softwares acreditem que estes arquivos não estejam lá.
Para realizar sua façanha um pirata pode incluir um rootkit no código de qualquer software por exemplo programas do usuário, bibliotecas e até mesmo no kernel.