Worm

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Um Worm (verme, em português), em computação, é um programa auto-replicante, semelhante a um vírus. Enquanto um vírus infecta um programa e necessita deste programa hospedeiro para se propagar, o Worm é um programa completo e não precisa de outro para se propagar.

Um worm pode ser projetado para tomar ações maliciosas após infestar um sistema, além de se auto-replicar, pode deletar arquivos em um sistema ou enviar documentos por email.

A partir disso, o worm pode tornar o computador infectado vulnerável a outros ataques e provocar danos apenas com o tráfego de rede gerado pela sua reprodução – o Mydoom, por exemplo, causou uma lentidão generalizada na Internet no pico de seu ataque.

Índice

[editar] História

O primeiro worm que atraiu grande atenção foi o Morris Worm, escrito por Robert T. Morris Jr no Laboratório de Inteligência artificial do MIT. Ele foi iniciado em 2 de novembro de 1988, e rapidamente infectou um grande número de computadores pela Internet. Ele se propagou através de uma série de erros no BSD Unix e seus similares. Morris foi condenado a prestar 400 horas de serviços à comunidade e pagar uma multa de US$10.000

[editar] Backdoors

Os worms Sobig e Mydoom instalaram backdoors (brechas) nos computadores, tornando-os abertos a ataques via Internet. Estes computadores "zumbis" são utilizados para enviar emails (spams) ou para atacar endereços de sites da Internet. Acredita-se que spammers (pessoas que enviam spams) pagam para a criação destes worms [1][2], e criadores de worms já foram apanhados vendendo listas de endereços IP de máquinas infectadas.[3] Outros tentam afetar empresas com ataques DDOS propositais. [4] As brechas podem também ser exploradas por outros worms, como o Doomjuice, que se espalha utilizando uma brecha aberta pelo Mydoom.[5]

[editar] Worms úteis

Os worms podem ser úteis: a família de worms Nachi, por exemplo, tentava buscar e instalar patches do site da Microsoft para corrigir diversas vulnerabilidades no sistema (as mesmas vulnerabilidades que eles exploravam). Isto eventualmente torna os sistema atingidos mais seguros, mas gera um tráfego na rede considerável — frequentemente maior que o dos worms que eles estão protegendo — causam reboots da máquina no processo de aplicação do patch e, talvez o mais importante, fazem o seu trabalho sem a permissão do usuário do computador. Por isto, muitos especialistas de segurança desprezam os worms, independentemente do que eles fazem.

[editar] Veja também

Referências


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