Sahaja

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Sahaja (sânscrito) significa lit. “o seu próprio caminho”, ou o caminho alegre e natural que a entidade viva se eleva acima do mundanismo até o estado divino.

Esse caminho foi muito destacado pelos poetas-santos da índia medieval, tais como Kabir, Mirabai, Tukaram e se expressa muito no sikhismo uma vez que Guru Nanak, um dos mais importantes mestres dos sikhis foi rigoroso adepto desta linha filosófica. Os mestres sikhis dão o exemplo da árvore, que está completa já na semente, e se desenvolve completamente obedecendo às leis naturais da evolução individual. Ninguém ou nada pode mudar essa evolução natural do atma que se realiza tranqüila e pacificamente, até alcançar a perfeição.

Essa linha filosófica também é encontrada no Taoísmo e no Zen, onde a verdade deve florescer espontaneamente, nunca se devendo ao desenvolvimento racional ou intelectual.

O sahajismo, ou conceito do caminho natural e espontâneo do atma até a perfeição final é o flagelo de algumas seitas religiosas, que ficariam sem adeptos se todos optassem por seguir o seu caminho natural de evolução espiritual, sem a necessidade de tantos rituais, dogmas, preceitos, austeridades e privações prescritos pelas diferentes seitas.

Madhva, um filósofo do sul da Índia que advogou a tese do dvaita vedanta, era um ardente opositor ao sahajismo, criando o conceito de condenação eterna, ou trajeto tama-yogiyco para as entidades vivas que não seguissem o caminho religioso prescrito pela sua filosofia vaixnava.

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