Sancho Garcês (infante de Pamplona)

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Sancho Garcês
Senhor de Uncastillo e Sangüesa
Cônjuges Constança
Descendência
Ver descendência
Pai Garcia Sanches III de Pamplona
Mãe A concubina
Morte 6 de janeiro de 1083
Rueda de Jalón

Sancho Garcês (em espanhol: Sancho Garcés; antes de 1038[1]6 de janeiro de 1083[2] ) foi un infante do Reino de Pamplona, filho ilegítimo do rei Garcia Sanches III de Pamplona e primo do Afonso VI de Leão. Senhor de Uncastillo e Sangüesa, foi pai de Ramiro Sanches, cujo filho Garcia Ramires de Pamplona iniciou uma nova dinastia do reis do Pamplona.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Castelo de Sibirana em Uncastillo, uma dastenências do infante Sancho

O infante Sancho era filho ilegítimo do rei Garcia Sanches III de Pamplona e de uma concubina. Nasceu antes do pai se casar com Estefânia de Foix.[3] [4] Governou as tenências do Uncastillo e Sangüesa e poderá ter sido o Sancho Garcês que foi tenente em Ruesta (1048), Surta (1065), Autol (1071) e em Anguiano e Tobía em 1073.[5] Tinha vários irmãos, filhos do casamento legítimo de seu pai, incluindo o rei Sancho Garcês IV e o infante Ramiro Garcês, senhor de Calahorra e Torrecilla en Cameros. Também era o irmão de Mencia Garcês, esposa do magnata Fortún Ochoa, filha ilegítima do rei García Sanchez III, embora não se sabe se eles eram filhos da mesma mãe.

Sancho morreu em 6 de janeiro de 1083 junto com o seu irmão Ramiro que liderou as hostes do exército enviado pelo rei Afonso VI no día conhecido como "a traição de Rueda", onde morreram muitos nobres, incluindo o conde Gonçalo Salvadores.[6] [a]

Casamento, descendência e lenda[editar | editar código-fonte]

Casou-se antes de 1057 com Constança, como evidenciado por um documento datado de 25 de novembro do mesmo ano, em que ambos confirmam uma venda feita pelo seu irmão o rei Sancho. A filiação da Constança ainda não foi confirmada, mas autores antigos alegam que ela era a filha do nobre Gonçalo Marañón. No entanto, com base na Chronica Naierensis, o medievalista Jaime de Salazar y Acha, conjetura que poderia ser a filha de um casamento anterior da rainha Estefânia de Foix.

Cquote1.svg O rei Sancho de Castela era casado com um filha da rainha Estefânia de Navarra, cujo nome a crónica omite, e outro Sancho, filho bastardo que o rei Garcia, marido de Estefânia, tinha tido com outra concubina, movido por uma arrebatamento de amor, raptou a noiva quando ela era conduzida ao encontro do seu prometido e conduziu-a à corte do rei mouro de Saragoça e mais tarde à do seu tio o rei Ramiro de Aragão que o amava como um filho. Em resultado de tudo isso deu-se a guerra entre ambos os reis de Castela e Aragão, e a morte deste último no combate de Graus no ano 1064.[7] Cquote2.svg

Embora o episódio narrado na Chronica Naierensis tenha sido considerado um mito sem fundamento, todos os personagens citados são documentados, e é provável que os eventos descritos sejam factuais. Num documento de 29 de novembro de 1074, o rei D. Sancho doa ao seu irmão uma casa e várias terras em Calahorra. No mesmo documento, o rei diz: «vobis germano meo domno Sancio et uxori vestra vel germana mea domna Constancia» ("para ti, meu irmão Sancho e tua esposa, também minha irmã, Dona Constança").[8] [9]

Do seu casamento com Constança teve dois filhos:

  1. Ramiro Sanches de Pamplona (entre 1064 e 1075 — 1129 ou 1130), senhor de Monzón e casado com Cristina Rodríguez, filha do famoso Rodrigo Diaz de Vivar, El Cid.
  2. Estefânia Sanches, esposa do conde Fruela Díaz,[10] membro da linhagem dos Flainez, com importante descendência.

Alguns historiadores ter identificado a Sancho Garcês com Sancho Maceratiz, tenente em Montes de Oca casado com Andregoto, parente da rainha Andregoto Galíndez. Em 1075, Andregoto, já viúva, aparece no Mosteiro de San Millán de Suso com seus cinco filhos: Sancho, Andregoto, Sancha, Jimena, e Velasquita.[11] [12] [b] No entanto, o infante Sancho ainda estava casado com Constança em 1074 e é impossível que tenha voltado a casar e tivesse mais cinco filhos em 1075.[13] Além disso, Andregoto não poderia ser a viúva de Sancho em 1075, pois este só morreu em 1083.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

[a] ^  «O Cid não conheceu o seu futuro genro cujo filho Ramiro casaria com Cristina, a filha mais velha do Cid, pois o infante Sancho Garcia (sic) seria outro dos mortos na armadilha traiçoeira de Rueda.» Cfr. Martínez Díez (2007), p. 137
[b] ^  «Andregoto aparece en 1075 no Mosteiro de San Millán de la Cogolla já viúva, com os seus filhos Sancho, Andregoto, Sancha, Jimena e Velasquita. Todos estes foram filhos de Andregoto e do seu esposo, o conde Sancho Macerátiz, tenente en Valle de Oca e em Álava Cfr. Balparda, citando o documento 222 do cartulário de San Millán de la Cogolla.[14]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Balparda de las Herrerías, Gregorio de. Historia crítica de Vizcaya y de sus Fueros (em espanhol). Bilbao: Imprenta Mayli, 1933-34. vol. II, Livro III Libro III. OCLC 634212337
  • Fernández Flórez, José Antonio e Herrero de la Fuente, Marta. Colección Documental del Monasterio de Santa María de Otero de las Dueñas, I (854-1108) (em espanhol). León: Centro de estudios e investigación «San Isidoro» (CSIC), Caja España de Inversiones y Archivo histórico diocesiano, 1999. ISBN 84-87667-39-2
  • Martínez Díez, Gonzalo. El Cid histórico (em espanhol). Barcelona: Editorial Planeta, S.A., 2007. ISBN 978-84-08-075165-5